Sobre preconceito e tattoos

Esse ano eu deixei todos os meus receios para trás e fiz 2 tatuagens! Isso mesmo, com quase 30 anos, eu fiz uma tatuagem no antebraço (no mês de março) e outra no tornozelo (em junho).

A tatuagem que tenho no antebraço é mais visível, e é super ligada ao fato de eu ser diabética. Por ser mais visível, muitas pessoas me perguntam o que significa (pois ela é uma palavra escrita em inglês: Sweet).

O fato curioso é que mais de uma pessoa já tentou me repreender por ser diabética e ter uma tatuagem. Hein?! Pois é minha gente, mente pequena tem para todo lado.

A “justificativa” era sempre a mesma: “Como assim você é diabética e fez uma tatuagem? Que perigo! Deve ter demorado a cicatrizar, e ainda por cima sua glicemia deve ter se descontrolado toda.” E por aí vai o nível das baboseiras...

Fiquei ‘p’ da vida? Fiquei. Se eu respondi? Claro! Respondi assim: “Tenho uma tatuagem não. Tenho DUAS!”. E depois dei uma risada a la Paola Bracho hahahahahahahahahaha

Gente, vamos ser realistas! Com a glicemia controlada eu não preciso me privar de fazer uma tatuagem. Antes de fazer a primeira tattoo, eu conversei com a médica que me acompanha, não fiz nada sem me preparar para isso. Inclusive, estou pensando na terceira, afinal, reza a lenda que tatuagem a gente deve ter em números ímpares rsrsrs

Minha primeira tattoo, como eu já disse, é especial para mim, ela representa a Nayama enquanto diabética. Já minha segunda tattoo também é muito especial, pois é uma matching tattoo que fiz junto com minha irmã. Isso quer dizer que nós duas temos a mesma tatuagem, no mesmo local (tornozelo).


Eu adoro tattoos escritas (informação meio óbvia, já que minhas duas tattoos são escritas), mas ando pensando em uma no estilo aquarelado. Estou amadurecendo a ideia primeiro.


Cicatrizes

Certa vez, durante um almoço em família, eu fiz a proeza de queimar a perna em uma panela de óleo quente que estava no chão. Ficou uma marca horrorosa! As semanas passavam e a mancha ia ficando marrom. E nem sinal de que aquela marca iria sair. Eu ficava triste cada vez que eu olhava pra ela, achando que ficaria uma cicatriz e minha pele naquela parte nunca mais seria lisinha de novo.

Depois de um tempo, a queimadura virou casca, a casca saiu e a pele voltou ao normal.
Foi um tipo de trauma pra mim.

E hoje, eu passo por uma situação um pouco parecida com esse caso que contei.

Toda vez que faço a troca do conjunto de infusão da bomba de insulina, fica uma marca no local onde o cateter estava inserido. E mancha a pele. O furinho cicatriza com o tempo, mas a pele ao redor fica escura.

Claro que isso começou a me incomodar. Do mesmo jeito que a marca de queimadura da panela me incomodava.

Por isso resolvi ir a uma dermatologista. Lembro-me bem das palavras da médica para mim:

“Você precisa fazer uma escolha: ou você escolhe que esse tratamento com bomba de insulina faz bem para você e aceita que sua pele vai ficar manchada e não há ácido que clareie isso; ou então você escolhe voltar para o seu tratamento com seringa e sua pele vai parar de ficar manchada. Você é quem escolhe”.

Foi como receber um balde de água fria na cabeça.

É claro que minha escolha já estava feita e eu continuo passando por cima dessa minha neura de manchas na pele. Mas ainda não desisti: vou procurar a avaliação de outro médico dermatologista.

Depois eu conto aqui se vou receber outro balde de água fria ou se vou ver um arco-íris mega colorido hahaha

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