RESULTADOS: Accu-chek Active x Cepa GC


Continuo medindo as glicemias nos dois aparelhos glicosímetros que tenho: o Accu-chek Active, o qual eu mesma compro as tiras reagentes e o “famoso” Cepa GC, no qual recebo as tiras reagente da secretaria de saúde.

Minhas principais percepções:

1. De todos os testes que fiz, 100% dos resultados no Cepa GC são superiores aos resultados apresentados no Accu-chek Active.

2. Quando minha glicemia está em níveis normais, os resultados de ambos são mais próximos. Porém, quando o resultado apresentado é próximo a uma hipoglicemia ou hiperglicemia, a diferença se acentua consideravelmente.

Meu medo está em certos casos, como um específico que aconteceu em uma das minhas medidas:

Accu-chek Active: 63 mg/dL
Cepa GC: 82 mg/dL

Ou seja, claramente eu estava passando por uma crise de hipoglicemia, porém não foi o que o Cepa GC me retornou. Neste caso, eu já estava percebendo os sintomas da hipo, então não tive dúvidas quanto ao resultado apresentado pelo Accu-chek Active. Mas e se eu não tivesse o Accu-chek Active?

Por isso é que eu aguardo ansiosamente pela substituição do Cepa CG aqui em minha cidade, Contagem.








Água de quiabo


Estou um pouco atrasada para comentar sobre o assunto, mas mesmo atrasada não poderia deixar de comentá-lo.

No sábado dia 23/11/13, o programa Caldeirão do Huck exibiu no quadro Jovens Inventores, os ganhadores da invenção “Água de quiabo”. Pra falar a verdade, eu não vi o programa, não tenho o hábito de assistir televisão. Porém, no início da semana seguinte ao programa, algumas pessoas me perguntaram se eu havia assistido.

Por curiosidade, assisti ao programa pela internet. O mais interessante em minha opinião, foi ver que este estudo foi realizado por jovens mineiros de 17 anos, que ainda estão no ensino médio. Muito legal isso.

A descoberta consiste no estudo da “baba” liberada pelo quiabo. Nela, existe uma grande concentração de fibras, e isso seria justamente o fator que ajuda a baixar os níveis da glicose no sangue.

Bom, já contei aqui que eu fiz uso, por um bom tempo, da farinha da casca do maracujá, que também tinha função de baixar os níveis glicêmicos. E com toda sinceridade: era muuuuito ruim. Claro que isso é uma opinião minha, porque gosto é pessoal e cada um tem o seu. Mas eu achava um tremendo sacrifício, porque odiava o gosto. Resgatando essa memória, fiquei pensando e imagino que a água de quiabo também não deve ter um gosto nada agradável.

Além do mais, é um paliativo, ou seja, tem efeito momentâneo. É uma abordagem para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. Mesmo quem optar por esse tipo de “ajuda”, precisa continuar fazendo uso de insulina (DM1), não descuidar da medicação oral (DM2) e continuar o monitoramento constante da glicemia.

Daí eu penso: “Será que vale a pena fazer uso desses tratamentos paliativos, quando o tratamento correto com insulina (no meu caso), dieta e exercícios físicos confia ao diabético uma vida saudável, sem complicações pela doença?”.

Não sei. É apenas a expressão de um pensamento. O meu pensamento. Ainda não tive coragem de experimentar a tal água de quiabo. Mas talvez eu experimente.

De qualquer forma, acho muito válida a iniciativa dos alunos que desenvolveram este projeto. Para assistir ao quadro do programa Caldeirão do Huck, clique aqui.

Exame do Pé Diabético


A equipe do Mestrado Profissional em Educação em Diabetes do Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa BH vai realizar no sábado dia 30/11 o exame completo do pé diabético, com testes de sensibilidade e informações/orientações para o cuidado dos pés.

O exame poderá ser realizado de forma gratuita e será entregue para que cada um o apresente ao seu médico. A prevenção ainda é a maneira mais eficaz de evitar as complicações que o pé diabético traz.

Lembrando que o termo pé diabético é utilizado para indicar as diversas alterações e complicações ocorridas, isoladamente ou em conjunto, nos pés e nos membros inferiores dos diabéticos.

Por isso, é sempre importante manter os níveis da glicemia controlados, realizar o exame visual diário dos pés e também realizar a avaliação médica periódica.

O exame completo será realizado no CEM Santa Casa BH, rua Domingos Vieira, 416, Santa Efigênia, de 8 as 12 horas.


Glicosímetro CEPA GC


Ontem, dia 21/11/13, recebi da secretaria de saúde o glicosímetro CEPA GC. O mesmo que foi condenado pelo Ministério Público, o mesmo que, em BH, já está sendo substituído pelo Accu-Chek Active da Roche. Pois é, aqui em Contagem, eu o recebi hoje.

Quando fui buscá-lo, a atendente que me entregou disse: aqui está o aparelho, vem com o manual, 100 tiras reagentes e com as lancetas. No mesmo instante perguntei: ok, você está me dando as lancetas, mas cadê o lancetador? E ela respondeu: não tem.

Legal né?!

E ainda completou: você deve ler o manual antes de usar, e se tiver alguma dúvida volte aqui e converse com a Juliana, que é a farmacêutica responsável pela unidade. Ou seja, ela mesma não sabia me explicar absolutamente nada sobre o funcionamento do aparelho.

Detalhe: não vem com manual de instrução. Vem com um “Guia rápido”, pra gente aprender a configurar o básico no aparelho para poder utilizá-lo. Tanto é, que no próprio guia podemos ler a seguinte informação: “... a leitura deste guia rápido não substitui a leitura completa do manual do usuário do glicosímetro.”. Ok, entendido. Porém, cadê o tal manual do usuário, que não veio com o produto e ninguém me contou onde eu o encontro? Então, eu fiz uma pesquisa no Google, e encontrei um link de uma manual deste aparelho fornecido pela Secretaria de Saúde de MG aos farmacêuticos para consulta. Esse manual pode ser lido clicando aqui.

Outro detalhe do qual ri bastante, foi quando comecei a ler o guia rápido, e a primeira frase que li foi: “Obrigado por escolher o glicosímetro Cepa GC”. Hein?!? Não escolhi nada não meu querido. Se eu pudesse escolher….

Detalhe para a seta apontando para o lancetador... que não foi entregue junto com o aparelho.



Durante o atendimento, fiz mais uma (difícil) pergunta: quando vocês vão me entregar o aparelho glicosímetro que está substituindo esse que vocês estão me dando hoje? E a resposta exata foi: provavelmente no ano que vem. Em BH ele já esta sendo distribuído, mas aqui em Contagem demora mais.

Poxa! Demora mais por quê? (Esse pergunta ainda não tem resposta.)

O fato é que se demorar o mesmo tempo que eles demoraram a me entregar o CEPA GC, só vou receber o Accu-Chek Active em 2015 (já que eu espero pelo CEPA GC desde dezembro de 2012). E olha que eu nem preciso do aparelho (pois é o que eu já utilizo atualmente), só preciso das tiras.

Por tudo que eu sei sobre este aparelho, que não é muito, e o pouco que eu sei não é favorável a ele, vou continuar confiando nos valores do meu glicosímetro Accu-Chek Active, porém estou fazendo a medição nos dois aparelhos ao mesmo tempo.

Os primeiros testes que fiz no CEPA GC mostraram resultados próximos aos do Accu-Chek Active, entretanto, sempre com valores para cima. Ao que parece, pelo menos ele está calibrado. 


As cinco coisas que eu aprendi com o diabetes


Semana passada foi comemorado o dia Mundial do Diabetes. E um dia antes do dia mundial, eu escrevi um post sobre a minha convivência com o diabetes para o Blog da G30. A G30 é uma agência de publicidade situada aqui em BH, e é onde eu trabalho como publicitária ;D

Toda semana, o Blog da G30 posta textos sobre assuntos diversos, escritos por quem trabalha na agência. E eu contribuí contando sobre o aprendizado que o diabetes proporciona no meu dia-a-dia. Exatamente por isso, o título do post é: As cinco coisas que eu aprendi com o diabetes.

Lembrando que o aprendizado é constante, então numerei as 5 coisas com as quais eu mais convivo.


Dia Mundial do Diabetes


O Dia Mundial do Diabetes 2013 chegou carregado de ações, eventos e divulgações no país e no mundo todo.

Basta procurar por Dia Mundial do Diabetes no Google e podemos ter uma ideia da dimensão da importância desse dia.

Em BH, a ação de prevenção do diabetes acontece na rodoviária e vai oferecer medição de Índice de Massa Corporal (IMC), glicemia capilar, informações nutricionais, saúde bucal e aferição de pressão arterial.

Hoje estou comemorando então o Dia Mundial do Diabetes e também o título de Tricampeão Brasileiro conquistado pelo meu time do coração Cruzeiro Esporte Clube, que não por acaso, é representado pela cor azul.

Tá tudo azul pra mim hoje!

3beijos




A SextAzul antes do Dia Mundial do Diabetes


Essa é a última sexta-feira antes do dia 14, que é o Dia Mundial do Diabetes. Por isso, vou postar aqui no blog hoje uma mensagem positiva inserida diretamente no círculo azul, que é o nosso símbolo.



A ideia partiu da IDF - International Diabetes Federation, que lançou no círculo azul sua missão, visão e propostas de trabalho. Como a versão da IDF é em inglês, a Sociedade Brasileira de Diabetes criou uma versão em português, para que nós aqui no Brasil também pudéssemos disseminar pela internet essa mensagem positiva, incentivando os diabéticos e todas as pessoas a lutarem pela causa.

E viva a SextAzul!




Para quê medir a glicemia se estou sentido que ela está baixa?


Várias foram as vezes em que eu senti alguns dos sintomas de hipoglicemia e comi algo doce antes de medir a glicemia, ou até mesmo nem medi a glicemia. Sim, várias foram as vezes em que usei a frase: “Acho que estou ficando com hipo, vou comer alguma coisa”. A frase já começa errada, com a palavra ACHO. Até porque o verbo achar tem por significado: “julgar, supor, considerar”. Achar é uma coisa, agora ter CERTEZA, somente fazendo o teste de glicemia.

A nossa percepção neste caso é muito limitada. Muitas vezes sinto os sintomas de uma hipoglicemia e, ao medir, vejo que na verdade estou com hiperglicemia. Estranho né? Mas essa confusão acontece e é mais comum do que se imagina.

O perigo consiste em tratar algo que não está de fato acontecendo. Se estou passando por uma crise de hipoglicemia, vou ingerir 15 g de carboidratos. Mas, e se no lugar de uma hipo eu estiver tendo uma crise de hiperglicemia e ingerir os mesmos 15 g de carboidratos? Estarei piorando uma situação que já não está boa. Estarei aumentado ainda mais a minha glicemia. Aí o controle foi para o espaço.

Por isso, medir a glicemia é essencial. Às vezes dá preguiça. Às vezes esquecimento. O ideal é medir a glicemia em pares, ou seja, antes de uma refeição (pré-prandial) e 2 horas após a refeição (pós-prandial). Assim, podemos mensurar se a relação insulina-carboidrato está sendo eficiente para cada caso. Outra dica importante: não adianta só medir se não anotar. Eu mesma quando não anoto os valores fico perdida. Para isso existem os diários de glicemia, para nos ajudar nesta percepção, para colocar no papel e facilitar a leitura dos valores e não deixar apenas armazenado na memoria do glicosímetro.

Várias empresas como a Novo Nordisk e a Sanofi Diabetes fornecem um livrinho de diário de glicemia. No site Espaço Diabetes tem um  diário de glicemia super simples de preencher (em word) e funciona direitinho. Clique aqui para fazer o download e imprimir.

Esse aqui abaixo é o diário de glicemia do Espaço Diabetes que eu utilizo.



Sexta-feira é dia de SextAzul


Outra sexta-feira pra deixar o dia de todos nós mais azul.

No mês de novembro, as várias pessoas, grupos, entidades que aderem à campanha do Dia Mundial do Diabetes, interagem e participam de diversas ações, e uma delas é a iluminação (de azul, é claro) de monumentos, casas, escolas, etc., de várias cidades do país inteiro.

Na campanha de 2013, a responsável pela programação visual do Dia Mundial 2013 é a Malu Serraglio, publicitária (como eu!), que faz parte da equipe do DMD no Brasil. Há 22 anos ela convive com o diabetes tipo 1 e é voluntária na Associação de Diabetes do ABC (ADIABC). Ela criou algumas peças com ideias bem diferentes e divertidas para que as pessoas se interessem e interajam com os monumentos que são iluminados no Dia Mundial do Diabetes.

Veja abaixo algumas das peças criadas pela Malu.




A criatividade é muito importante nesse processo. Sair do lugar comum desperta a curiosidade e o interesse das pessoas. E esse é o objetivo da campanha: chamar a atenção de um público cada vez maior para o conhecimento sobre o diabetes.

No hotsite do Dia Mundial do Diabetes é possível acompanhar as atividades que estão programadas, de acordo com cada região (Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste, Sul). Quem souber de algum monumento em sua cidade que será iluminado de azul, ou irá iluminar sua casa, escola, etc., é só entrar em contato através do email diamundialdodiabetes@gmail.com e informar:

  • Data e horário do evento
  • Local, com endereço completo
  • Cidade e estado
  • Grupo responsável pela atividade ou nome de quem está coordenando
  • Envie fotos com a descrição

Ótima SextAzul a todos!



O novembro é nosso. O azul também é nosso.


Nessa última semana percebi uma movimentação muito forte dos blogueiros em relação à Campanha de Combate ao Câncer de Próstata. Isso porque essa campanha (do câncer de próstata) também apresenta o mote NOVEMBRO AZUL, já que o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata é dia 17 de novembro.

Diante disse, alguns fatos devem ser observados:

A campanha do Dia Mundial do Diabetes acontece em novembro porque o dia mundial do diabetes, instituído pela Portaria nº 391/1997, é o dia 14 de novembro. A cor azul é utilizada, pois segue a identidade do ícone criado para representar o dia mundial do diabetes: o círculo azul. E a mão com o dedinho levantado e uma gota de sangue na ponta... Ora, precisa de explicação? Teste de glicemia capilar, feito diariamente por todos os DM1.

Já a campanha de combate ao câncer de próstata utiliza o NOVEMBRO AZUL para representá-lo, pois ele segue a lógica do Outubro Rosa, que é a campanha contra o câncer de mama, e que é tradicionalíssima. E o símbolo da mão com o dedinho levantado, bom acho que esse realmente não precisa de explicação. É compreensível e até coerente toda a simbologia utilizada. A questão é: precisa se aproximar tanto de uma campanha já existente, como a campanha do Dia Mundial do Diabetes? Precisa ser o mesmo tom de azul (aliás, precisa ser azul?)? Precisa ser a mesma imagem da mão com o dedinho levantado (sim é exatamente a mesma, só mudou a posição) já que o laço azul é o ícone que representa o combate ao câncer de próstata? Precisa utilizar o mesmo mote NOVEMBRO AZUL?

Existe um abaixo assinado direcionado à Sociedade Brasileira de Urologia, à Sociedade Brasileira de Diabetes, ao Ministério da Saúde e ao Instituto Lado a Lado pela Vida. Esse abaixo assinado é justamente para ajudar a mudar a identidade visual da campanha de Combate ao Câncer de Próstata, que está super parecida com a campanha do Dia Mundial do Diabetes. Vamos assinar gente, é muito rápido e precisamos de força nesse momento. Clica aqui e assina!

Publicitários deste meu Brasil (principalmente aqueles que trabalharam na "criação" da campanha de combate ao câncer de próstata), meus caros colegas de profissão, dizem que neste mundo nada se cria e tudo se copia, mas precisa ser tão descaradamente? Criatividade, reciclagem, inovação e ideias novas, meus caros, ideias novas. Isso é o necessário para se criar novas campanhas. Ideias novas. #ficaadica

Mais uma SextAzul


Oba! Mais uma sexta-feira que chegou anunciando mais uma SextAzul. É muito legal quando a gente se engaja com essas ações. A gente se anima, se antecipa, aguarda a chegada do dia, prepara boas vibrações e pensamentos positivos especialmente pra este dia. Isso é realmente muito legal. É engraçado perceber, mas toda quinta-feira eu fico preparando qual blusa azul vou usar na sexta-feira. É porque eu não tenho muitas blusas azuis, quem me conhece sabe que meu forte é a cor rosa. Por isso fico matutando e buscando no guarda-roupa uma peça azul. Na sexta-feira pela manhã, saio de casa vestindo azul com todo o orgulho de estar representando essa causa, mesmo sabendo que muitas pessoas ainda não entendem ou não conhecem a campanha.



Como eu já havia comentado aqui no blog antes, essa ação está com muita força no ambiente online. O pessoal tem participado curtindo e compartilhando os posts no Facebook, vestindo azul, tirando uma foto e enviando para ser publicada... Aliás, quem quiser pode enviar sua foto vestindo azul para o email: diamundialdodiabetes@gmail.com, informando nome e cidade.



Hipoglicemia noturna


Perigo. Essa é a palavra que define a hipoglicemia noturna, aquela que acontece quando estamos dormindo.

Eu já tive vários casos de hipoglicemias noturnas, das mais brandas até as de alto risco. Na grande maioria das vezes eu acordo por causa dos sintomas: sudorese (parece que acabei de dar um mergulho na piscina), taquicardia, tremor, e um fato no mínimo curioso: o sono vai embora na hora. Eu simplesmente abro os olhos e o sono foi embora, fico lá com os olhos arregalados sem nenhum vestígio do pleno estado de sono em que eu me encontrava.

É por isso que sempre tenho na cabeceira de minha cama um sachê de glicose instantânea e um bolinho, daqueles tipo muffin (que eu A-M-O), e às vezes umas balinhas macias. Quando estou despreparada, ou seja, quando eu me esqueço de repor os "itens de cabeceira", eu logo acordo minha irmã, que divide o quarto comigo, e ela me ajuda.

Teve uma época em que eu sofria constantes crises de hipoglicemias noturnas. Era quase uma rotina de tão frequente. Isso foi uma época de rebeldia (que eu já contei aqui em outro post). Mas em determinado momento eu já deitava e ficava com medo de que eu poderia passar mal e não conseguisse acordar, porque as hipos se tornaram tão frequentes que eu tinha receio de que meu corpo estivesse se acostumando a esse evento e não mais reagisse como deveria (com os sintomas que eu citei acima), então eu não conseguiria acordar. Fui ao médico e alguns ajustes nas doses de insulina e na contagem de carboidratos ajudaram com este contratempo.

Porém, o que eu temia eventualmente aconteceu. No início de 2012 eu tive uma queda na glicemia tão acentuada que não consegui acordar. Como divido o quarto com minha irmã, ela acordou, fui socorrida e levada ao hospital. Isso por volta das 7h da manhã. Porém, acordei no hospital por volta das 16h sem saber o que havia acontecido. Em verdade não me lembro de nada, apenas de ir dormir normalmente e acordar em um hospital :(

Foi justamente por esse episódio que iniciei o texto definindo a hipoglicemia noturna como perigosa.

O que tenho que ficar bastante atenta, neste caso, é com a dose de insulina que injeto a noite de acordo com a contagem de carboidratos. Se eu contar certinho, pesar direitinho as porções dos alimentos, sei que não terei problemas. O que me falta agora é começar a fazer lanches mais leves à noite - segundo a minha nova dieta. Então vamo que vamo!

SextAzul


Você sabe o que é a SextAzul? Não? Então já vou te contar: a SextAzul é uma das ações realizadas pela Federação Internacional de Diabetes e pela Sociedade Brasileira de Dibetes e tem como objetivo divulgar a importância e o conhecimento sobre a prevenção do diabetes. 

Essa ação atinge fortemente o ambiente online e durante todas as sextas-feiras que se seguem até o Dia Mundial do Diabetes - 14 de novembro - as pessoas se vestem com a cor azul, tiram fotos para a campanha e compartilham essas fotos e também os logos da SextAzul e do Dia Mundial do Diabetes em seus perfis na rede social. É também um dia em que os blogueiros fazem postagens compartilhadas sobre o tema.

O ícone que representa o Dia Mundial do Diabetes é o círculo azul. Ele foi criado sob o conceito de que deveria ser algo tão simples que até uma criança pudesse desenhá-lo. Nessa campanha, o círculo simboliza a união e a cor azul representa o céu, e é também a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que representa também a união entre os países.

O tema da campanha de 2013 é: Diabetes, proteja o nosso futuro. A campanha já está a todo vapor na internet e quem segue a fan page do Dia Mundial do Diabetes no facebook já pode conferir algumas peças divertidas dos monumentos que são iluminados, criadas para integrar a ação da SextAzul.


Sucesso! Então vamos todos vestir azul na sexta-feira!



Facebook - Dia Mundial do Diabetes


fan page do Dia Mundial do Diabetes no Facebook tem divulgado os blogs que aderiram ao selo oficial do Dia Mundial. Hoje foi o dia do meu blog ser divulgado! O post foi feito esta manhã, e fica aqui o meu muito obrigado. =D


O intuito de divulgar esse tipo de ação nas redes é disseminar informações importantes sobre o diabetes, viralizando e compartilhando para que a cada dia, mais pessoas participem, se informem e se atualizem. Vamos participar!


Insupen


O mês passado recebi uma caixa da nova agulha Insupen da Sanofi Diabetes. Testei e aprovei!

Ela realmente tem muito mais silicone na agulha. Não senti absolutamente nenhuma dor durante a aplicação. E olha que a agulha que ganhei para testar é o dobro do tamanho que eu uso, ou seja, acostumada a uma agulha de 4 mm estou utilizando uma de 8 mm e achando incrível!

Ela é fabricada em quatro tamanhos: 4, 6, 8 e 12 mm, e além deste diferencial que já citei e comprovei, ela tem algumas outras características específicas como a ponta triplamente afiada, maior diâmetro interno para facilitar o fluxo da injeção de insulina, e ainda, a parte inferior da agulha que entra no refil da insulina apresenta um tratamento antifricção, conhecido como “anti-coring”, que além de facilitar a inserção da agulha no refil, evita o risco de que pequenos fragmentos de borracha sejam possivelmente liberados dentro do refil de insulina.

Super recomendo a Insupen! É realmente uma aplicação com menos incômodo. ;)


Lipodistrofia


Já faz muito tempo que tive minha primeira lipodistrofia. Para falar a verdade nem lembro, pois já tive mais de uma vez.

Pra quem não sabe, a lipodistrofia é causada quando injetamos insulina no mesmo local muitas vezes ou quando reutilizamos a agulha. A lipodistrofia, por sua vez, se divide em dois tipos:

1- Lipohipertrofia ou hipertrofia de insulina: aparece sempre de forma suave em formato de nódulos nos locais das injeções. Esta condição pode ser causada pelos efeitos naturais da insulina, por não realizar corretamente o rodízio dos locais de aplicação ou pela reutilização de agulhas. Para evitar o desenvolvimento de lipodistrofia, vale alternar os locais de aplicação e não reutilizar as agulhas.
2- Lipoatrofia: é a perda de gordura sob a pele. Esta condição acontece no momento em que há um declive dentro da pele de textura firme. Isto ocorre com mais frequência com insulinas misturadas.

Tem coisas que acontecem e marcam a vida da gente, não é mesmo? Pois certa vez, apliquei insulina na perna, e calculei mal o lugar, logo apareceu aquele carocinho e o local ficou roxo na hora. Ficou horrível, morri de vergonha. Fiquei dias sem usar saia e short.

Depois de 6 anos, mesmo praticando o rodízio, às vezes isso ainda acontece comigo. Alguns lugares são mais fáceis de realizar a aplicação, e mesmo assim não fugimos do risco de errar o local. Um dos lugares mais difíceis de realizar a aplicação, em minha opinião, é atrás, na nádega. E por incrível que pareça não me lembro de ter errado uma aplicação neste lugar do jeito que já errei aplicando em locais “fáceis” como o abdômen e a coxa.

Tudo é prática. Já dizia o ditado: a prática leva a perfeição. E a repetição, dia após dia, faz com que ocorram mais acertos do que erros. E isso não está relacionado somente com a aplicação de insulina, isso vale para qualquer atividade que realizarmos.

É importante lembrar que nunca se deve injetar insulina nos locais com lipodistrofia porque eles não absorvem muito bem a insulina.

Existem algumas maneiras de prevenir que isso aconteça:
  • Alternar os locais de aplicação;
  • Alternar os locais das injeções dentro da área escolhida;
  • Alternar os lados (direito e esquerdo) da parte do corpo usado;
  • Trocar a agulha a cada aplicação.

Também é normal que durante a aplicação apareça uma pequena gota de sangue, que ocorre quando a agulha atinge um vaso sanguíneo. Algumas vezes acontece comigo, mas caso isso ocorra, precisamos apenas pressionar o local com o dedo, evitando esfregar ou massagear o local.















Referência site da BD: http://goo.gl/cp3uKY

Meu cantinho


Cozinha; armário abaixo da pia; segunda gaveta. Esta é a localização exata do meu cantinho ;D

Neste lugarzinho é onde eu guardo toda minha munição: canetas de insulina, agulhas, seringas, glicose instantânea, lancetas, lancetadores, glicosímetro; tiras do glicosímetro. É claro que as canetas e o glicosímetro que eu utilizo sempre ficam dentro da minha mala, digo, bolsa rsrs. Porém, tenho canetas que não uso mais, como por exemplo a caneta Novopen para insulina NPH que não tomo mais e a caneta Autopen 24 para insulina Lantus, pois agora utilizo a Clickstar. Tem também a caneta Humapen, da insulina Humalog que gira de 1 em 1 unidade, que não uso mais pois utilizo a Luxura HD, que gira a cada 0,5 unidade. Tem o meu glicosímetro Accu-check Advantage II que comprei logo no início e está guardado pois uso o glicosímetro Accu-chek Active fornecido pelo estado...

Tudo que eu preciso eu procuro nesse cantinho, fica tudo guardado lá. Com exceção das balas. Ahhh, as balas ficam no famoso “pote de balas”. Ele é famoso porque é comunitário, meus amigos adoram. E os filhos dos meus amigos também já sabem direitinho onde encontrar bala, porque o pote está sempre cheio, afinal de contas é até uma necessidade. 

Sim, eu tenho diabetes. E sim, eu posso comer doces!


Ah, essa frase. Às vezes tenho vontade de tê-la tatuada em meu corpo, para quando uma pessoa fizer algum comentário de que eu não posso comer doces, eu simplesmente mostraria a tatuagem e pronto! Ou então a própria tatuagem inibiria o comentário logo de início.

Algumas vezes eu paro, respiro e penso sobre essa reação da maioria das pessoas. Sério que eu penso sobre isso. E consigo até entender o porquê a maioria delas pensam dessa forma e fazem esse tipo de comentário (que diabéticos não podem comer doces). É que as pessoas, quando não precisam conviver com determinadas situações, simplesmente não procuram saber sobre o assunto, elas conduzem sua opinião de acordo com o senso comum, de acordo com o que a grande maioria fala. Sei disso porque eu era assim. Como eu não precisava lidar com o diabetes, pois ele ainda não havia se manifestado em minha vida até meus 19 anos, eu não procurava saber mais sobre o assunto, o que podia e o que não podia na vida de uma pessoa diabética, e conduzia a minha opinião sobre o assunto de acordo com o senso comum: diabéticos não podem comer doces.

Na verdade, doce não faz bem para ninguém, e de acordo com a pirâmide alimentar, os doces, assim como as gorduras, estão no topo da pirâmide e devem ser consumidos moderadamente. Agora, o fato de que doces não podem NUNCA serem consumidos por diabéticos ficou para trás há muito tempo. A contagem de carboidratos é um método utilizado que tem por objetivo manter os níveis glicêmicos normais. E daí se uma vez você comer um brigadeiro? É só incluir no cálculo da contagem a quantidade de gramas de carboidrato presente em um brigadeiro. Para saber quantas gramas de carboidratos cada alimento possui, basta utilizar a tabela de informação nutricional presente na embalagem do produto. Se o produto não tem embalagem, como é o caso do nosso brigadeiro citado logo acima, basta consultar as tabelas no manual de contagem de carboidratos, pois todos eles têm tabelinhas completas com a quantidade de carboidratos de vários alimentos comuns e incomuns ao nosso dia a dia.

Para facilitar ainda mais o cálculo, tenho uma balança digital que me informa com precisão quantas gramas de cada alimento estou ingerindo. Já até escrevi um post sobre esse assunto, para ler clique aqui.

Pois bem, seria mentira da minha parte se dissesse que não como doces. Pois eu como sim. Adoro chokito®, sorvete, casadinho, bala de goma… Mas todos entram no cálculo da contagem de carboidratos, e sem abusar, né?!

Dieta nova


Semana passada retornei à nutricionista para pegar a minha nova dieta. Retornei com uma semana de atraso, mas isso foi culpa da Beyoncé (quem mandou fazer o show aqui em BH bem no dia da minha consulta? E quem mandou eu  ganhar o ingresso também, né?! rsrs não deu pra perder o show).

Enfim, percebi que foi mais uma atualização na dieta do que uma modificação completa. Havia horários no meu dia, entre uma refeição e outra, em que eu ficava até 5 horas sem comer nada. Se eu sei que isso é errado? Claro que sei. Infelizmente a correria do dia a dia faz a gente se descuidar de alguns pontos em relação à dieta.

Agora estou voltando a conseguir comer barrinha de cereal. Isso porque quando eu fiquei diabética, lá no início mesmo, a barrinha de cereal era a opção que eu usava para quebrar essas longas horas sem comer. E geralmente eu comia antes de ir para a academia, na parte da manhã, e no intervalo da aula, à noite. E isso por uns bons meses. Resultado: enjoei total de barrinha de cereal.

Certo dia estava no trabalho e bateu aquela fome fora de hora. E foi nesse momento que um colega do trabalho me ofereceu uma barra de cereal. Eu pensei: “Poxa, eu detesto barrinha de cereal. Mas eu tô com muita fome. Muita.”. Então eu comi a barrinha oferecida e pasmem: desceu muito bem. Fiquei sem saber se foi pura e unicamente por causa da fome ou se eu tinha sobrevivido ao trauma de barrinhas de cereal. Fiz questão de gravar a marca do produto: Nature Valley de granola crocante. Ainda não comprei, por isso a barrinha ainda não está inserida no meu dia-a-dia. Porém, quando eu for comprar, já sei qual será.
Fora isso, a dieta nova não mudou muito do que eu como, em relação a porções e tipos de comida. Basta apenas melhorar meu autocontrole para os doces e os beliscos fora de hora =/

O cuidado com as unhas


Mesmo antes de ser diabética, já ouvi falar muito sobre pé diabético, que é uma complicação crônica do diabetes nos membros inferiores, e todo o cuidado que envolve essa área do corpo. Porém, nunca havia me ligado que o mesmo cuidado deve ser dispensado também às mãos dos diabéticos, especialmente as unhas.

Em mais um dia de consulta, a médica que me acompanha estava examinando meus pés, e disse que o ideal em meu caso seria não retirar as cutículas das unhas, tanto do pé quanto da mão. Meu primeiro pensamento foi: “OMG! Impossível.”

E o pior é que essa é uma verdade. No diabetes a circulação é afetada e existe uma resistência menor às infecções. Por isso, aquele “bife” que a manicure tira sem querer, por menor que seja, pode virar um mega problema.

Depois dessa informação, comprei um complexo de redutor de cutículas, para tentar diminuir as danadas das cutículas e assim não precisar retirá-las, pelo menos não com tanta frequência. O problema é que, mesmo que eu usasse o redutor fielmente todos os dias, as cutículas continuavam crescendo no mesmo ritmo (o que era completamente normal, pois demora um tempo para readaptar essa redução no crescimento), e isso sim é um super problema para mim, porque eu tenho o péssimo hábito de roer as unhas quando elas não estão bem feitas :(

Continuei então fazendo as unhas retirando a cutícula. Mas como a manicure que faz as minhas unhas é sempre a mesma e ela já sabe que sou diabética, existem cuidados que são tomados que ajudam a minimizar certos riscos, como por exemplo, ela não deixa a minha mão de molho na água, pois o ambiente úmido é muito propício para o desenvolvimento de cândida. E também não tira a cutícula muito a fundo, desencravando a unha, justamente para diminuir as chances de tirar um bife!

Quanto aos esmaltes, está liberado! A não ser é claro que exista algum tipo de alergia aos componentes da fórmula, o que não é o meu caso, ainda bem, porque sou fascinada por esmaltes.



Recebi a Lantus em casa ;)


No post sobre a visita da educadora em diabetes eu contei que na 1ª visita a gente ganha um refil da insulina Lantus que chega em nossa casa pelos Correios em 5 dias úteis. O meu refil chegou hoje! Tudo bem que chegou no prazo de 11 dias úteis ao invés de 5, mas chegou.  ;)

O refil vem dentro de uma caixa enoooorme de isopor com 2 pacotes de gelo reutilizável. E ainda por cima enviaram mais uma caneta Clickstar. Já até resolvi o que vou fazer com esta 2ª caneta que ganhei: na minha próxima consulta com a endocrinologista, vou levar para que ela possa dar para algum de seus pacientes do consultório ou do ambulatório de diabetes tipo I da Santa Casa BH.



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