Comparação: doses diárias de insulina

Que diferença de dezembro para janeiro! Essa é a comparação das doses diárias de insulina que uso.

Em janeiro voltei a correr e peguei firme na dieta de carboidratos. Em pouco mais de 20 dias já sinto as diferenças em vários aspectos, e uma das mais visíveis é a quantidade de insulina que eu precisava antes e a quantidade que preciso agora.

Em alguns momentos esse número caiu pela metade! Hoje, uso uma média de 20 unidades a menos por dia. Parece pouco, mas quem é diabético sabe que 20 unidades é uma dose cavalar de insulina.

 Tô me sentindo cada vez melhor e mais focada nos meus objetivos. Tá vendo? Estou seguindo no rumo certo pra alcançar minhas resoluções de ano novo ;D

Facebook

Gente, sério! Uma marca que eu admiro muito é a Medtronic. Já falei várias vezes sobre ela e o fato de utilizar os produtos da marca me faz gostar cada vez mais dela. E olha que eu trabalho com marcas, então estou falando com propriedade ;D

Muitas marcas tem um sério problema de gestão de mídias sociais (Facebook, Twitter, Instagram, etc), talvez por acharem que não são canais fundamentais de comunicação. Algumas marcas deixam seu perfil no Facebook desatualizado, com posts antigos, sem relevância.

Eis que certo dia, navegando pela internet, dou de cara com a página do projeto Mais Perto da Medtronic no Facebook, e ela é sensacional!

Uma linguagem muito fácil de entender, gostosa de ler e de se identificar. Os posts são imagens personalizadas sobre o mundo do diabetes e principalmente sobre bomba de insulina. E as imagens são divertidinhas e super fofas, não tem como não amar esse perfil!

Inclusive, se eu estivesse seguindo essa página, eu não teria esquecido de carregar totalmente o novo minilink antes de usar, pois eles fizeram um post sobre isso.

Então é isso, vale muito a pena curtir a página: Medtronic Mais Perto 


Os 7 pecados capitais do diabetes



1. Ir dormir com a glicemia abaixo de 100 mg/dL

Isso é sinônimo de hipoglicemia noturna. Já passei por isso e todas as vezes que assumi o risco de dormir com a glicemia abaixo de 100, eu tive hipoglicemia no meio da madrugada.

2. Ter uma crise de hipoglicemia e comer tudo que aparece pela frente

Para mim, esse item está muito ligado ao item acima. Todas as vezes que tenho uma hipoglicemia noturna, minha glicemia em jejum acorda lá nas nuvens, chegando perto da casa dos 200!

Quando a gente tem uma crise de hipo, às vezes a glicemia demora um pouco para subir, ultrapassando os 15 minutos de espera, e a gente fica impaciente, e começa a devorar todos os doces que estão ao alcance, como se não houvesse amanhã! Resultado: uma hipoglicemia seguida de hiperglicemia.

Gente, isso não compensa. Mantenha a calma, porque se você ingeriu 15g de carboidratos indicados (suco de laranja, refrigerante comum, 3 balas etc.), ela vai subir sim.

3. Não medir a glicemia com frequência

Atualmente, eu uso o sensor de glicose, que faz conexão com a bomba de insulina da Medtronic. Por isso, toda hora eu vejo como está minha glicemia pela bomba. Mas para esse processo funcionar, eu preciso “calibrar” a bomba 3 vezes ao dia. Ou seja, pelo menos 3 vezes ao dia eu preciso medir a glicemia com o glicosímetro para obter uma medição correta, inserir esse “número” da minha glicemia na bomba, para confirmar uma boa conexão com o sensor e o restante do dia o sensor vai “lendo” minha glicemia.

Maaaaaas, por 7 anos minha vida não foi dessa forma. E medir a glicemia com frequência sempre foi primordial para o bom controle. Se a gente não mede a glicemia, como vamos conseguir manter o controle?

4. Ficar um longo tempo sem comer

Ou vai dar hipo ou vai dar hiper. Um dos dois é certo!

5. Ingerir bebida alcoólica e não comer

Tive um dos meus piores dias por causa desse item. Na festa de formatura da minha irmã, eu bebi, comi pouco (porque os salgadinhos eram de peixe e eu não sou fã de peixe) e fui pra casa dormir. Medi a glicemia, estava alta, então fiz a correção com a insulina Humalog, e apliquei a dose matutina da NPH que eu usava na época, antes da bomba de insulina. 

Enfim, litros de insulina quando o álcool por si só já ia fazer minha glicemia cair. Pra fechar com chave de ouro: não tinha comido quase nada então não tinha carboidrato no corpo pra fazer a glicemia subir. Dormi e quando acordei estava no hospital, tive uma hipoglicemia noturna severa, nem sequer acordei.

Então crianças, muito cuidado. Eu já aprendi minha lição!

6. Sair de casa sem conferir como está o reservatório da bomba de insulina

Maior cilada! E já aconteceu comigo. A questão é que conviver com o diabetes é um aprendizado constante, de verdade. Então, eu aprendi a me prevenir de várias formas: no meu trabalho eu tenho 1 reservatório, 1 kit de infusão, 1 aplicador e 1 ampola de insulina para casos de emergência.

Mas não conferir o reservatório da bomba antes de sair é muito perigoso, porque se a insulina do reservatório acaba, corremos o risco de ficar um longo período do dia sem insulina. A bomba de insulina é um aparelho extremamente inteligente, ele marca a quantidade de insulina no reservatório e o dia que ele foi trocado. Portanto, não custa dar uma conferida na bomba e não use a desculpa que “esqueceu” que hoje era o dia de trocar o reservatório da sua bomba.

7. Não fazer o rodízio nos lugares de aplicação corretamente

Aplicar insulina sempre nos mesmos lugares ocasiona lipodistrofia, e eu já falei um pouquinho sobre isso em outro post, leia aqui.

No caso da bomba de insulina, o rodízio deve ser feito a cada 3 dias. Ainda assim, têm vezes em que parece que falta lugar para aplicar, eu mesma tenho essa sensação até hoje. E como não uso os braços para aplicar insulina, parece que as opções de lugares diminuem ainda mais. Mas é sempre bom ficar atento às “marquinhas” que a última aplicação deixou: ela é um indício de lugar onde não devemos aplicar por um tempo, até que cicatrize direitinho.

Uma paixão: dormir

Se existe uma coisa que eu amo nessa vida, ela está traduzida no verbo dormir.
Se deixar, eu durmo o dia inteiro. Minha felicidade no fim de semana é poder dormir sem ter hora pra acordar. E olha que eu coloco o celular para despertar meio-dia, porque senão só Deus sabe que horas eu acordaria.
E por que eu tô falando disso? Porque se eu acordo meio-dia, quer dizer que eu passei a metade do dia dormindo, sem comer e sem medir a glicemia.
E às vezes, isso se torna um problema sim. Comigo, já aconteceu as duas coisas:
© Ou eu tenho uma hipoglicemia, por ficar muito tempo sem comer
© Ou eu acordo com a glicemia alta, na casa dos 200 mg/dL
Por isso, virou rotina acordar na madrugada para medir a glicemia. Tenho um horário fixo às 3h da madrugada no despertador do meu celular.
Domingo, dia de dormir até tarde, dormi meia-noite e acordei meio-dia. E acordei com um gráfico lindo na bomba de insulina! Sem picos, sem hipo e sem hiper.


Eu e o novo Minilink

Mais um episódio da minha novela com o sensor e o minilink =P

Em dezembro, eu recebi um novo minilink, já que a troca dele é anual. Em um belo domingo, eu peguei o novo minilink, conectei no carregador e deixei umas 3 horas carregando - isso porque eu me esqueci dele, geralmente ele carrega com uns 15 minutos.

Tirei o sensor da geladeira, deixei ficar na temperatura ambiente e fui fazer a troca:

© Inserir novo ID Transmissor do minilink na bomba = OK
© Testar o minilink até a luz verde piscar = OK
© Fazer a troca = OK
© Iniciar novo sensor na bomba = OK

Depois desse passo-a-passo resumido, aparece na bomba a seguinte mensagem: “Sensor pronto em 2h”. Até aí tudo normal.

Depois de 2 horas, começa a soar o alarme de “sensor perdido”. A primeira pergunta que surge na minha cabeça: QUÊ????????

E ficou assim a manhã toda. Fiquei pensando o que eu fiz de errado para a bomba não reconhecer o sensor. Conferi 50 mil vezes o novo número do ID e tava certinho. Decidi ligar para o 0800 da Medtronic - eu adoro esse 0800.

Contei minha história para a atendente e a primeira pergunta que ela me fez foi: “Você deu a primeira carga de 8 horas no minilink?”

Oi?

Ahaha, depois de um ano, quem foi que disse que eu lembrava que tinha que dar uma carga inicial de 8 horas? Meu cérebro deletou essa informação porque na minha cabeça isso era o que a gente fazia quando comprava um celular Nokia 6131, em 2002, e hoje a evolução já tomou conta do meu pensamento =P

Como eu estava no meu trabalho no momento em que liguei para a Medtronic, eu retirei o sensor do braço, porque já que ele não estava conectando com a bomba não fazia sentido eu ficar com ele, e quando eu chegasse em casa à noite eu colocaria o minilink para carregar às 8 horas necessárias.

Tirei o sensor do braço na parte da manhã e à noite meu braço ainda estava irritado por causa do adesivo.


Enfim, depois da carga de 8 horas eu instalei o sensor e a bomba o reconheceu normalmente. Agora essa informação está anotada na agenda, no manual da bomba, no celular e gravada na cabeça. Ano que vem tem mais!

Bônus

Pra quem acha que eu fico com uma agulha dentro da pele quando estou com o sensor no braço: relax! É só uma fitinha 


video

Resoluções de Ano Novo

Em meus 28 anos, eu nunca escrevi sequer UMA resolução de ano novo. Mas vejo muita gente escrevendo suas metas para o novo ano, principalmente nas redes sociais. E eu acho muito legal isso, ainda mais se for levado a sério. Deve ser muito gratificante estabelecer um objetivo, qualquer que seja, e alcançá-lo. Que orgulho!

Pois bem, como nunca é tarde para nada nessa nossa vida, esse ano eu resolvi escrever minhas resoluções para 2016:

© Alcançar uma Hemoglobina Glicada de 7% (se ficar abaixo de 7 é lucro)
© Voltar para os meus 54 kg (se ficar abaixo de 54 é lucro)
© Voltar a correr e correr pelo menos 5 km
© Entrar para a aula de zumba

Para validar, vejamos como estão os números atualmente:

© Hemoglobina Glicada = 7,3%
© Peso: 58,8 kg
© Não corro há 6 meses. Quando corria, fazia no máximo 3 km
© Zumba = nunca fiz


Então vamos lá porque o ano está começando agora. E daqui a pouco dá uma pausa porque o carnaval é dentro de 1 mês hahaha ;D

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