Fim do teste com a bomba de insulina


Passou tão rápido! De 05/04 a 05/05, exatamente 1 mês usando a bomba de insulina, e incorporei para mim a frase que minha endócrino me disse no consultório: “Quem chora para colocar a bomba, chora no dia de tirá-la.”.

Eu realmente não queria tirar :(

E o que ficou de bom desse teste? O resultado do exame da minha glicohemoglobina fala por si só:
  • Antes da bomba: 8,1%
  • Depois da bomba: 7,3%

E olha que foi só um mês hein. Se eu tivesse ficado com ela 3 meses tenho certeza que o resultado seria ainda melhor.

Agora darei andamento ao processo, entrando com uma ação contra o Estado, para tentar conseguir o tratamento da bomba de infusão de insulina.

Alguns dizem que é muito demorado e burocrático. Outros dizem que conseguiram facilmente em dois meses. Vamos esperar para ver qual será o meu caso, mas eu espero que eu consiga o mais rápido possível.


Estranho dizer isso, mas estou sentindo falta da bomba. Quer dizer, não “dela” grudada em mim e nem da dificuldade para escondê-la em minhas roupas, mas sinto falta da praticidade que ela me trouxe, e do controle que tive sobre meu diabetes quando eu estava com ela.

Programa de Educação em Diabetes


A clínica Espaço Diabetes, que é onde eu faço meu acompanhamento médico, teve uma iniciativa muito legal: está promovendo o Programa de Educação em Diabetes - Viver bem com o diabetes, abordando temas relativos aos diabetes, e com uma programação de encontros que vai até o mês de outubro, sendo realizado um encontro por mês.

Eu tive a oportunidade de participar do primeiro encontro, cujos temas abordados eram:
  • contagem de carboidratos
  • bomba de insulina
Muito pertinente à minha rotina, já que eu estava no período de teste com a bomba.

Para mim foi uma experiência excepcional. Acho que muito se deve pelo fato de eu ter tido contato com outros diabéticos, já que o convívio com outras pessoas diabéticas não é uma realidade do meu dia-a-dia. Estavam presentes pessoas de todas as idades, inclusive as mães (não diabéticas) de bebês que são diabéticos. Foi muito legal ouvir as histórias de outras pessoas, como elas descobriram o DM, como lidam com ele. Em uma certa hora, todos mediram a glicemia, e foi aquele auê: “Quanto deu a sua?” “A minha tá ótima!” “Ih, a minha tá um pouquinho alta”. Adorei essa parte *.*

Tivemos um momento muito gostoso, uma pausa para o lanche, que serviu para promover a interação e também o aprendizado sobre a contagem de carboidratos. Inclusive, a interação e curiosidade sempre andavam juntas. Nesse momento, algumas pessoas pediram para ver a bomba, fizeram perguntas, e eu me senti muito a vontade sobre o assunto. Também notei que eu achei estranho saber que tem diabéticos tipo I que não fazem contagem de carboidratos. o.O


As palestras foram ministradas pela nutricionista e pela endocrinologista da clínica, e é interessante perceber que por mais que a gente ache que sabe muito sobre o assunto, sempre existem coisas novas para se aprender.



Espero poder ir aos outros encontros que acontecerão, gostei muito da experiência.

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