1ª viagem com a bomba!


Esta foi a segunda viagem que fiz para fora do país, e a primeira usando a bomba de insulina. Quer dizer, na verdade eu fui de avião para o sul do país e depois eu dei um pulinho na Argentina e no Paraguai, de transporte coletivo!
Viajar com a bomba de insulina e o sensor foi novidade para mim. Na outra viagem longa que fiz no ano passado eu ainda fazia o tratamento com canetas de insulina.
As principais informações sobre voos e bomba de insulina + sensor eu já sabia:

© Eu precisaria retirar o sensor do corpo para embarcar no avião. As normas internacionais e a normativa da FCC Americana (Federal Communications Commission), proíbem o uso dos dispositivos que utilizam radiofrequência. Por isso, quando estivesse a bordo do avião, seria necessário desligar o transmissor do sensor, mas poderia continuar a usar a bomba de insulina normalmente.

© Eu precisaria ainda de um relatório em português/inglês descrevendo que eu tenho diabetes tipo 1 e que meu tratamento é com a bomba de insulina, e que a mesma não poderia ser desconectada do corpo. Isso porque existe o risco de que a porta detectora de metal soe um alarme quando passar com a bomba por ela (apesar de que a bomba - ao menos da Medtronic - é  projetada para suportar interferências eletromagnéticas). Acreditem, aconteceu comigo!
De posse dessas informações, dos documentos que eu precisava para embarcar e de uma reserva enoooorme de insumos para troca do reservatório e cateter da bomba, #PartiuFozDoIguaçu.
Primeiro passo: aeroporto. Diferente da minha última viagem, minha bagagem de mão passou sem nenhum problema. E eu também não tive problema nenhum na ida por causa da bomba de insulina.
Chegando a Foz do Iguaçu, a principal atração são as Cataratas do Iguaçu - tem o lado brasileiro e o lado argentino. Primeiro pensamento: água! Muita água. Bomba não combina com água :( Mas sensor não tem problema. Então já fui chegando e conectando o sensor. Achei ótimo ficar monitorando as glicemias durante a viagem.
Fizemos a trilha primeiro pelo lado brasileiro, onde vemos as cataratas de baixo para cima. Quando chegamos próximos às cataratas, vimos muita gente molhada, mesmo com capa de chuva. Eu não queria capa de chuva, a não ser que ela fosse amarela, daí eu queria, para ficar igual ao desenho do Pica-Pau ;P Mas elas não eram amarelas então eu decidi me molhar hahaha.


Antes de continuar o caminho, desconectei a bomba do corpo, guardei dentro da bolsa e guardei a bolsa dentro de um saco plástico. Resultado = sucesso + diversão.
Gente, molha mesmo! E capa de chuva não adianta, não protege nada. E é muito mais divertido sem se preocupar se vai molhar o cabelo ou as roupas \o/

Do lado argentino, vemos as cataratas de cima para baixo, mas também molha um pouquinho (muito menos do que do lado brasileiro), mas não quis arriscar e fiz o mesmo procedimento: desconectei a bomba do corpo, guardei dentro da bolsa e guardei a bolsa dentro de um saco plástico. Do lado argentino existem mais trilhas para caminhar, e como o dia estava muito quente, eu e meu namorado optamos por uma trilha menor para percorrer. É importante levar água e algum lanche, senão corre o risco de ficarmos muito tempo sem comer, o que para mim, é sinônimo de hipoglicemia.

Foz do Iguaçu faz fronteira com mais dois países: Argentina e Paraguai. E é claro que eu fui lá carimbar meu passaporte hehe.
Foi tudo super tranquilo durante toda a viagem, que durou uma semana. Fiz a troca dos insumos da bomba sem nenhum problema.
Na volta, o aeroporto de Foz do Iguaçu tem um controle bem mais rígido por causa dos muambeiros que trazem metade do Paraguai para revender no Brasil, e foi justamente nesse aeroporto que a porta detectora de metais apitou quando eu passei por ela com a bomba de insulina. Mas também não aconteceu nada de anormal: pediram para eu ir para o lado, para ser revistada. Eu contei que estava usando uma bomba de insulina (aprendi que no aeroporto é melhor não usar a palavra BOMBA. Chama muita atenção por nada. Melhor falar algo tipo “aparelho” ao invés de bomba), então novamente me revistaram com aquele detector de metais e me liberaram. Não foi preciso sequer mostrar o relatório médico.
A glicemia dava uma alterada quando eu comia alguma coisa diferente que eu não sabia contar direito os carboidratos. Mas com o sensor dá pra acompanhar e não deixar subir por muito tempo.

A viagem foi maravilhosa e conheci vários lugares bem legais. Deixo abaixo algumas de minhas lembranças capturadas em imagens e vídeos =D













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