Sensor instalado


Hoje pela manhã a enfermeira da Medtronic e eu fizemos a instalação do sensor. Confesso que fiquei receosa, afinal é mais uma “coisa” para tentar “esconder” em meio às roupas que uso. Além do mais, a ideia dele ficar apitando sem parar também me incomoda um pouco.



Fico pensando muito no lado profissional: imagina que eu entro em uma reunião com o cliente, e o sensor começa a emitir alarmes?! Ou então, em uma reunião de brainstorm com toda a equipe da agência e, de novo, lá vem o sensor apitar! Inconveniente é a palavra que passa pela minha cabeça nesse momento.

De qualquer forma, achei muito fácil a aplicação do sensor. Mas achei muito mais difícil não deixá-lo a mostra. É mais fácil esconder a bomba =/

No meu primeiro dia com o sensor, a gente não se entendeu muito bem. Minha glicemia marcava 102 mg/dL no glicosímetro, mas a bomba interrompeu a basal 4 vezes, porque o sensor emitiu alarmes de que minha glicemia estava abaixo de 70 mg/dL. Além disso, a bomba ficou emitindo alarmes quase contínuos num espaço de 1 hora, porque o sensor estava indicando que a glicemia estava se aproximando rápido do valor 70 mg/dL. Só que o glicosímetro mostrava bons resultados de glicemia, como 94, 113, 108.


Pra falar a verdade, acredito que tudo é questão de prática. E com o sensor não deve ser diferente. É algo novo para mim e que ainda não estou acostumada a lidar. Mas com o tempo sei que ele me trará benefícios, e que esses contratempos serão entendidos e superados.

A Novela do Sensor MMT 7008


Parecia uma novela, mas era vida real. Finalmente recebi o telegrama informando que o último item da lista de insumos que solicitei, estará disponível para mim na secretaria de saúde. O famoso sensor Enlite MMT 7008. Ok, ok, ele é famoso só para mim, que decorei o nome de tanto cobrar um retorno dos responsáveis pelo meu caso.


E parecia novela mesmo, cada dia era um capítulo diferente, a história mudava sem mais nem menos: em um capítulo eu era a primeira paciente a solicitar esse modelo de sensor no estado de MG. No capítulo seguinte, recebi um sensor de modelo diferente do que eu pedi. No outro capitulo, o sensor não foi armazenado corretamente por falta de instruções, e depois o modelo não era compatível com o aplicador. No penúltimo capitulo, uma noticia bomba: a secretaria de saúde não me daria o sensor, faria um depósito judicial para que eu comprasse o sensor. Espero que este telegrama represente o capítulo final dessa história: agendei a retirada para a próxima terça-feira e FIM. Quer dizer, fim da novela, porque todo mês preciso receber os insumos rsrs.

Sensores


Recebi uma notícia da Medtronic que me deixou um pouco frustrada: o sensor que recebi (MMT7002) não é compatível com o aplicador MMT7510 :(

Na verdade, eu pedi o modelo certo para o aplicador, que seria o MMT7008. Mas a Secretaria de Saúde alegou que não tinha o modelo 7008 e me dariam o modelo 7002. Por isso eu peguei. Mas eu não sabia que o modelo mais antigo não encaixava no aplicador, então, neste prezado momento, não será possível fazer a instalação do sensor.

Vou ainda hoje até a Secretaria de Saúde para devolver os sensores 7002, mas provavelmente não receberei os sensores 7008.

No meio dessa confusão toda, tem uma notícia excelente: com menos de uma semana utilizando a bomba, as minhas glicemias melhoraram consideravelmente.

Agora eu tô bombada


Agora é oficial: eu tô bombada! Depois de exatos 6 meses desde que eu fiz o teste (05/05), tenho uma bomba para chamar de "minha".

Entre fazer o teste e entrar com a ação contra o Estado, passaram-se exatos 6 meses. Ao mesmo tempo em que foi rápido, também tenho a impressão de que demorou uma eternidade. Foram tantas idas e vindas, 3 telegramas, falta de produtos em estoque para a entrega, uma espera de 2 horas para receber os insumos, enfim, agora está dando tudo certo.

Infelizmente, não foi possível instalar o sensor junto com a bomba, isso ficou para sábado. Por dois motivos:
  1. Era preciso dar uma carga de 12 horas no mini link, e eu não sabia.
  2. Quando eu recebi os insumos da Secretaria de Saúde, NINGUÉM me avisou que o sensor precisa ser guardado no mesmo lugar que guardo as insulinas. Ele tem uma enzima que faz com que ele precise ser armazenado de forma diferente. Possivelmente ele estragou :( No sábado vamos fazer o teste.
Enfim, estou super feliz e animada com essa nova forma de viver a minha vida com o diabetes. Agora não é mais um teste. Agora é pra valer.



Durante todo o mês de abril, que foi quando eu fiz o teste com a bomba, eu apliquei o conjunto de infusão na barriga, alternando os lados. Hoje  resolvi trocar de lugar, até porque o rodízio é fundamental. 


Uma das coisas que mudou no Menu Principal, foi o nome do menu "Preparação", que agora é "Cj de Infusão e Reserv". Esse menu é utilizado quando vamos fazer a troca do conjunto de infusão de insulina (insulina, reservatório, cateter).



Sanofi e Nestlé Health Science = lançamento da linha Optifast



Recebi em casa um press kit com os produtos da linha Optifast, um lançamento que nasceu da parceria da Sanofi e da Nestlé Health Science, para ajudar na praticidade, nutrição e controle de peso de pacientes com diabetes.

Os produtos da linha são: omelete com queijo, sopa de legumes, mousse de chocolate e bebida de baunilha. Detalhe: todos em pó! Como a empresa mesmo define: é um pó que vira comida. É extremamente prático e rápido.

Além disso, recebi também hidratante corporal e hidratante para os pés, da Hidrastar. O hidratante para os pés é um sonho! Muito bom mesmo, tem uma absorção bem rápida e o pé não fica melecado :)

Dos produtos da linha Optifast, os que mais gostei foi o mousse de chocolate (delícia) e a bebida de baunilha (mais delícia ainda). Quanto à omelete, achei um pouco enjoativo, além do mais, agarrou na frigideira, não sou muito boa na cozinha hahaha.

A saga da bomba


Achei que desta vez tudo iria dar certo, mas ainda não chegou o dia de utilizar a bomba forever.

No dia marcado, fui até o local de dispensação de medicamentos de alto custo para receber os insumos conforme o telegrama. Mas para minha surpresa, 3 itens não foram entregues:

  • Reservatório de insulina Paradigm Reservoir MMT 332A
  • Enlite sensor de glicose MMT7008A
  • Enlite Serter MMT7510 facilitador de aplicação subcutânea

Minha surpresa maior foi não me entregarem o reservatório. Sem o reservatório não há como usar a bomba, então continua tudo na mesma.

A minha advogada já entrou em contato com a Secretaria de Saúde de MG através de um email informando o descumprimento de decisão judicial.

O pior é que eu ligo a cada dois dias, procurando informações sobre esses insumos que não foram entregues, e a justificativa é simplesmente que eles não têm em estoque nenhum dos 3 itens, e sem data para chegar.


Dos itens entregues, está a tão aguardada (por mim) bomba de infusão Paradigm Veo. Estranhei um pouco quando vi que ela é preta, acho que me acostumei à transparente. Mas os botões são um pouco menores, e gostei do novo design do botão ACT.




Bomba de Insulina: mais um telegrama


Eu acho que “dessa vez agora vai”! Recebi o telegrama da Secretaria de Saúde de MG informando que eu posso retirar a bomba de insulina. Ô notícia boa!

Liguei no telefone indicado no telegrama e agendaram a retirada da bomba para dia 16/10. É claro que eu estou com a sensação de que a semana está passando como uma tartaruga.

Pelo telegrama, podemos ver que ainda há itens que não serão entregues e que receberei um item em substituição momentânea, tendo em vista que o modelo que solicitei ainda está em processo de aquisição.

Assim que eu receber a bomba, o próximo passo será ligar para o telefone 0800 da Medtronic e agendar a visita da enfermeira, e logo após, uma consulta com a minha endócrino.


O detalhe mais importante dessa história toda: vou receber a bomba Paradigm Veo, a nova bomba da Medtronic. E por que esse detalhe é importante? Porque a Secretaria de Saúde de MG informa que sou a primeira paciente do Estado a requerer esse modelo, e que serei a primeira a ganhá-la, por isso a demora na entrega da bomba, mesmo depois de deferida a ação, porque foi preciso um processo de licitação para comprar esse modelo específico de bomba =D

Viagem para a Europa


Em agosto fiz a viagem dos meus sonhos: uma Eurotrip! Eu e meu namorado escolhemos alguns lugares da Europa que gostaríamos de conhecer, e na lista entraram: Paris, Amsterdam, Barcelona, Madrid e Lisboa.

Ficamos cerca de 6 meses planejando a viagem, e claro, uma pulguinha atrás da orelha apareceu: como vou lidar com todas as questões acerca do diabetes, fazendo uma viagem tão longa e para tão longe?

Sei que ter diabetes não me impede de fazer viagens, sair com amigos, ir para a balada, enfim. Mas o “desconhecido” traz certa insegurança. Eu nunca havia saído do país antes, nunca havia entrado em um avião. Por isso surgiram tantas dúvidas: como vou ficar transportando as insulinas de um país pro outro? Vou ter algum problema nos aeroportos por estar carregando tantas agulhas, seringas e lancetas? E as comidas diferentes: como vou fazer a contagem de carboidratos quando eu comer algo que não conheço, e que não está na tabela? Como vou aplicar a dose fixa de Lantus, se tem fuso horário de um país pro outro?

Para mim, foi tudo uma novidade, mas lidei bem com a situação.

Ainda no Brasil, um agente da polícia Federal encrespou porque eu estava com uma caixa de agulhas. Segundo ele, a quantidade era grande, mas como eu estava com a receita, e na receita estava especificado “1 caixa”, então ele não teve muito que questionar.

Como eu nunca havia entrado em um avião antes, imagino que fiquei um pouco ansiosa sem perceber. Dentro do avião tive uma hipo (e nem senti os sintomas), seguida de uma super hiper. Mas foi tudo controlado em seguida.

Durante a viagem tive uma hipo no meio da rua em Madrid. Mas um sorvete super delícia que meu namorado comprou resolveu. Claro que quem optou pelo sorvete fui eu, porque dentro da bolsa sempre tinha um pacote de balas e várias caixinhas de Glicoinstam. Legal que em Paris andamos muito a pé, o dia inteiro. E a glicemia ficou muito boa (e eu imaginando que ela iria cair).



Outro medo que eu tinha era sobre a conservação da insulina. Nem todos os hostels que ficamos tinham um frigobar para guardarmos nossas coisas. Mas o pessoal da recepção era muito solícito, entendiam a situação e guardavam a bolsinha com as insulinas com muita boa vontade.

Claro que comi uns docinhos aqui e ali, principalmente os famosos macarons da Ladurée em Paris. Não me privei de nada, afinal estava vivendo um sonho. Mas também não enfiei o pé na jaca e vivi de doces durante toda a viagem. Comemos fast food sim, mas almoçamos (arroz, carne, salada!) muito bem também. Só não tinha feijão rsrs


E sobre a dose fixa da Lantus (aplico todos os dias às 17h), minha endócrino definiu que a dose seria aplicada todos os dias às 8h. Quase uma semana antes, fui fragmentando as doses, até me adaptar ao horário de 8h da manhã, com a dose completa. E quando voltei, apenas 2 dias de readaptação para o velho horário de 17h :) Tudo certo!


Agora que eu fiquei fascinada pela Europa, pretendo voltar. E o cuidado com meu diabetes não será mais uma surpresa.






Bomba de insulina: recebendo alguns insumos


No início de julho eu contei aqui que eu ganhei a ação que movi para conseguir a bomba de insulina e todos os insumos.

O que eu aprendi: ganhar a ação não quer dizer que receberei de imediato todos os insumos, e muito menos a bomba de insulina.

No dia 23 de julho (dia do meu aniversário!) recebi um telegrama me informando que eu deveria comparecer à Unidade de Dispensação de Medicamentos Excepcionais e de Alto Custo, que fica em Belo Horizonte, para receber a insulina Humalog, que foi a insulina que solicitei no processo.

A princípio fiquei confusa, me perguntando por que eu deveria buscar apenas a insulina, sendo que no relatório solicitei 10 itens (entre a bomba + insumos)? De qualquer forma, no dia marcado fui buscar a insulina, e realmente, só me deram a insulina. Perguntei sobre os outros insumos que solicitei, e me disseram que eu precisaria receber um telegrama para pegar as demais coisas.

É certo que todos os meses, daqui para frente, eu ganharei a insulina Humalog, que foi o primeiro insumo a ser liberado. Então, no mês seguinte, em agosto, fui novamente buscar a insulina, e além da insulina, me deram as tiras para o glicosímetro! E em setembro, ganhei a insulina, as tiras e o Enlite sensor de glicose.

A conclusão que cheguei até agora é que ganho um item a mais a cada mês rsrs

Mas a bomba mesmo, até agora nada! Tenho acompanhado um pouco, uma vez por semana ligo, e o retorno que me dão é que a compra da bomba está em processo de licitação. Quando eu entrei com a ação, optei por contratar um advogado, ao invés de apostar na defensoria pública. Mas a advogada que contratei não acompanha muito esse processo, apenas entrou com a ação :(

Bomba de Insulina: GANHEI


Impossível descrever a sensação que estou sentindo. Motivo? Simples: a ação que movi para conseguir a bomba de insulina e os insumos foi DEFERIDA!


Receber essa notícia numa sexta-feira a noite não tem preço né?

\o/

Fim do teste com a bomba de insulina


Passou tão rápido! De 05/04 a 05/05, exatamente 1 mês usando a bomba de insulina, e incorporei para mim a frase que minha endócrino me disse no consultório: “Quem chora para colocar a bomba, chora no dia de tirá-la.”.

Eu realmente não queria tirar :(

E o que ficou de bom desse teste? O resultado do exame da minha glicohemoglobina fala por si só:
  • Antes da bomba: 8,1%
  • Depois da bomba: 7,3%

E olha que foi só um mês hein. Se eu tivesse ficado com ela 3 meses tenho certeza que o resultado seria ainda melhor.

Agora darei andamento ao processo, entrando com uma ação contra o Estado, para tentar conseguir o tratamento da bomba de infusão de insulina.

Alguns dizem que é muito demorado e burocrático. Outros dizem que conseguiram facilmente em dois meses. Vamos esperar para ver qual será o meu caso, mas eu espero que eu consiga o mais rápido possível.


Estranho dizer isso, mas estou sentindo falta da bomba. Quer dizer, não “dela” grudada em mim e nem da dificuldade para escondê-la em minhas roupas, mas sinto falta da praticidade que ela me trouxe, e do controle que tive sobre meu diabetes quando eu estava com ela.

Programa de Educação em Diabetes


A clínica Espaço Diabetes, que é onde eu faço meu acompanhamento médico, teve uma iniciativa muito legal: está promovendo o Programa de Educação em Diabetes - Viver bem com o diabetes, abordando temas relativos aos diabetes, e com uma programação de encontros que vai até o mês de outubro, sendo realizado um encontro por mês.

Eu tive a oportunidade de participar do primeiro encontro, cujos temas abordados eram:
  • contagem de carboidratos
  • bomba de insulina
Muito pertinente à minha rotina, já que eu estava no período de teste com a bomba.

Para mim foi uma experiência excepcional. Acho que muito se deve pelo fato de eu ter tido contato com outros diabéticos, já que o convívio com outras pessoas diabéticas não é uma realidade do meu dia-a-dia. Estavam presentes pessoas de todas as idades, inclusive as mães (não diabéticas) de bebês que são diabéticos. Foi muito legal ouvir as histórias de outras pessoas, como elas descobriram o DM, como lidam com ele. Em uma certa hora, todos mediram a glicemia, e foi aquele auê: “Quanto deu a sua?” “A minha tá ótima!” “Ih, a minha tá um pouquinho alta”. Adorei essa parte *.*

Tivemos um momento muito gostoso, uma pausa para o lanche, que serviu para promover a interação e também o aprendizado sobre a contagem de carboidratos. Inclusive, a interação e curiosidade sempre andavam juntas. Nesse momento, algumas pessoas pediram para ver a bomba, fizeram perguntas, e eu me senti muito a vontade sobre o assunto. Também notei que eu achei estranho saber que tem diabéticos tipo I que não fazem contagem de carboidratos. o.O


As palestras foram ministradas pela nutricionista e pela endocrinologista da clínica, e é interessante perceber que por mais que a gente ache que sabe muito sobre o assunto, sempre existem coisas novas para se aprender.



Espero poder ir aos outros encontros que acontecerão, gostei muito da experiência.

Look de fim de semana com a bomba


Esse final de semana completei 1 semana usando a bomba. Realmente, é muito fácil ver os pontos positivos que ela me traz. Mas estou aqui pra mostrar como tenho lidado com o ponto negativo dela: esconder a bomba. Ou melhor, camuflar, é o mais ideal.

No meio de semana, ao ir para o trabalho, confesso que sou mais relax, ponho no bolso de trás da calça e pronto. Como eu disse, tem roupas que não consigo escondê-la de forma alguma, por isso tenho evitado usar determinadas roupas, pelo menos este mês.

Quando chega o fim de semana é que o bicho pega. Mas de uma forma simples, eu me dei bem no domingo. Meu namorado e eu saímos à noite e formos a um restaurante de comida chinesa. Escolhi o look sem pensar na bomba, e depois coloquei ela no bolso da frente do short, sem paranoia. Ficou discreto, ou melhor, camuflada :)



Troca do conjunto de infusão da bomba de insulina


A primeira troca que fiz do conjunto de infusão depois que coloquei a bomba de insulina foi acompanhada pela enfermeira da Medtronic. Foi tranquilo, apesar de que às vezes me dava um branco de qual era o próximo passo =/

Mas muito atenciosa, a enfermeira sempre me ajudava a lembrar. O adesivo que fixa a cânula e o cateter na pele é muito difícil de desgrudar, o que é bom, visto que no dia-a-dia ele precisa mesmo dar essa segurança de que não vai desgrudar se acidentalmente eu der um puxão no cateter ao dormir, por exemplo.

cânula é a parte que fica aplicada no subcutâneo, e estou usando uma de 9 milímetros, que até então, não me incomodou nada.


Hoje farei a segunda troca, sozinha. E com o manual nas mãos pra não ter erro. Acho que vou me sair bem nessa missão!

Também comprei uma braçadeira porta celular para colocar a bomba quando eu faço atividades físicas e também descobri que é uma ótima opção para colocar a bomba ao dormir. Pelo menos eu achei melhor dormir com a bomba presa ao braço do que presa à cintura.



Usando a bomba de insulina


05/04/14 - Poderia ter sido um sábado qualquer, mas simplesmente não foi. Hoje pela manhã eu iniciei o teste com a bomba de infusão de insulina.
No decorrer da semana, eu pensei que iria ficar super tensa, ansiosa, pensando em como seria usar a bomba. Mas para minha surpresa, não me preocupei com esse assunto nem um minuto sequer. Pode ter sido pelo fato de que foi uma semana puxada no trabalho. Ou também o fato de que eu gripei, então estava a todo custo tentando amenizar todos os chatos sintomas da gripe. Ou pode ter sido pelo simples fato de que eu realmente não estava preocupada em colocar a bomba. A verdade é que eu estava tranquila.
A enfermeira da Medtronic chegou em minha casa no horário combinado. Super simpática e paciente, ela me ensinou a configurar a bomba e também todas as etapas para trocar o conjunto de infusão (em outras palavras: colocar/trocar a bomba no meu corpo).
Treinei o procedimento 3 vezes na espuma, simulando insulina com água, antes de colocar em mim rsrs. Mas consegui. E não senti nenhum incômodo.

Também recebi da Medtronic um livrinho de contagem de carboidratos e um manual de utilização e orientação da bomba Paradigm, com o passo-a-passo ilustrado de como trocar o conjunto de infusão.

Minha primeira troca desse conjunto de infusão será daqui a 3 dias, e a enfermeira me acompanhará novamente.
Claro que o ponto negativo continua sendo um ponto negativo. Achei a bomba pesada, e ela é um pouco menor do que meu celular, porém mais espessa. É difícil escondê-la em algumas roupas, e ela não cabe dentro dos bolsos de alguns shorts que tenho.

Mas no geral, achei bem fácil as configurações dela, é bem autoexplicativo.


Preciso voltar a correr


Em abril de 2013 resolvi comprar uma esteira ergométrica para praticar exercícios físicos na minha própria casa, sem precisar sair, e principalmente, sem arrumar desculpas para não me exercitar. Foi inclusive tema de um dos primeiros posts que fiz aqui no blog.

Investi uma boa grana nessa esteira justamente para não ter problemas, mas, infelizmente, ela estragou :’(

Entre idas e vindas com a assistência técnica, que não vem ao caso aqui, a esteira ainda não está funcionando, e com isso, o exercício físico está na estaca zero! E o fato é que minha disposição de fazer uma caminhada ao ar livre também é zero!

Preciso ser honesta e contar que não faço exercícios físicos desde outubro. Resolvi fazer um curso de 4 meses, e entre o deslocamento da minha casa para o trabalho, do trabalho para a aula, e da aula de volta para minha casa, não sobrou tempo para mais nada. O cansaço predominou e todas as vezes que eu sentava dentro do ônibus uma coisa era certa: eu iria dormir o caminho inteiro.

As aulas iriam chegar ao fim no início de fevereiro e eu, focada em voltar a correr assim que as aulas terminassem, recebo a notícia (5 dias antes das aulas acabarem) de que a esteira estragou. Que coisa né?!

E é notável como o exercício físico, ou no caso, a falta dele, influenciam na glicemia. É, preciso voltar a correr. Urgente!


A bomba de insulina chegou!


Ela chegou!

Impossível descrever a sensação. Algo como êxtase, medo, esperança, incerteza… Tudo junto e misturado.

A esperada bomba de infusão de insulina chegou em plena quarta-feira de cinzas via Sedex, em duas caixas compridas. Em uma das caixas veio apenas a bomba de insulina. Na outra caixa vieram o conjunto de infusão, o aplicador do conjunto de infusão e o reservatório para a bomba de insulina.



O próximo passo agora é comprar a insulina para a bomba, ligar para o 0800 773 9200 e agendar a visita com a enfermeira da Medtronic e fazer os exames que servirão como base para saber se o tratamento foi bem sucedido.

São cenas para o próximo capítulo...




Bomba de Insulina


Fiquei os últimos dois meses pensando se este momento chega para todo diabético… O momento em que o médico indica a bomba de infusão de insulina.

Já contei aqui em um post anterior que a médica que me acompanha já indicou esse tratamento, e que eu não gostaria de fazer uso da bomba de insulina. Porém, acho que chega uma hora em que a gente precisa dar um passo pra frente, sem olhar para trás. E esse momento chegou para mim. Eu precisei tomar uma decisão e saiu da minha boca a palavra “SIM”, em resposta positiva para fazer o teste com a bomba de insulina.

A Medtronic foi a indicação da médica. Então, entrei em contato com o representante da marca, que me encaminhou um email com uma ficha cadastral para que eu preenchesse e assim desse entrada no pedido do aparelho para o teste.

A ficha cadastral tinha 3 tópicos para preencher:
- Dados do cliente;
- Endereço de entrega dos produtos;
- Dados para teste.


E também fui informada que existia uma espera aproximada de 60 dias. Depois desse contato, outra representante da Medtronic me ligou e me fez perguntas, dessa vez, sobre a relação insulina-carboidrato que costumo fazer, sobre a quantidade de hipoglicemias e hiperglicemias que tenho por semana.

Um tempo depois, a enfermeira da Medtronic também me ligou se apresentando, pedindo para que eu salvasse o número dela e ligasse assim que a bomba fosse liberada para teste. É a enfermeira que irá me instruir quanto ao uso e manipulação da bomba de insulina, e me ajudará caso eu tenha alguma dúvida. O mais legal nessa parte da história, é que a enfermeira da Medtronic eu já conheço! Inclusive já fiz até uma consulta com ela, e ao telefone nos recordamos disso.

A qualquer momento, o representante da Medtronic pode me ligar para avisar que a bomba de insulina chegou para o teste (só lembrando que a empresa fornece o aparelho para teste por um mês, mas a insulina que irei utilizar na bomba é por minha conta). E por enquanto, o que me resta é insegurança e medo. Medo do desconhecido. Medo do novo. Mas continuo firme na minha decisão, sei que não posso dar um passo para frente e dois para trás. Preciso confiar que será bom para mim.

A Medtronic enviará para o teste o modelo Paradigm. Infelizmente, não poderei fazer o teste com o sistema integrado de infusão de insulina com monitorização contínua de glicose. É que a bomba de infusão de insulina da Medtronic, a PARADIGM® REAL-Time, possui esse sistema integrado que combina uma bomba de insulina com a monitorização contínua de glicose em tempo real,  realizada a cada 5 minutos, mostrando na tela da bomba 2 gráficos de mudanças da concentração de glicose. Uma grande evolução e também uma alternativa às picadinhas na ponta do dedo :)


Lentes de contato para diabéticos


Hein? Oba!

Essas foram as duas primeiras “coisas” que pensei ao ler uma matéria contando que o Google (sim, o Google!) vai desenvolver uma lente de contato (super, hiper, mega, ultra, blaster) inteligente que poderá medir a taxa de glicose através da lágrima.

Quanta tecnologia a nosso favor! Minha primeira expressão “hein” veio da pergunta: como uma lente de contato pode ajudar especificamente aos diabéticos?

Já a minha segunda expressão: “oba”, se deve ao fato de que eu já uso lentes de contato há 10 anos e, para mim, lentes de contato é uma das 7 maravilhas do mundo. Por isso não tenho nenhuma dificuldade em relação a lentes de contato. Estou falando isso, porque conheço várias pessoas e amigos próximos que não se dão bem com elas - incomodam, coçam, arde, e por aí vai.

Eu costumo usar minhas lentes de contatos por um período entre 13 e 16 horas por dia. Faz parte de mim. Muito mais do que meu óculos (que eu só uso quando estou em casa).

E como funcionam estas lentes? Segundo o próprio Google, o protótipo dessa lente pode medir a taxa de glicose nas lágrimas a cada segundo. As miniaturas do chip wireless e do monitor de glicose ficam localizadas entre as duas camadas do material que é fabricado as lentes. Outra novidade fica a cargo do dispositivo de LED, que se acenderia para indicar que o nível de glicose recomendado foi ultrapassado. Mas, um passo de cada vez. O LED vem depois.

Agora, imagina poder usar isso a meu favor? Substituindo as picadinhas diárias no dedo por algo que já utilizo constantemente, e que não me traz nenhum incômodo?

Sweet dreams are made of these,
Who am I to disagree?
(Sweet Dreams, Marilyn Manson)

Quiabo e Diabetes


Hoje pela manhã a Sociedade Brasileira de Diabetes se posicionou oficialmente sobre as notícias divulgadas amplamente na mídia, de que a água da baba do quiabo seria uma forma de tratamento ao diabetes.

No texto, que pode ser lido na íntegra clicando aqui, é nítida a preocupação da SBD em relação a esse assunto, e deixam isso bem claro na afirmação: “Esclarecemos que não há qualquer evidência científica para tal uso e que, portanto não o recomendamos”.


Em minha opinião, ao ler essa nota de posicionamento da Sociedade Brasileira de Diabetes, percebi que o grande receio é que os diabéticos (principalmente insulino-dependentes) parem de fazer o tratamento correto, com medicamentos orais e/ou insulina, mantendo uma alimentação saudável e praticando exercícios físicos regulares, para se “automedicar" com a água de quiabo, como se ela fosse a cura para o diabetes: “Embora ainda não curável, o diabetes na atualidade é perfeitamente controlado com medicamentos encontrados gratuitamente em farmácias populares e unidades básicas de saúde”.

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