O que não recebi em DEZEMBRO


Presente de natal de 2015: recebi T-U-D-O!

Fiquei muito feliz ao ir até a Secretaria de Saúde e esperar "apenas" 20 minutos para ser atendida (geralmente espero cerca de 2h30) e receber todos os insumos, inclusive o Minilink, que recebo anualmente.

E eu entendo que é ridículo o motivo dessa minha felicidade, pois isso deveria ser recorrente, comum e deveria acontecer todo mês. O certo é que eu receba TODOS os insumos, todos os meses. Então sim, é ridículo eu me sentir feliz por algo que deveria acontecer todos os meses, sem falta, e não esporadicamente.

Enquanto isso, em novembro eu precisei comprar uma caixa do conjunto de infusão - Quick Serter - e paguei pela caixa com 10 unidades o preço camarada de R$ 521,25.

É muito caro ser diabético nesse país, minha gente!

Visitando a capital

Quando eu viajo, toda a minha rotina muda: horários, comida, disposição...

No fim de semana, fui visitar a capital do meu país. Fiquei apenas 1 dia e meio em Brasília, mas como fui de carro, a viagem de ida e volta foi longa. Dirigindo, são mais ou menos 9 horas de viagem, de BH à Brasília.

Nessa viagem (apesar de ter sido uma viagem curta), percebi que tive mais dificuldades em manter minha glicemia equilibrada. Entre alguns picos na casa de 200 mg/dL e 2 hipoglicemias, ao menos consegui mantê-la equilibrada na tarde que fiquei turistando pelas ruas. 
Em 3 dias de viagem (1 dia para ir, 1 dia em Brasília e 1 dia para voltar), utilizei tiras para teste da glicemia na quantidade equivalente ao que uso em 4 dias. Mesmo com o sensor, foi necessário medir a glicemia mais vezes, isso me deu mais confiança ao longo do dia.

Como eu disse, tudo muda durante uma viagem, então foi um pouco difícil manter as glicemias em ordem, mas independente de qualquer dificuldade, não dá para deixar a meta de lado, é preciso ser persistente e buscar o equilíbrio, sempre, em qualquer situação.

Me encantei com o Plano Piloto de Brasília, é um lugar lindo, limpo. As obras de Niemeyer são charmosas e encantadoras, cheias de curvas. Dentre os vários lugares que visitei, conheci o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. A querida Presidenta estava lá, mas não consegui bater um papo e dar umas dicas pra ela haha =P


Rodízio em W

Uma coisa muito legal que a Medtronic faz é o acompanhamento do pós venda. E não, eu não estou sendo paga para fazer um post patrocinado elogiando a marca. É apenas uma questão de satisfação como usuária da marca.

A equipe da Medtronic me liga de tempos em tempos para saber como está sendo a minha experiência com os produtos dela. E nessas ligações, eles dão dicas de como aproveitar os produtos da melhor forma.

Em uma dessas ligações, conversando com o atendente, ele me ensinou o rodízio em W. Putz, 8 anos de diabetes e ninguém nunca havia me ensinado isso, e eu achei bem legal.

A ideia é imaginar um W no local da aplicação, no momento de inserir o cateter na pele. Isso quer dizer que, imaginando o W, eu tenho 5 pontos disponíveis para fazer o rodízio naquele local. Simples, mas muito útil.

Contando do local onde está a cânula, tenho mais 4 pontos disponíveis para aplicação.

O que não recebi em NOVEMBRO


Vou começar a partir de hoje uma série de posts mensais contando aqui quais insumos não recebi da secretaria de saúde no mês.

Desde que movi a ação contra a secretaria de saúde do estado de MG, e ela foi deferida, posso contar nos dedos os meses que recebi todos os insumos discriminados na ação judicial.

O QUE NÃO RECEBI EM NOVEMBRO:

© Tiras reagentes Accu-chek Active - 5 caixas

Fiquei sabendo que a secretaria de saúde do estado estava em dívida com a Medtronic. Por isso, há meses vem faltando insumos para a bomba (fiquei 2 meses sem receber o kit de infusão e 1 mês sem receber reservatório). Agora, a dívida foi sanada e uma nova compra foi realizada.

A notícia era até boa, mas então faltaram as tiras reagentes, que são de outra fabricante.

Ah, e não adianta ligar no telefone (031) 2111-4425, porque acontece alguma bruxaria que eu não sei o que é esse número não atende de jeito nenhum.

Não tá fácil pra ninguém.

As 5 coisas que eu aprendi com o diabetes - REPOST

Em 2013 eu fiz um post aqui no blog com o título “As 5 coisas que eu aprendi com o diabetes”. Na verdade, eu não postei o texto aqui, o post foi feito no blog da agência de publicidade que eu trabalho, a G30. Porém, o site foi reformulado e o blog acabou saindo do ar :(

Por isso, eu resgatei o texto, e hoje ele tá aqui como repost. A intenção não é repostar o texto na íntegra, apenas a parte em que eu conto “as 5 coisas que eu aprendi com o diabetes”. O texto já tem dois anos, mas o aprendizado ainda é atual.

Confere aí:

1. Melhorar a alimentação

Frituras, massas e absolutamente nada da cor verde em meu prato. Assim era minha alimentação. Mas isso mudou e hoje uma alimentação saudável é essencial no meu dia a dia.

2. Praticar exercícios físicos regularmente

Sempre fui a preguiça em pessoa. Porém, fazer exercícios físicos ajuda - e muito - em meu controle diário. Abandonar a minha esteira ergométrica? Jamais!

3. Lutar pelos meus direitos

Muitas pessoas não sabem, mas existe uma lei federal (Lei 11.347/06) que confere ao diabético a distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários ao tratamento. #ficaadica

4. Contar carboidratos

A tabela nutricional presente nas embalagens dos alimentos é minha maior aliada, já que os carboidratos afetam diretamente os níveis de açúcar no sangue. É através da quantidade de carboidratos que eu como que vou saber o quanto de insulina meu corpo precisa.

5. Conviver com as diferenças

Aceitar e respeitar é fundamental! Nem todo mundo vai saber o que é o diabetes. Assim como muitos vão querer puxar a minha orelha quando me veem comendo um doce. Mas todos somos diferentes e são essas diferenças que nos tornam únicos!

Gostaram? ;D


Sobre preconceito e tattoos

Esse ano eu deixei todos os meus receios para trás e fiz 2 tatuagens! Isso mesmo, com quase 30 anos, eu fiz uma tatuagem no antebraço (no mês de março) e outra no tornozelo (em junho).

A tatuagem que tenho no antebraço é mais visível, e é super ligada ao fato de eu ser diabética. Por ser mais visível, muitas pessoas me perguntam o que significa (pois ela é uma palavra escrita em inglês: Sweet).

O fato curioso é que mais de uma pessoa já tentou me repreender por ser diabética e ter uma tatuagem. Hein?! Pois é minha gente, mente pequena tem para todo lado.

A “justificativa” era sempre a mesma: “Como assim você é diabética e fez uma tatuagem? Que perigo! Deve ter demorado a cicatrizar, e ainda por cima sua glicemia deve ter se descontrolado toda.” E por aí vai o nível das baboseiras...

Fiquei ‘p’ da vida? Fiquei. Se eu respondi? Claro! Respondi assim: “Tenho uma tatuagem não. Tenho DUAS!”. E depois dei uma risada a la Paola Bracho hahahahahahahahahaha

Gente, vamos ser realistas! Com a glicemia controlada eu não preciso me privar de fazer uma tatuagem. Antes de fazer a primeira tattoo, eu conversei com a médica que me acompanha, não fiz nada sem me preparar para isso. Inclusive, estou pensando na terceira, afinal, reza a lenda que tatuagem a gente deve ter em números ímpares rsrsrs

Minha primeira tattoo, como eu já disse, é especial para mim, ela representa a Nayama enquanto diabética. Já minha segunda tattoo também é muito especial, pois é uma matching tattoo que fiz junto com minha irmã. Isso quer dizer que nós duas temos a mesma tatuagem, no mesmo local (tornozelo).


Eu adoro tattoos escritas (informação meio óbvia, já que minhas duas tattoos são escritas), mas ando pensando em uma no estilo aquarelado. Estou amadurecendo a ideia primeiro.


Cicatrizes

Certa vez, durante um almoço em família, eu fiz a proeza de queimar a perna em uma panela de óleo quente que estava no chão. Ficou uma marca horrorosa! As semanas passavam e a mancha ia ficando marrom. E nem sinal de que aquela marca iria sair. Eu ficava triste cada vez que eu olhava pra ela, achando que ficaria uma cicatriz e minha pele naquela parte nunca mais seria lisinha de novo.

Depois de um tempo, a queimadura virou casca, a casca saiu e a pele voltou ao normal.
Foi um tipo de trauma pra mim.

E hoje, eu passo por uma situação um pouco parecida com esse caso que contei.

Toda vez que faço a troca do conjunto de infusão da bomba de insulina, fica uma marca no local onde o cateter estava inserido. E mancha a pele. O furinho cicatriza com o tempo, mas a pele ao redor fica escura.

Claro que isso começou a me incomodar. Do mesmo jeito que a marca de queimadura da panela me incomodava.

Por isso resolvi ir a uma dermatologista. Lembro-me bem das palavras da médica para mim:

“Você precisa fazer uma escolha: ou você escolhe que esse tratamento com bomba de insulina faz bem para você e aceita que sua pele vai ficar manchada e não há ácido que clareie isso; ou então você escolhe voltar para o seu tratamento com seringa e sua pele vai parar de ficar manchada. Você é quem escolhe”.

Foi como receber um balde de água fria na cabeça.

É claro que minha escolha já estava feita e eu continuo passando por cima dessa minha neura de manchas na pele. Mas ainda não desisti: vou procurar a avaliação de outro médico dermatologista.

Depois eu conto aqui se vou receber outro balde de água fria ou se vou ver um arco-íris mega colorido hahaha

Bolhas no reservatório


Quando chega o dia de fazer a troca do conjunto de infusão, nem sempre a bomba já sinalizou “reservatório baixo”. Às vezes, ainda tem uma sobra relativamente grande de unidades de insulina no reservatório, mas que não atende a quantidade que necessito em 1 dia. Então, independente da quantidade de insulina que ainda resta no reservatório, se cheguei ao terceiro dia, eu troco todo o conjunto. Pelos seguintes motivos:

©  Eu particularmente não gosto de ficar mais de 3 dias com o cateter conectado no mesmo local do corpo. Pode infeccionar e a pele fica mais “manchada” do que o de costume;
©  No reservatório, eu coloco insulina suficiente para 3 dias (um pouquinho a mais para qualquer eventualidade). A insulina não dá para o 4º dia. Ainda que aconteça de ter uma sobra maior, essa sobra gera em torno de 30 unidades, o que não corresponde a minha dose diária necessária;
©   Além de tudo isso, a insulina que fica no reservatório está em temperatura ambiente, e não armazenada em local fresco. E também ela fica em “movimento” constante, já que está conectada ao meu corpo pela bomba. E todos nós sabemos que a insulina não deve ser agitada bruscamente antes de ser utilizada. Por isso, fico um pouco receosa em utilizar essa mesma insulina por mais de 3 dias.

Voltando ao assunto: fiz a troca do conjunto e ainda tinha uma sobra de insulina no reservatório. Foi então que percebi que ele estava cheio de bolhas!


Acho que isso acontece por causa da movimentação constante da bomba (troca de roupa, movimentos do corpo, pego a bomba toda hora pra olhar a glicemia, tiro para tomar banho, etc). Fiz uma retrospectiva verificando as glicemias e não percebi nenhuma discrepância entre elas durante esse período de 3 dias.

Vou ficar de olho nas próximas trocas ^^


Sangue


Estava eu, sentada, distraída, e de repente olho para o cateter da bomba, que estava aplicado na minha perna, e vejo uma cor: VERMELHO.
Achei estranho, olhei mais de perto e pensei, duvidando: “Esse negócio tá sangrando? Por dentro?”
E o pior é que estava sangrando sim. E o sangue estava subindo pela cânula.
Achei esquisito, porque às vezes acontece um erro na hora de fazer a troca do conjunto - já postei aqui sobre quando a cânula dobra e bloqueia a passagem de insulina da bomba para o corpo -, mas geralmente, isso acontece logo após a troca. Nesse caso, já era o 2º dia, ou seja, no dia seguinte eu iria fazer nova troca. Então tive que adiantar a troca do conjunto todo em um dia.
Essa foi a primeira vez que isso aconteceu. Semana passada, percebi a mesma cor vermelha vindo da cânula. Pensei: “De novo?”. Só que dessa vez, eu só vi no exato momento em que eu iria começar a fazer a troca do conjunto de infusão.

Não sei se isso é recorrente, mas nesse tempo em que uso a bomba, já aconteceu comigo duas vezes, e, coincidência ou não, foi somente quando o conjunto estava aplicado na perna. A enfermeira me contou que, ao ver sangue nessas situações, é preciso fazer a troca sempre.

Fiquei pensando se nesses períodos eu bati a perna em algum lugar, ou puxei sem querer o fio do cateter. Mas não consegui encontrar respostas para esses sangramentos :(

1ª viagem com a bomba!


Esta foi a segunda viagem que fiz para fora do país, e a primeira usando a bomba de insulina. Quer dizer, na verdade eu fui de avião para o sul do país e depois eu dei um pulinho na Argentina e no Paraguai, de transporte coletivo!
Viajar com a bomba de insulina e o sensor foi novidade para mim. Na outra viagem longa que fiz no ano passado eu ainda fazia o tratamento com canetas de insulina.
As principais informações sobre voos e bomba de insulina + sensor eu já sabia:

© Eu precisaria retirar o sensor do corpo para embarcar no avião. As normas internacionais e a normativa da FCC Americana (Federal Communications Commission), proíbem o uso dos dispositivos que utilizam radiofrequência. Por isso, quando estivesse a bordo do avião, seria necessário desligar o transmissor do sensor, mas poderia continuar a usar a bomba de insulina normalmente.

© Eu precisaria ainda de um relatório em português/inglês descrevendo que eu tenho diabetes tipo 1 e que meu tratamento é com a bomba de insulina, e que a mesma não poderia ser desconectada do corpo. Isso porque existe o risco de que a porta detectora de metal soe um alarme quando passar com a bomba por ela (apesar de que a bomba - ao menos da Medtronic - é  projetada para suportar interferências eletromagnéticas). Acreditem, aconteceu comigo!
De posse dessas informações, dos documentos que eu precisava para embarcar e de uma reserva enoooorme de insumos para troca do reservatório e cateter da bomba, #PartiuFozDoIguaçu.
Primeiro passo: aeroporto. Diferente da minha última viagem, minha bagagem de mão passou sem nenhum problema. E eu também não tive problema nenhum na ida por causa da bomba de insulina.
Chegando a Foz do Iguaçu, a principal atração são as Cataratas do Iguaçu - tem o lado brasileiro e o lado argentino. Primeiro pensamento: água! Muita água. Bomba não combina com água :( Mas sensor não tem problema. Então já fui chegando e conectando o sensor. Achei ótimo ficar monitorando as glicemias durante a viagem.
Fizemos a trilha primeiro pelo lado brasileiro, onde vemos as cataratas de baixo para cima. Quando chegamos próximos às cataratas, vimos muita gente molhada, mesmo com capa de chuva. Eu não queria capa de chuva, a não ser que ela fosse amarela, daí eu queria, para ficar igual ao desenho do Pica-Pau ;P Mas elas não eram amarelas então eu decidi me molhar hahaha.


Antes de continuar o caminho, desconectei a bomba do corpo, guardei dentro da bolsa e guardei a bolsa dentro de um saco plástico. Resultado = sucesso + diversão.
Gente, molha mesmo! E capa de chuva não adianta, não protege nada. E é muito mais divertido sem se preocupar se vai molhar o cabelo ou as roupas \o/

Do lado argentino, vemos as cataratas de cima para baixo, mas também molha um pouquinho (muito menos do que do lado brasileiro), mas não quis arriscar e fiz o mesmo procedimento: desconectei a bomba do corpo, guardei dentro da bolsa e guardei a bolsa dentro de um saco plástico. Do lado argentino existem mais trilhas para caminhar, e como o dia estava muito quente, eu e meu namorado optamos por uma trilha menor para percorrer. É importante levar água e algum lanche, senão corre o risco de ficarmos muito tempo sem comer, o que para mim, é sinônimo de hipoglicemia.

Foz do Iguaçu faz fronteira com mais dois países: Argentina e Paraguai. E é claro que eu fui lá carimbar meu passaporte hehe.
Foi tudo super tranquilo durante toda a viagem, que durou uma semana. Fiz a troca dos insumos da bomba sem nenhum problema.
Na volta, o aeroporto de Foz do Iguaçu tem um controle bem mais rígido por causa dos muambeiros que trazem metade do Paraguai para revender no Brasil, e foi justamente nesse aeroporto que a porta detectora de metais apitou quando eu passei por ela com a bomba de insulina. Mas também não aconteceu nada de anormal: pediram para eu ir para o lado, para ser revistada. Eu contei que estava usando uma bomba de insulina (aprendi que no aeroporto é melhor não usar a palavra BOMBA. Chama muita atenção por nada. Melhor falar algo tipo “aparelho” ao invés de bomba), então novamente me revistaram com aquele detector de metais e me liberaram. Não foi preciso sequer mostrar o relatório médico.
A glicemia dava uma alterada quando eu comia alguma coisa diferente que eu não sabia contar direito os carboidratos. Mas com o sensor dá pra acompanhar e não deixar subir por muito tempo.

A viagem foi maravilhosa e conheci vários lugares bem legais. Deixo abaixo algumas de minhas lembranças capturadas em imagens e vídeos =D













Despreocupol

Trabalhar em uma agência de publicidade me permite ver e viver experiências diferentes e várias ideias inovadoras e criativas.
Recebi da Gráfica Rede, uma parceira aqui da agência, um mimo super fofo: uma caixa de Despreocupol =D
Achei a ideia super legal! Imagina, no meio da correria do dia a dia, cheio de prazos e entregas a cumprir, você recebe um Despreocupol, com balinhas, caneta, bloquinhos e uma bula muito criativa.
Agora, vejam bem, essa caneta não poderia ser de mais ninguém, parece que foi feita sob encomenda para mim: uma caneta em forma de seringa! Ah, como eu me divirto com essas coisas.

E sim, eu comi as balas =O
Mas além de aplicar insulina para tal, eu dividi as balinhas com os coleguinhas do trabalho também. ;D

Susto no fim de semana


Esse fim de semana começou com um grande susto para mim.

Na sexta-feira à noite, antes de dormir, medi a glicemia e vi que estava marcando no glicosímetro um valor bem alto, na casa de 300 mg/dL. Corrigi na bomba, coloquei o despertador para tocar às 3h da madrugada, e fui dormir. Às 3h, eu medi de novo, e estava ainda mais alta do que quando eu fui dormir, então mais uma vez, eu corrigi na bomba e voltei a dormir. Durante a noite, acordei mais duas vezes com vontade de ir ao banheiro (que é o que acontece quando minha glicemia está alta, além da sede também). Da última vez que medi, estava chegando na casa de 400 mg/dL e eu já estava ficando preocupada, mas sem saber direito o que estava acontecendo e o que eu deveria fazer.

Quando eu acordei de fato, na parte da manhã, minha glicemia chegou a 505 mg/dL, foi quando eu liguei para a minha médica, pedindo um help, porque eu não sabia o que fazer, pois não parecia ter nada errado com minha bomba: ela enviava a insulina que eu marcava e, como disse, parecia tudo bem com ela, mas comigo não :(

Minha médica então me instruiu a trocar o conjunto de infusão da bomba, porque poderia estar com a cânula dobrada. E foi exatamente isso que aconteceu: a cânula estava dobrada, mas eu não senti.


Corrigi a glicemia com seringa e troquei todo o conjunto de infusão da bomba. No sábado, minha glicemia ficou alta praticamente o dia todo, mas eu medi o dia inteiro e pude acompanhar ela ficando cada vez mais baixa, até chegar à 126mg/dL. Nesta hora, lembro do alívio que senti.

Fiquei com medo de ter mais um quadro de cetoacidose diabética, como eu tive em 2012, em que precisei ficar 8 dias internada no hospital. Não, eu não queria isso.

Enfim, sábado à noite tudo voltou ao normal. Fica para mim o aprendizado de não deixar que minha glicemia fique alta tanto tempo, pois nesse caso, definitivamente, tem algo errado acontecendo ;)

Tatuagem


Há algum tempo eu já vinha com essa ideia na cabeça, e agora ela se concretizou: minha primeira tattoo.

SWEET (tradução: doce) foi a forma ideal que encontrei de me expressar através de minha nova tattoo. Em um primeiro momento, essa palavra faz a ligação direta entre o diabetes, que faz parte da minha vida, e euzinha. Tudo feito de caso bem pensado, pra não bater arrependimento depois (isso é muito importante, afinal, tatuagem é algo definitivo).

Apesar de me cuidar e de já ter aceitado o diabetes em minha vida, é claro que dentro de mim existe uma chama acesa que espera pacientemente pela cura. E quando a cura vier, o que acontece com a tatuagem?


Simples: ela será completada! Isso mesmo. Passará de SWEET para I’M STILL SWEET (tradução: eu ainda sou doce). E isso vai representar que mesmo sem diabetes, continuo sendo a mesma pessoa =)

Por enquanto, estou mega satisfeita apenas com o SWEET. Me faz feliz. Toda hora olho pra ela e dou um sorriso meio bobo, de quem se sente bem consigo mesma. E é assim que me sinto.

E por que escrever em inglês e não em português? Porque eu simplesmente acho a língua inglesa linda!

Se doeu? NÃO! Nadica de nada. E o tatuador levou apenas 5 minutos para fazer. Super rápido e tudo limpo e descartável.

Claro que antes de me aventurar a fazer essa tattoo, conversei com a médica que me acompanha, perguntei se existia algum problema em fazer, se eu poderia fazer e quais os tipos de cuidado eu deveria ter. Como ela tem todo meu histórico médico, ela me disse que eu poderia sim fazer, porque minha glicemia estava sob controle por causa do uso da bomba, e que eu deveria dobrar os cuidados, ficando bem atenta para evitar infecções (que interferem no controle glicêmico).

Estou redobrando os cuidados, passo a pomada Bepantol várias vezes ao dia, e já comprei um balm hidratante chamado Ink Shield Tattoo, da New York Streets, para começar a usar no próximo mês, junto com o protetor solar.


Agora eu fiquei sweet, sweet, sweet, sweet...

Falta de insumos para a bomba


Depois de toda a novela pra receber o sensor MMT 7008, eu achei que não teria mais problemas para receber os insumos da bomba mensalmente. Mais uma vez, me enganei =’(

No início do mês passado (janeiro), quando fui até a Secretaria de Saúde na data marcada para receber todos os insumos, eis que o atendente me informa: “O conjunto de infusão está em falta”.

Eu pensei: “Meu Deus! Esse é o cateter. E agora?

Argumentei, implorei, chorei, me desesperei, e nada. Pedi para falar com a farmacêutica, liguei na ouvidoria, e nada ainda. Mandei e-mail pra minha advogada, para a advogada do Estado, para a supervisora do atendimento geral da Secretaria de Saúde, e nada!

Como eu só tinha mais 2 unidades do conjunto de infusão quando recebi essa péssima notícia, eu não tive outra escolha a não ser comprar uma caixa do bendito cateter. E tinha que ser pra ontem, porque o produto vem de São Paulo e demora cerca de 5 dias úteis para chegar aqui em Contagem/MG. E eu só tinha mais duas trocas para fazer, ou seja, mais 6 dias.

Liguei no 0800 da Medtronic para fazer o pedido, passei meus dados e no momento da conclusão da compra a atendente me informa: “Infelizmente não temos o modelo MMT 399”. Minha reação: DESESPERO²

Na conversa que segui com a atendente ao telefone, ela me contou que não havia em estoque o modelo MMT 399, mas havia o modelo MMT 397, a diferença era apenas o tamanho da cânula:
  • MMT 399 = 6 mm
  • MMT 397 = 9 mm

Alívio imediato. O preço, é claro, é bem salgado: R$ 487,50. Mas eu não tinha outra escolha.

No dia 27 de janeiro, chegou um novo carregamento de medicamentos para a Secretaria de Saúde, e todos responderam meus e-mails informando que eu já poderia buscar o insumo que faltou, pois ele havia chegado. Antes tarde do que nunca.

No dia 10 de fevereiro, foi o dia marcado para, novamente, pegar todos os insumos. E vocês acham que eles me deram todos os insumos? CLARO QUE NÃÃÃÃOOO!

Faltou o básico, do básico, do básico: a insulina. E como se não bastasse, faltou também o sensor enlite MMT 7008. E qual é o precinho do enlite sensor? Apenas R$ 1.254,00. E eu achando que a novela desse sensor já tinha acabado ¬¬’

Assim não dá ne?!

Eu, na matéria da revista Vida Saudável & Diabetes


Há alguns meses, uma pessoa que integra a equipe de redação da revista Vida Saudável & Diabetes entrou em contato comigo, contando que a revista possui uma seção chamada “Minha Vida”, que conta histórias de pessoas que tem relacionamento direto ou indireto com o diabetes.

Contou também que tinha lido no meu blog que eu havia feito uma Eurotrip recentemente (e se você também quiser ler, é só clicar aqui), e que na edição de dezembro e janeiro gostaria de fazer uma matéria para as férias, e perguntou se eu poderia contar sobre a minha viagem: como foi viajar e controlar o diabetes.


Claro que aceitei o convite com muito orgulho. Fiquei felicíssima ao receber em casa um exemplar e ver minha história contada nas páginas da revista.



Rolou até um post na página do Facebook da revista \o/


A troca do sensor


Dezembro, mês de festas, de trabalho dobrado no final do ano, de uns dias de folga. É um mês agitado. Por isso (e por outros motivos também), decidi que depois que tirei o sensor, faria a primeira troca somente em janeiro.

Sobre a minha experiência e convivência com o sensor:

Nada, nada fácil. Os alarmes emitidos pelo sensor me irritaram muito. Durante o meu dia no trabalho, o alarme disparava toda hora, e eu não sabia direito como lidar com ele. Ficava desesperada e a frase que eu mais dizia com frequência era: “Ai, esse barulho me irrita!”. Rolou até uma “charge” que o pessoal do trabalho fez no quadro de avisos:


Enfim, quando fui fazer a primeira troca, já tinha passado muito tempo desde que a enfermeira me instruiu. Eu simplesmente esqueci o passo-a-passo que eu deveria seguir. Então eu abri o site do YouTube e vi que lá existem vários vídeos ensinando como instalar o sensor. Tem vídeos tanto da própria Medtronic, quanto de pessoas que utilizam o sensor, por isso foi mais fácil fazer a troca.

Coloquei no abdômen e fiquei com ele por seis dias.



Na hora de tirar, foi beeem doloroso. O local ficou vermelho e dolorido. Custei a tirar da pele a cola do adesivo =(



Vamos para a segunda troca?

Decidi que iria colocar no braço dessa vez. Às vezes eu tenho a impressão de que estão faltando lugares pra fazer o rodízio, tanto da bomba quanto do sensor. Como eu não coloco a bomba no braço, por causa da falta de praticidade do fio do cateter, pensei que poderia ser um local de opção para colocar o sensor, já que ele não tem fio.


Algumas observações a respeito:
  1. Ele não é discreto. Fica aparecendo muito e marcando sob as blusas de manga.
  2. Precisei de outra pessoa para me ajudar a colocar. Sozinha não consegui.
  3. Toda vez que eu trocava de roupa, eu esquecia que o sensor estava no braço, e a roupa agarrava no minilink. Por causa disso, no terceiro dia o adesivo do minilink estava soltando.
  4. Precisei colocar um adesivo a mais, para segurar o minilink. Prevejo dificuldade para tirar os adesivos no dia da troca.
  5. Muita gente pergunta: "O que é isso?"


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