O que não recebi em Junho


O QUE NÃO RECEBI EM JUNHO:

© Enlite Sensor de Glicose MMT 7008 - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês (de novo²)

Tem 2 meses que não uso o sensor. Tô muito triste com essa falta de respeito e descumprimento da ordem judicial.

E a desculpa é sempre a mesma: está em processo de compra.

Quer dizer que tem 2 meses que eles estão tentando comprar o sensor e não estão conseguindo???

Com isso, a frequência de exames de ponta do dedo que estou fazendo aumentou muito – 8 vezes por dia. Com isso, a dor aumentou um pouquinho. E com isso, as hipoglicemias ficaram mais difíceis de serem controladas, uma vez que não consigo prever se minha glicemia está caindo ou não. Quando eu sinto, já estou passando mal e dá-lhe 15g de carboidratos.

Enfim, parabéns pra vocês aí da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais, ou quem quer que seja o responsável pela compra dos insumos. Vocês estão tornando minha vida realmente mais fácil. #sóquenão

Essência da vida

Há um bom tempo eu venho tentando escrever esse texto. Começo, paro, volto, apago, edito, leio, releio, inspiro, tô sem inspiração, deixa que depois eu termino….

É que às vezes me parece tão difícil falar de outra pessoa, falar da pessoa que a gente escolheu para viver do nosso lado. De forma geral, a gente não escolhe por quem se apaixona. E eu tive a sorte de me apaixonar por uma pessoa que cuida de mim para além de mim, sabe? Que me conheceu antes do diabetes e me tratou da mesma forma depois do diabetes. Que cuida de mim nas minhas crises de hipo e se preocupa nas minhas crises de hiper. Que cuida de mim quando estou muito tempo sem comer e não enche o saco nos meus momentos de “gula”.

E eu acho que a essência da vida é essa: não procure por alguém que vai te dar presentes super caros, não procure alguém que tenha um carrão bonito e não procure por alguém que vai ter dar flores e chocolates todos os dias. Se você encontrar por aí alguém com esses requisitos e que ainda assim esteja ao seu lado apesar das suas fraquezas, então é lucro.

Eu procuraria por alguém que vai entender minha variação de glicemia, que vai entender meu mau humor durante uma hiper ou minha fraqueza em uma hipoglicemia. Que vai ser compreensivo quando eu reclamar que meu gráfico de glicemia não está linear e que me encoraje quando eu desanimar.

Felizmente, eu já encontrei esse alguém.


Se permitir

Às vezes, surge uma vontade incontrolável de comer um brigadeiro. Eu tenho dessas coisas: vontades incontroláveis. E é bem específico: é BRI-GA-DEI-RO. Não quero doce de leite, leite condensado, cajuzinho, bolo, nada disso. É brigadeiro enrolado no formato de bolinha cheio de granulado.

Às vezes, é preciso se permitir. E eu me permiti. Comprei um brigadeiro grandão e cada mordida foi saboreada como se o mundo fosse acabar assim que o brigadeiro acabasse.

Às vezes, sair um pouco da linha (leia-se dieta), não mata ninguém. Claro que, mais uma vez, não estou falando que tem que comer brigadeiro e vários doces todos os dias, que é só aplicar insulina e está tudo bem… Não! Não é isso. O que digo é que, às vezes, é NECESSÁRIO se permitir.

Sem hipoglicemia em Aparecida - SP


Ao contrário do que diz Criolo, existe sim amor em SP. E esse sentimento vem à tona em mim quando visito a cidade de Aparecida, em São Paulo. Também chamada pelos romeiros de Aparecida do Norte, embora esse não seja de fato o nome da cidade. Esse sufixo “do Norte” acabou sendo acoplado ao nome da cidade ainda na época em que a estrada de ferro foi inaugurada. Dessa forma, os romeiros que viajavam até a cidade de Aparecida, embarcavam na “Estação do Norte”, e com o tempo, a palavra “estação” desapareceu, restando apenas Aparecida do Norte.

Aulinha de história à parte, Aparecida é uma cidade que me inspira bons sentimentos, que renova minha fé.

Essa foi mais uma viagem bate e volta que fiz. Saímos no sábado pela manhã e voltamos no domingo à tarde. E, ainda que a viagem tenha sido curta, a atenção com o diabetes precisa ser redobrada.

É preciso lembrar de toda a bagagem de diabética que carrego em minhas viagens: insulina na bolsinha térmica, gelo reutilizável, seringa, reservatório, conjunto de infusão, aplicador, balas, glicosímetro, fitas extras… Ufa!

E tenho que dizer: durante todo o tempo em que estive em Aparecida, não tive nenhuma crise de hipoglicemia!

Isso para mim é sim uma vitória. São os detalhes que fazem o bom controle. Pense só: ficar na estrada por volta de 7 horas (14h ida e volta), os horários para alimentação mudam, as comidas mudam, em viagens eu sempre costumo comer alguma coisinha diferente, que às vezes não tenho certeza de como contabilizar os carboidratos. Por fim, a conta fechou com saldo positivo.

Essa é a terceira vez que visito Aparecida e todas as vezes conheço algo novo. Em 2001 foi a primeira vez que visitei a cidade. Achei tudo muito lindo. Em 2014 voltei à Aparecida e conheci um local que não existia na época em que fui à cidade pela primeira vez: o Morro do Presépio, inaugurado em 2006. É um dos lugares que mais gosto. Este ano, andei no bondinho que foi inaugurado em 2014, porém um mês depois de minha visita naquele ano (fui em maio e o bondinho foi inaugurado em junho). O bondinho leva à Torre Mirante do Morro do Cruzeiro, e lá do alto é possível ter uma vista panorâmica da cidade, mas o ponto mais legal desse passeio para mim foi ver a Basílica se aproximando de dentro do bondinho.


Basílica - 2001

Basílica - 2014

Morro do Presépio - 2014

Bondinho - 2016

Torre Mirante Morro do Cruzeiro

Basílica - 2016
E um bônus mega rapidinho (1 segundo) da vista da Basílica de dentro do bondinho:

video

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