Sim, eu tenho diabetes. E sim, eu posso comer doces!


Ah, essa frase. Às vezes tenho vontade de tê-la tatuada em meu corpo, para quando uma pessoa fizer algum comentário de que eu não posso comer doces, eu simplesmente mostraria a tatuagem e pronto! Ou então a própria tatuagem inibiria o comentário logo de início.

Algumas vezes eu paro, respiro e penso sobre essa reação da maioria das pessoas. Sério que eu penso sobre isso. E consigo até entender o porquê a maioria delas pensam dessa forma e fazem esse tipo de comentário (que diabéticos não podem comer doces). É que as pessoas, quando não precisam conviver com determinadas situações, simplesmente não procuram saber sobre o assunto, elas conduzem sua opinião de acordo com o senso comum, de acordo com o que a grande maioria fala. Sei disso porque eu era assim. Como eu não precisava lidar com o diabetes, pois ele ainda não havia se manifestado em minha vida até meus 19 anos, eu não procurava saber mais sobre o assunto, o que podia e o que não podia na vida de uma pessoa diabética, e conduzia a minha opinião sobre o assunto de acordo com o senso comum: diabéticos não podem comer doces.

Na verdade, doce não faz bem para ninguém, e de acordo com a pirâmide alimentar, os doces, assim como as gorduras, estão no topo da pirâmide e devem ser consumidos moderadamente. Agora, o fato de que doces não podem NUNCA serem consumidos por diabéticos ficou para trás há muito tempo. A contagem de carboidratos é um método utilizado que tem por objetivo manter os níveis glicêmicos normais. E daí se uma vez você comer um brigadeiro? É só incluir no cálculo da contagem a quantidade de gramas de carboidrato presente em um brigadeiro. Para saber quantas gramas de carboidratos cada alimento possui, basta utilizar a tabela de informação nutricional presente na embalagem do produto. Se o produto não tem embalagem, como é o caso do nosso brigadeiro citado logo acima, basta consultar as tabelas no manual de contagem de carboidratos, pois todos eles têm tabelinhas completas com a quantidade de carboidratos de vários alimentos comuns e incomuns ao nosso dia a dia.

Para facilitar ainda mais o cálculo, tenho uma balança digital que me informa com precisão quantas gramas de cada alimento estou ingerindo. Já até escrevi um post sobre esse assunto, para ler clique aqui.

Pois bem, seria mentira da minha parte se dissesse que não como doces. Pois eu como sim. Adoro chokito®, sorvete, casadinho, bala de goma… Mas todos entram no cálculo da contagem de carboidratos, e sem abusar, né?!

Dieta nova


Semana passada retornei à nutricionista para pegar a minha nova dieta. Retornei com uma semana de atraso, mas isso foi culpa da Beyoncé (quem mandou fazer o show aqui em BH bem no dia da minha consulta? E quem mandou eu  ganhar o ingresso também, né?! rsrs não deu pra perder o show).

Enfim, percebi que foi mais uma atualização na dieta do que uma modificação completa. Havia horários no meu dia, entre uma refeição e outra, em que eu ficava até 5 horas sem comer nada. Se eu sei que isso é errado? Claro que sei. Infelizmente a correria do dia a dia faz a gente se descuidar de alguns pontos em relação à dieta.

Agora estou voltando a conseguir comer barrinha de cereal. Isso porque quando eu fiquei diabética, lá no início mesmo, a barrinha de cereal era a opção que eu usava para quebrar essas longas horas sem comer. E geralmente eu comia antes de ir para a academia, na parte da manhã, e no intervalo da aula, à noite. E isso por uns bons meses. Resultado: enjoei total de barrinha de cereal.

Certo dia estava no trabalho e bateu aquela fome fora de hora. E foi nesse momento que um colega do trabalho me ofereceu uma barra de cereal. Eu pensei: “Poxa, eu detesto barrinha de cereal. Mas eu tô com muita fome. Muita.”. Então eu comi a barrinha oferecida e pasmem: desceu muito bem. Fiquei sem saber se foi pura e unicamente por causa da fome ou se eu tinha sobrevivido ao trauma de barrinhas de cereal. Fiz questão de gravar a marca do produto: Nature Valley de granola crocante. Ainda não comprei, por isso a barrinha ainda não está inserida no meu dia-a-dia. Porém, quando eu for comprar, já sei qual será.
Fora isso, a dieta nova não mudou muito do que eu como, em relação a porções e tipos de comida. Basta apenas melhorar meu autocontrole para os doces e os beliscos fora de hora =/

O cuidado com as unhas


Mesmo antes de ser diabética, já ouvi falar muito sobre pé diabético, que é uma complicação crônica do diabetes nos membros inferiores, e todo o cuidado que envolve essa área do corpo. Porém, nunca havia me ligado que o mesmo cuidado deve ser dispensado também às mãos dos diabéticos, especialmente as unhas.

Em mais um dia de consulta, a médica que me acompanha estava examinando meus pés, e disse que o ideal em meu caso seria não retirar as cutículas das unhas, tanto do pé quanto da mão. Meu primeiro pensamento foi: “OMG! Impossível.”

E o pior é que essa é uma verdade. No diabetes a circulação é afetada e existe uma resistência menor às infecções. Por isso, aquele “bife” que a manicure tira sem querer, por menor que seja, pode virar um mega problema.

Depois dessa informação, comprei um complexo de redutor de cutículas, para tentar diminuir as danadas das cutículas e assim não precisar retirá-las, pelo menos não com tanta frequência. O problema é que, mesmo que eu usasse o redutor fielmente todos os dias, as cutículas continuavam crescendo no mesmo ritmo (o que era completamente normal, pois demora um tempo para readaptar essa redução no crescimento), e isso sim é um super problema para mim, porque eu tenho o péssimo hábito de roer as unhas quando elas não estão bem feitas :(

Continuei então fazendo as unhas retirando a cutícula. Mas como a manicure que faz as minhas unhas é sempre a mesma e ela já sabe que sou diabética, existem cuidados que são tomados que ajudam a minimizar certos riscos, como por exemplo, ela não deixa a minha mão de molho na água, pois o ambiente úmido é muito propício para o desenvolvimento de cândida. E também não tira a cutícula muito a fundo, desencravando a unha, justamente para diminuir as chances de tirar um bife!

Quanto aos esmaltes, está liberado! A não ser é claro que exista algum tipo de alergia aos componentes da fórmula, o que não é o meu caso, ainda bem, porque sou fascinada por esmaltes.



Recebi a Lantus em casa ;)


No post sobre a visita da educadora em diabetes eu contei que na 1ª visita a gente ganha um refil da insulina Lantus que chega em nossa casa pelos Correios em 5 dias úteis. O meu refil chegou hoje! Tudo bem que chegou no prazo de 11 dias úteis ao invés de 5, mas chegou.  ;)

O refil vem dentro de uma caixa enoooorme de isopor com 2 pacotes de gelo reutilizável. E ainda por cima enviaram mais uma caneta Clickstar. Já até resolvi o que vou fazer com esta 2ª caneta que ganhei: na minha próxima consulta com a endocrinologista, vou levar para que ela possa dar para algum de seus pacientes do consultório ou do ambulatório de diabetes tipo I da Santa Casa BH.



Feira Biostar - A diabetes aliada à saúde



No próximo sábado, dia 14 de setembro, Belo Horizonte recebe a feira para diabéticos Biostar - A diabetes aliada à saúde.

O evento é gratuito e durante todo o dia haverá palestras com especialistas da área, oficinas de culinária diet, worshops variados e rua do lazer com diversas brincadeiras.

É muito incentivador quando vemos a promoção de eventos como este, disseminando informações sobre o diabetes, aliando conhecimento e diversão. Parabéns aos organizadores e patrocinadores do evento. Vale a pena conferir!

Programação:

08:00 –  Abertura: Diabetes, é possível viver bem – Dr. Fábio Bacheretti
09:00 às 10:00 –  Palestra: Superando desafios – Márcia Chagas (psicóloga)
10:30 às 11:30 – Palestra: A importância do exercício físico para o combate e controle da diabetes – Willian Valadares (educador físico)
11:30 às 12:00 –  Brincadeiras lúdicas / Oficina teatral
13:00 às 14:00 – Palestra: Alimentação infantil, a base para uma vida saudável  - Thayene Fernanda (nutricionista)
14:00 às 15:00 – Palestra: Crianças diabéticas nas escolas - Joisa de Abreu (pedagoga do Colégio Magnum/BH)
15:00 às 16:00 – Palestra: Como cuidar da saúde bucal do diabético – Dra. Marilia (dentista)
16:00  às 17:00 – Palestra: Desmistificando o diabetes: sintomas, cuidados e tratamento –  Dra. Patrícia Fulgêncio (endocrinologista)
17:00 às 17:30 – Encerramento com stand up comédia e sorteio de brindes


Visita da Educadora em Diabetes


A marca Sanofi Aventis, fabricante das insulinas Lantus e Apidra, tem um programa chamado Starbem, onde temos a possibilidade de receber a visita de uma educadora em diabetes. Há cerca de 4 anos atrás, recebi esta educadora em minha casa e na época recebi também a caneta Autopen 24 para a insulina Lantus. Como já contei no post anterior, atualmente a forma para receber a nova caneta Clickstar é ligando no telefone 0800 703 0080. Pois bem, assim eu liguei, recebi a caneta em minha casa e deixei uma visita marcada com a educadora. Como trabalho e fico o dia todo fora de casa, recebi a visita da Natália (a educadora) em meu local de trabalho, no horário de almoço.

O mais interessante das visitas é que as próprias educadoras são diabéticas! Quando digo "interessante" é simplesmente no sentido de que elas convivem com o diabetes, assim como nós.

Durante a visita, a educadora dá várias dicas sobre o uso e manuseio das canetas de insulina. Uma das dicas que ela me deu foi que, ao guardar a agulha (usar uma mesma agulha no máááximo 3 vezes!), usar a capa externa para proteger a agulha, e não a capa do bico da agulha (aquela que é colorida), além de sempre testar se a agulha não tem ar ou não está entupida, para isso basta marcar 1 unidade e apertar o êmbolo. A parte ruim neste caso é que o desperdício é inevitável. Mas é melhor verificar antes do que descobrir duas horas depois, através do valor da glicemia, que a dose não foi injetada.

Ganhei também um kit super fofo, contendo um livrinho de diário de glicemia, uma carteirinha “Sou diabético”, manual atualizado de contagem de carboidratos, seletor de locais de aplicação (o legal é que ganhei uma seletor infantil para o local do abdômen), uma caixa de agulha da marca Sanofi, a Insupen, e esta é uma novidade: a proposta dessa agulha é uma aplicação menos dolorida, pois ela tem uma quantidade maior de silicone na agulha. Ainda não testei, mas assim que testar compartilho por aqui.

E também é possível fazer um cadastro no programa Starbem para comprar insulina Lantus com desconto na rede de farmácias listadas no site. Outra coisa legal é que na 1ª visita da educadora, a gente ganha um refil de insulina Lantus. Vem pelos correios e demora 5 dias úteis pra chegar.

Fica a dica pra quem usa alguma das insulinas da Sanofi.   ;)

Agulhas Insupen; a embalagem do kit; e seletores de locais do abdômen adulto e infantil.


Caneta Clickstar



No último post, contei que muitas coisas boas estão acontecendo em minha vida. Uma delas eu contei nesse mesmo post, que era o fato do resultado da minha hemoglobina glicada estar melhorando aos poucos.

Agora vou compartilhar outro fato super bacana que aconteceu comigo. Durante minha última consulta na endocrinologista, ela me aconselhou a ligar para uma educadora em diabetes da Sanofi Aventis. Não é nenhuma novidade que a Sanofi Aventis fabricante das insulinas Lantus e Apidra disponibiliza gratuitamente as canetas para aplicação das mesmas. Eu, como usuária da insulina Lantus, já recebi a educadora uma vez em minha casa e também ganhei a caneta Autopen 24 com graduação de 2 em 2 unidades. Dessa vez ao entrar em contato com a educadora, esta me orientou a ligar para o telefone 0800 703 0080 e fazer a solicitação da caneta Clickstar com graduação de 1 em 1 unidade. Ao ligar para fazer a solicitação, o prazo máximo de entrega era de 5 dias úteis, pois ela vem de SP. Recebi a caneta em minha casa, sem nenhum custo, apenas 2 dias depois de fazer o pedido, e o mais legal é que foi em pleno feriado municipal. Quanta eficiência! Adorei.

Caneta Clickstar no estojo
A caneta é prata e vem em um estojo que é uma graça, pretinho. Mais bonito que o estojo da minha Autopen 24. A aplicação também é diferente da Autopen 24 já que nesta, a aplicação se faz em apenas um jato, de uma só vez. Já com a Clickstar você controla a injeção, de unidade em unidade. Tem gente que não gosta do modus operandi da caneta Autopen 24, reclama que é muito mais dolorosa. Mas para ser sincera, eu costumo ser o mais prática possível, por isso me adaptei bem à Autopen 24 e seu jato único, até prefiro a aplicação com ela, pra falar bem a verdade.


Mas sigo usando a Clickstar. Confesso que me apaixonei foi pelo estojinho ;)

Estojo da caneta Clickstar
Canetas Autopen 24 e Clickstar
À esquerda estojo da Autopen 24 e à direita estojo da Clickstar

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