O que não recebi em Junho


O QUE NÃO RECEBI EM JUNHO


- Fitas de glicemia capilar

Uma diabética na tirolesa

Autocontrole é tudo nessa vida. Às vezes, minha glicemia se altera, para mais ou para menos, ainda que eu não coma nada. Se fico nervosa, sobe. Se choro, sobe. Se fico muito alegre, desce, e por aí vai.

Independente de qualquer coisa, o importante é não deixar que ninguém diga que, por causa do diabetes, não podemos fazer algumas coisas! Faça tudo que for possível, claro, respeitando o limite de cada um.

Eu por exemplo, me aventurei em uma descida de tirolesa. A preocupação número 1 era não deixar a bomba cair rsrs A preocupação número 2 era com a glicemia, pois quando foi se aproximando o momento de pular, a glicemia começou a cair. Pensa na situação de sofrer uma hipo nas alturas?

Ainda que seja bem rapidinho (a descida demora menos de 1 minuto), pode ser perigoso. Então, quando ainda estava na fila para colocar os equipamentos, eu parei a bomba, ou seja, suspendi o envio de insulina para meu meu corpo. Alguns minutos depois, ela começou a subir lentamente, ficando na casa dos 90.


E a descida foi ótima, dá um friozinho na barriga! E não me arrependo, é só se cuidar que tudo pode ser aproveitado.



Gripou? Não entre em pânico

Sabe o que é pior quando eu fico gripada? É saber que isso vai descontrolar minha glicemia.

A gripe, além de todos aqueles sintomas clássicos super chatos, traz para nós, diabéticos, esse presentinho extra: ela aumenta os níveis de nossa glicemia, bagunçando nosso controle, que cá pra nós, já é difícil demais de fazer, e voilà, temos uma hiperglicemia difícil de domar.

E é comum que isso aconteça, pois nosso corpo começa a trabalhar para eliminar a infecção do organismo e nesse momento, vários hormônios são produzidos. Alguns deles têm impacto direto na glicemia.

O que devemos fazer é continuar tratando a hiperglicemia, somos diabéticos e não podemos esperar que o nosso corpo faça isso sozinho, porque ele não consegue.

Não entre em pânico quando a glicemia não abaixar, mesmo com várias unidades de insulina aplicadas. Eventualmente, ela vai cair, só que precisamos monitorar mais de perto a glicemia para conseguir controlar da melhor forma.

Eu mesma comecei a apresentar sintomas da gripe numa sexta-feira e, de meio-dia à meia-noite, foi impossível controlar minha glicemia. E olha que eu estava com o sensor Enlite, ou seja, eu estava com monitorização contínua da glicose. Mas ela sempre ficava entre 176 e 210. Pensa no desespero que dá ficar 12h com a glicemia acima de 170? Só melhorou no dia seguinte, acordei com ela em jejum 111.


Muito sangue no sensor Enlite

A relação do diabético com sangue é algo constante, é algo que a gente lida no nosso dia a dia: furar a ponta do dedo para conseguir uma gota de sangue e medir a glicemia, aplicar insulina com a agulha, seja da seringa, da caneta ou da bomba e, às vezes, acertar um vasinho e ter como consequência mais uma gotinha de sangue saindo pelo furinho da agulha…

Eu já estou acostumada com sangue, não ligo, não passo mal, não desmaio, nem do cheiro eu reclamo. Porém, minha última experiência instalando o sensor Enlite foi um pouco mais sangrenta complicada do que de costume.

Eu uso o sensor Enlite desde fevereiro de 2014. Óbvio, não uso direto devido à falta de responsabilidade da secretaria de saúde de MG, inclusive, no ano de 2016 eu só usei o Enlite apenas um mês, em abril.

Por isso, eu já estou acostumada a sair um pouco de sangue toda vez que faço a aplicação dele no meu braço. Nada fora do comum. A pressão que o aplicador faz na pele é um pouco forte, então para mim é normal se por acaso sangrar um pouco. Mas dessa vez foi diferente. Teve sangue. Muito sangue. Muito sangue mesmo, saindo pelo sensor, para fora do adesivo.


Meu único medo, na verdade, foi perder o sensor. Achei que ele não iria funcionar, pois a parte do sensor encheu de sangue e está com sangue até hoje. Daqui 6 dias eu troco.

Assim que começou a sair muito sangue, minha irmã, que me ajuda a aplicar, me avisou e disse que nunca tinha visto sair tanto sangue. Eu fui até o espelho para ver a situação, peguei um papel para limpar o sangue e fiz muita pressão. Fiquei uns 15 minutos fazendo pressão para estancar o sangramento. Eu não tinha certeza se ele iria funcionar, mas decidi continuar a aplicação do sensor. No dia seguinte, eu liguei o sensor, calibrei e esperei o resultado ao longo da manhã. Os resultados do sensor na bomba estavam iguais ao do glicosímetro, por isso eu fiquei aliviada e confiei no sensor.

Experiência nada agradável 

O que não recebi em Maio


O QUE NÃO RECEBI EM MAIO

Fitas de glicemia capilar


Dessa vez, até o sensor Enlite eu recebi. Diferente do FreeStyle Libre, o Enlite precisa ser calibrado a cada 12 horas. Isso quer dizer que, a cada 12 horas eu preciso medir minha glicemia com um glicosímetro convencional e digitar o número da glicemia na bomba. Ou seja, mesmo com o sensor Enlite eu preciso de fitas para o glicosímetro e eu não recebi, então precisarei comprar. É mais barato do que comprar o Libre, mas ainda assim é um gasto alto.

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