Hipoglicemia noturna


Perigo. Essa é a palavra que define a hipoglicemia noturna, aquela que acontece quando estamos dormindo.

Eu já tive vários casos de hipoglicemias noturnas, das mais brandas até as de alto risco. Na grande maioria das vezes eu acordo por causa dos sintomas: sudorese (parece que acabei de dar um mergulho na piscina), taquicardia, tremor, e um fato no mínimo curioso: o sono vai embora na hora. Eu simplesmente abro os olhos e o sono foi embora, fico lá com os olhos arregalados sem nenhum vestígio do pleno estado de sono em que eu me encontrava.

É por isso que sempre tenho na cabeceira de minha cama um sachê de glicose instantânea e um bolinho, daqueles tipo muffin (que eu A-M-O), e às vezes umas balinhas macias. Quando estou despreparada, ou seja, quando eu me esqueço de repor os "itens de cabeceira", eu logo acordo minha irmã, que divide o quarto comigo, e ela me ajuda.

Teve uma época em que eu sofria constantes crises de hipoglicemias noturnas. Era quase uma rotina de tão frequente. Isso foi uma época de rebeldia (que eu já contei aqui em outro post). Mas em determinado momento eu já deitava e ficava com medo de que eu poderia passar mal e não conseguisse acordar, porque as hipos se tornaram tão frequentes que eu tinha receio de que meu corpo estivesse se acostumando a esse evento e não mais reagisse como deveria (com os sintomas que eu citei acima), então eu não conseguiria acordar. Fui ao médico e alguns ajustes nas doses de insulina e na contagem de carboidratos ajudaram com este contratempo.

Porém, o que eu temia eventualmente aconteceu. No início de 2012 eu tive uma queda na glicemia tão acentuada que não consegui acordar. Como divido o quarto com minha irmã, ela acordou, fui socorrida e levada ao hospital. Isso por volta das 7h da manhã. Porém, acordei no hospital por volta das 16h sem saber o que havia acontecido. Em verdade não me lembro de nada, apenas de ir dormir normalmente e acordar em um hospital :(

Foi justamente por esse episódio que iniciei o texto definindo a hipoglicemia noturna como perigosa.

O que tenho que ficar bastante atenta, neste caso, é com a dose de insulina que injeto a noite de acordo com a contagem de carboidratos. Se eu contar certinho, pesar direitinho as porções dos alimentos, sei que não terei problemas. O que me falta agora é começar a fazer lanches mais leves à noite - segundo a minha nova dieta. Então vamo que vamo!

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