Fiquei noiva!


Dia 23 de julho foi o dia do meu aniversário e também o dia do “aniversário” do meu diagnóstico, isto é, nessa mesma data fui diagnosticada com diabetes tipo 1.

Lembro-me que, no meu aniversário de 20 anos, ganhei de “presente” a confirmação de que eu tinha diabetes tipo 1. Fiquei arrasada. Mas de lá para cá eu amadureci.

É claro que não “comemoro o aniversário de diabetes”, isso não é para ser comemorado - e só para constar, faz 9 anos que sou diabética. O que eu comemoro nessa data, além de mais um ano de vida, é a força que eu levo comigo e a superação diária desde o dia do meu diagnóstico. Isso sim deve ser comemorado, a minha vida é uma luta diária e as vitórias são sim importantes e eu as celebro com muito orgulho.

E agora, eu tenho mais um acontecimento para comemorar no dia 23 de julho: fiquei noiva!

Tem hora que parece mentira que depois de 10 anos de namoro eu fiquei noiva. O tempo, inclusive, não tem nada a ver com minha incredulidade, acredite ou não, namorar por 10 anos foi uma opção nossa e de mais ninguém.

Quando eu falo que “parece mentira”, me refiro ao nervosismo que insistiu em me afligir naquela noite do dia 23. Isto é, eu sabia que iria ficar noiva, mais uma vez: eu e Darlan decidimos isso juntos, e ainda assim, meu coração não parava de acelerar, minhas mãos ficaram frias, eu chorei e claro, minha glicemia também sentiu os reflexos desse nervosismo.

O engraçado é que o dia inteiro eu fiquei muito calma - zero de ansiedade. Nós preparamos uma surpresa apenas para nossos familiares mais próximos (pais e irmãos), mas na hora H a glicemia, assim como eu, ficou instável.

Eu estava com o FreeStyle Libre em cima da mesa, ao lado do meu celular, e minutos antes eu verifiquei a glicemia umas 10 vezes, sem brincadeira hahaha. E a setinha estava indicando que ela iria subir mais. E subiu.



Mas depois que eu estava com a nova aliança no dedo, eu fui me acalmando e a glicemia também. Inclusive, para ver o videozinho da troca das alianças, clique aqui.

Tudo certo e a noite teve um final feliz!


Trocando o sensor do FreeStyle Libre

Depois de 14 dias usando o sensor FreeStyle Libre, chegou o dia de fazer a troca. Três dias antes do sensor acabar, o leitor do glicosímetro começa a mostrar mensagens na tela do leitor, em contagem regressiva. Quando chega no último dia, ele começa a fazer a contagem regressiva em minutos.


A instalação do novo sensor foi muito tranquila, lembrei de todos os passos! Digo isso porque só havia feito isso uma vez e há 14 dias. É muito mais prático do que o sensor Enlite da Medtronic.

Eu também só utilizava o sensor Enlite no braço, porém ele tem um passo a passo mais complexo e que eu não conseguia fazer sozinha, eu sempre precisava da ajuda de outra pessoa. Já o FreeStyle Libre tem um passo a passo tão simples para a instalação que eu fiz completamente sozinha.

Braço direito: marcas do sensor que foi retirado

Braço esquerdo: novo sensor instalado

Usando o FreeStyle Libre

Estou usando o FreeStyle Libre há 10 dias e vou compartilhar aqui no blog um pouquinho da minha experiência inicial com esse glicosímetro.

Primeiros passos

Fiz o cadastro no site em fevereiro e em julho recebi o e-mail para que pudesse efetuar a compra online pela drogaria Onofre, em São Paulo.

Comprei o kit inicial com 1 leitor e 2 sensores pelo valor promocional de R$ 599,70 + R$ 15,00 de frete, pois moro em Minas Gerais e o produto, como eu disse, vinha de São Paulo. Chegou muito rápido: fiz a compra no domingo e na terça-feira o kit chegou em minha casa.


Instalando o sensor

Fiquei maluca para colocar o sensor no mesmo momento que abri a caixinha, mas uma voz interior me disse: “Nayama, procure orientação da sua médica antes de instalar. Porque se você fizer alguma coisa errada, você vai perder um sensor que duraria 14 dias e que custou R$ 240,00”. Pois é, minha consciência fala muito alto às vezes.

E seguir essa vozinha foi a melhor coisa que fiz. Enviei uma mensagem para minha endócrino e ela perguntou se eu gostaria de ir até o consultório, pois ela gostaria de me acompanhar na primeira instalação, para garantir que tudo ocorresse certo. Gente, isso para mim foi o máximo, me senti muito segura.

No dia seguinte, fui até o consultório e a primeira novidade para mim foi saber que eu não precisaria “calibrar” o sensor a cada 12 horas, como acontece com o sensor Enlite da Medtronic. Uma vez instalado, o FreeStyle Libre te “libera” das picadinhas do glicosímetro convencional.

Em menos de 1 minuto ele estava instalado no meu braço. Detalhe: a parte posterior do braço é o único local indicado para colocar o FreeStyle Libre. Pra mim estava perfeito, pois eu já utilizava o sensor da Medtronic somente no braço mesmo.


Demora por volta de umas 3 horas para que ele comece a funcionar de fato, então a dica é colocar à noite, para que ao acordar, ele já esteja prontinho.

O meu demorou mais de 3 horas para sincronizar com a glicemia verdadeira. Eu media no FreeStyle Libre e em seguida no Accu-chek e sempre dava uma diferença grande, cerca de 40 mg/dL para mais no FreeStyle Libre.

Evolução

Depois que a sincronização foi alcançada, ou seja, a medida da glicemia no FreeStyle Libre estava bem próxima ou igual à medida no Accu-chek, passei a confiar muito no novo glicosímetro flash. Tive dias em que não medi a glicemia no Accu-chek, fiquei somente no FreeStyle Libre.


Durante esses 10 dias de uso, precisei carregar o leitor apenas uma vez. E no 6º dia, a cola do adesivo do sensor acabou. Então, para não correr o risco de perder o sensor, coloquei um dos adesivos do sensor Enlite da Medtronic.


Eu achei que esse adesivo que coloquei iria durar até o dia de trocar o sensor, mas no 12º dia, após uma manhã no clube, o adesivo simplesmente perdeu a cola e eu tive que retirá-lo e colocar um novo adesivo.



Conclusão

A minha conclusão inicial é que esse é um grande passo no tratamento do diabetes. Cada vez sinto mais liberdade em meu dia a dia utilizando os novos tratamentos que surgem. É claro que há um preço (alto) a se pagar por isso. Para mim, o FreeStyle Libre é uma alternativa ao sensor Enlite da Medtronic, pois seu valor é cerca de 3 vezes mais barato, fazendo com que ele se torne mais acessível de ser adquirido.

Além do mais, é possível fazer o download gratuito do software para transferir os dados armazenados no leitor do FreeStyle Libre para o computador. Fica mais fácil analisar os gráficos e dá para enviar esse arquivo para o médico analisar como está o tratamento.

Veja nos vídeos abaixo como é fácil utilizar o FreeStyle Libre:




O que não recebi em Julho


Julho, sem dúvida, foi o mês mais fraco do ano no quesito insumos. Inclusive, era mais fácil eu contar o que recebi do que contar o que eu não recebi, mas vamos lá:

O QUE NÃO RECEBI EM JULHO:

© Reservatório de insulina Paradigm Reservoir MMT332A - caixa com 10 unidades/ mês
© Enlite Sensor de glicose MMT 7008A - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês (PELO 3º MÊS CONSECUTIVO)
© Fitas de glicemia capilar

Como eu disse, esse é o 3º mês consecutivo que estou sem usar o sensor, por falta de recebimento.

Mas em meio a essa falta de insumos mensais, tenho uma novidade ótima e vou contar sobre ela no próximo post!

O melhor lancetador


Em 9 anos de diabetes já tive vários modelos de glicosímetros. Uma coisa que quase não vejo as pessoas comentando é sobre os lancetadores, que são os dispositivos utilizados para furar a ponta do dedo e obter uma gota de sangue suficiente para realizar a medição da glicose no glicosímetro.

A Accu-chek tem um lancetador que eu uso há anos (acho que há uns 5 anos) e até hoje foi o melhor lancetador que já usei. É o Multiclix.

Motivos? Vamos lá: 
  1. Ele é prático: tem um tambor com 6 lancetas, então não precisa ficar trocando de lancetas toda hora.
  2. A troca da lanceta é muito rápida: é só girar o topo do lancetador que o tambor gira e logo troca para uma lanceta nova.
  3. É fácil retirar e colocar um novo tambor de lancetas.
  4. A profundidade do furo marca até 6 e roda a cada 0,5, ou seja, dá pra escolher entre as profundidades 1 - 1,5 - 2 - 2,5 - 3 - 3,5… Eu uso a 5 e acho ideal.
  5. O marcador informa quantas lancetas ainda restam no tambor.
  6. É resistente. Tenho o meu há anos e nunca estragou. 

Eu sempre compro uma caixinha com 4 tambores, sendo que cada tambor tem 6 lancetas.

E para armar e furar o dedo é só pressionar para baixo o topo do lancetador. 

Ao armar, um botãozinho localizado quase no meio do lancetador fica amarelo. É só apertá-lo que ele dispara a lanceta. Muito simples.
Caixa com 4 tambores
Tambor novo 
Trocando o tambor

Bônus: videozinho de 2 segundos armando e disparando o lancetador.



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