O que não recebi em Junho


O QUE NÃO RECEBI EM JUNHO


- Fitas de glicemia capilar

Uma diabética na tirolesa

Autocontrole é tudo nessa vida. Às vezes, minha glicemia se altera, para mais ou para menos, ainda que eu não coma nada. Se fico nervosa, sobe. Se choro, sobe. Se fico muito alegre, desce, e por aí vai.

Independente de qualquer coisa, o importante é não deixar que ninguém diga que, por causa do diabetes, não podemos fazer algumas coisas! Faça tudo que for possível, claro, respeitando o limite de cada um.

Eu por exemplo, me aventurei em uma descida de tirolesa. A preocupação número 1 era não deixar a bomba cair rsrs A preocupação número 2 era com a glicemia, pois quando foi se aproximando o momento de pular, a glicemia começou a cair. Pensa na situação de sofrer uma hipo nas alturas?

Ainda que seja bem rapidinho (a descida demora menos de 1 minuto), pode ser perigoso. Então, quando ainda estava na fila para colocar os equipamentos, eu parei a bomba, ou seja, suspendi o envio de insulina para meu meu corpo. Alguns minutos depois, ela começou a subir lentamente, ficando na casa dos 90.


E a descida foi ótima, dá um friozinho na barriga! E não me arrependo, é só se cuidar que tudo pode ser aproveitado.



Gripou? Não entre em pânico

Sabe o que é pior quando eu fico gripada? É saber que isso vai descontrolar minha glicemia.

A gripe, além de todos aqueles sintomas clássicos super chatos, traz para nós, diabéticos, esse presentinho extra: ela aumenta os níveis de nossa glicemia, bagunçando nosso controle, que cá pra nós, já é difícil demais de fazer, e voilà, temos uma hiperglicemia difícil de domar.

E é comum que isso aconteça, pois nosso corpo começa a trabalhar para eliminar a infecção do organismo e nesse momento, vários hormônios são produzidos. Alguns deles têm impacto direto na glicemia.

O que devemos fazer é continuar tratando a hiperglicemia, somos diabéticos e não podemos esperar que o nosso corpo faça isso sozinho, porque ele não consegue.

Não entre em pânico quando a glicemia não abaixar, mesmo com várias unidades de insulina aplicadas. Eventualmente, ela vai cair, só que precisamos monitorar mais de perto a glicemia para conseguir controlar da melhor forma.

Eu mesma comecei a apresentar sintomas da gripe numa sexta-feira e, de meio-dia à meia-noite, foi impossível controlar minha glicemia. E olha que eu estava com o sensor Enlite, ou seja, eu estava com monitorização contínua da glicose. Mas ela sempre ficava entre 176 e 210. Pensa no desespero que dá ficar 12h com a glicemia acima de 170? Só melhorou no dia seguinte, acordei com ela em jejum 111.


Muito sangue no sensor Enlite

A relação do diabético com sangue é algo constante, é algo que a gente lida no nosso dia a dia: furar a ponta do dedo para conseguir uma gota de sangue e medir a glicemia, aplicar insulina com a agulha, seja da seringa, da caneta ou da bomba e, às vezes, acertar um vasinho e ter como consequência mais uma gotinha de sangue saindo pelo furinho da agulha…

Eu já estou acostumada com sangue, não ligo, não passo mal, não desmaio, nem do cheiro eu reclamo. Porém, minha última experiência instalando o sensor Enlite foi um pouco mais sangrenta complicada do que de costume.

Eu uso o sensor Enlite desde fevereiro de 2014. Óbvio, não uso direto devido à falta de responsabilidade da secretaria de saúde de MG, inclusive, no ano de 2016 eu só usei o Enlite apenas um mês, em abril.

Por isso, eu já estou acostumada a sair um pouco de sangue toda vez que faço a aplicação dele no meu braço. Nada fora do comum. A pressão que o aplicador faz na pele é um pouco forte, então para mim é normal se por acaso sangrar um pouco. Mas dessa vez foi diferente. Teve sangue. Muito sangue. Muito sangue mesmo, saindo pelo sensor, para fora do adesivo.


Meu único medo, na verdade, foi perder o sensor. Achei que ele não iria funcionar, pois a parte do sensor encheu de sangue e está com sangue até hoje. Daqui 6 dias eu troco.

Assim que começou a sair muito sangue, minha irmã, que me ajuda a aplicar, me avisou e disse que nunca tinha visto sair tanto sangue. Eu fui até o espelho para ver a situação, peguei um papel para limpar o sangue e fiz muita pressão. Fiquei uns 15 minutos fazendo pressão para estancar o sangramento. Eu não tinha certeza se ele iria funcionar, mas decidi continuar a aplicação do sensor. No dia seguinte, eu liguei o sensor, calibrei e esperei o resultado ao longo da manhã. Os resultados do sensor na bomba estavam iguais ao do glicosímetro, por isso eu fiquei aliviada e confiei no sensor.

Experiência nada agradável 

O que não recebi em Maio


O QUE NÃO RECEBI EM MAIO

Fitas de glicemia capilar


Dessa vez, até o sensor Enlite eu recebi. Diferente do FreeStyle Libre, o Enlite precisa ser calibrado a cada 12 horas. Isso quer dizer que, a cada 12 horas eu preciso medir minha glicemia com um glicosímetro convencional e digitar o número da glicemia na bomba. Ou seja, mesmo com o sensor Enlite eu preciso de fitas para o glicosímetro e eu não recebi, então precisarei comprar. É mais barato do que comprar o Libre, mas ainda assim é um gasto alto.

11 anos com ele e 10 anos com ela

No dia 28 de abril deste ano, eu e meu noivo completamos 11 juntos. Quando nos conhecemos, eu tinha 18 anos e não tinha diabetes. Éramos apenas mais um casal jovem, normal como tantos outros, curtindo a companhia um do outro.

Um ano depois de nos conhecermos, eu fui diagnosticada e a condição de diabética entrou em minha vida. Em nossas vidas.

Quando eu digo em “nossas” vidas, quero dizer que ele não pulou fora, ele não me abandonou, ele aceitou a condição que eu tinha em minha vida e que a partir daquele momento, se tornou uma condição na vida dele também.

Parece ridículo pensar que uma pessoa deixaria a outra pelo simples fato de que uma delas agora tem diabetes. Mas acredite, não é tão fora do comum como parece.

Um ano depois, ainda éramos um casal jovem, normal como tantos outros, curtindo a companhia um do outro, porém com uma responsabilidade a mais: cuidar da minha condição como diabética.

Eu sei que isso é uma tarefa minha e de mais ninguém. Faço o meu dever o melhor que posso. Às vezes eu falho, mas eu nunca deixei de tentar.

Acontece que, ser diabética não é uma condição isolada, não é uma doença contagiosa e definitivamente não é motivo para se sentir sozinha. Muitas vezes, precisei da ajuda de outras pessoas, principalmente durantes as crises de hipoglicemia.

E por que eu estou falando tudo isso?

Porque é muito bom ter ao seu lado um companheiro de verdade, uma pessoa que entende, compreende e sabe lidar com os imprevistos do diabetes. Uma pessoa que não é diabética, mas entende a linguagem única dos diabéticos. Se você é diabético, sabe o que é uma hipo, uma hiper, glicemia, correção, sensor... não é mesmo? Já reparou que pessoas que não estão inseridas no “mundo dos diabéticos” não fazem ideia do que significa essas palavras?

Essa condição só é um fardo se você fizer dela um fardo. Meu noivo por exemplo, tem uma grande responsabilidade sobre mim, perante minha família. Todas as vezes em que viajamos/estamos sozinhos, é com ele que minha família conta para cuidar de mim se eu tiver uma crise de hipoglicemia, se faltar insulina, se precisar que alguém aplique insulina em mim, se a glicemia estiver descompensada… E isso é sim uma grande responsabilidade na vida de uma pessoa que não tem diabetes.

Por esse e por vários outros motivos é que eu acredito que a gente precisa demonstrar o quão importante uma pessoa é em nossa vida. Para comemorar nossos 11 anos juntos, preparei uma cesta toda personalizada: criei um novo rótulo para o vinho, usando nossos nomes. Fiz um adesivo para as taças e também colei esse adesivo nos bolinhos e coloquei mini velinhas. Fiz um chalkboard, uma espécie de quadro negro, com a nossa história, quase um infográfico. Ficou lindo rsrs






Tudo pensado e feito com muito carinho, para alguém que é muito importante em minha vida.

Saímos para jantar em um restaurante italiano, então o cardápio era puro carboidrato hahaha. E claro, glicemia controlada a noite toda, para não estragar a comemoração.



11 anos de relacionamento com ele e 10 anos de relacionamento com essa minha condição como diabética.


Arrebentou o fio da bomba!

Desde outubro de 2014 eu uso a bomba de insulina como tratamento para o diabetes, que insiste em me fazer companhia há dez anos.

Durante todo esse tempo com minha verdadeira companheira, a bomba de insulina, eu já passei por várias situações e a que mais se repete é quando a cânula do cateter dobra dentro do subcutâneo e a bomba não consegue mandar insulina para o corpo. Ainda sendo o evento que mais se repete, consigo contar nos dedos as vezes que isso aconteceu.

Pois bem, na última segunda-feira tive uma surpresinha ao acordar para trabalhar: o fio do cateter arrebentou enquanto eu dormia.

Eu sempre fui inquieta para dormir, às vezes eu acordo com a bomba toda enrolada nas minhas pernas ou na minha cintura, ou então o fio dá um nó durante a noite. Enfim, nada que tenha atrapalhado de fato o resultado da minha glicemia.

Mas a segunda-feira não começou muito bem.

Todo santo dia, às 3h da madruga, eu acordo para verificar a glicemia. Existe um alarme fixo em meu celular para despertar a essa hora. Na madrugada de domingo para segunda, como sempre, acordei às 3h e a glicemia estava se comportando, na casa dos 150. Depois disso, só acordei novamente às 7h, para ir trabalhar. Pasmem, a glicemia estava quase 400.

Pensei: “o que diabos eu comi para ela subir tanto assim. Que delay!”. Ainda deitada, apliquei o bolus de correção, que foram mais ou menos umas 7 unidades de insulina. Desci da cama e senti que minha perna estava molhada (o cateter estava na perna esquerda). Achei estranho, mas nem passou pela minha cabeça que era insulina. O fio estava meio embolado em volta da bomba, por isso fui só dar uma ajeitadinha esticando o fio e.... estava arrebentado! Por isso a insulina estava sendo jogada toda fora (que desperdício!).

Nesse momento não há outra coisa a se fazer, foi preciso tirar a insulina da geladeira e trocar todo o conjunto da bomba.

O grande problema é que isso reflete no controle da glicemia no restante do dia. Ela fica um pouco descompensada e até voltar aos eixos, demora um pouco.

A minha glicemia neste dia, por exemplo, ficou a manhã inteira alta: de 400 caiu para 350. Mais bolus de correção e ela caiu para 220. Mais bolus de correção e quando ela finalmente chegou em 140, eu estava na academia e tive uma crise de hipo durante a aula e precisei interromper o treino. No resto do dia tive mais 2 hipos, quase seguidas. 

Enfim, dia não muito bom para o controle, mas a vida de diabético é assim mesmo, cheia de altos e baixos. É levantar a cabeça e começar tudo de novo, com a certeza de que é possível fazer o meu melhor hoje.

Meu Libre e minha nova tattoo


Há um tempo, eu já estava com a ideia de fazer uma nova tatuagem. Já tinha escolhido o desenho e já tinha escolhido o lugar: a parte posterior do braço. Porém, não conseguia ter certeza do lugar por causa do sensor Libre, que deve ser instalado justamente nesse local. Passei vários meses considerando outras partes do corpo para tatuar, mas toda vez que eu pensava em mudar de lugar, minha cabeça pensava: não é aí que eu quero minha tattoo, é no braço.

Pois bem, entendi de uma vez por todas que não iria abrir mão do local e então, no dia de tatuar, calculei direitinho o espaço que a tattoo iria ocupar, de forma que sobrasse um espaço para o Libre no meu braço esquerdo.

Você pode questionar: é fácil resolver, é só colocar o sensor do Libre no outro braço ou em outro lugar do corpo específico para o rodízio.

Só que a resposta não é tão simples assim como parece. Em primeiro lugar, sim, logo após fazer a tattoo, eu estava usando o sensor do Libre apenas no braço direito, fiz isso por dois meses seguidos, mas é preciso deixar ele descansar também. Não é só o furo, desgasta muito a pele ao redor do sensor, com as várias trocas de adesivo que faço. Em segundo lugar, a própria Abbott, fabricante do FreeStyle Libre NÃO RECOMENDA que o sensor seja instalado em outro local do corpo. Já vi algumas blogueiras colocando o Libre no glúteo, no abdômen. Resolvi enviar um e-mail para a Abbott e obtive a resposta de forma bem clara: “... não recomendamos que seja utilizado em outras partes do corpo, pois não temos estudos nem testes realizados com o sensor em outras partes”.


Então, meus caros, o Libre fica na parte posterior do braço sim e não inventem moda!

No início era impossível usar o Libre no mesmo braço que eu havia feito a tattoo, por motivos de cicatrização.

Hoje, depois que minha tattoo completa 2 meses, resolvi instalar o Libre no espacinho destinado a ele, e ficou perfeito! É muito amor envolvido: muito amor pela minha nova tattoo e muito amor pelo meu Libre.

It’s rainig love


O que não recebi em Abril


Sem textão dessa vez!

O QUE NÃO RECEBI EM ABRIL

Fitas de glicemia capilar
Enlite Sensor de glicose MMT 7008A - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês

Quanto tempo dura o adesivo do FreeStyle Libre?

Não sei se todo mundo que usa o Libre tem a mesma sensação que eu, mas um sensor que deve ficar grudado na sua pele por 14 dias tem que ter um adesivo bem resistente, o que não é o caso do Libre, pelo menos na minha opinião.

4 dias: é o tempo que o adesivo do Libre dura no meu braço antes de começar a descolar.
Tenho a impressão que isso é provocado pelo suor, por causa da prática de atividade física. Mesmo enfrentando suor e água todos os dias, 4 dias é muito pouco tempo para um adesivo que tem que ficar colado por 14 dias.

Em uma recente experiência, que na verdade foram acontecimentos não premeditados, eu fiquei uma semana sem praticar nenhum exercício físico. Percebi então, que o adesivo do Libre durou 1 semana, apesar de que no 7º dia descolou. É por isso que tenho essa teoria de que o suor acaba com a cola do adesivo mais rápido. Ainda assim, a cola do adesivo dura metade do tempo que ele deve ficar no braço.

Acho isso péssimo, pois diferente do sensor Enlite da Medtronic, o Libre não vem com adesivos extras para ajudar na fixação, após alguns dias de uso. Já recebi várias mensagens perguntando onde eu compro os adesivos que colo no Libre para ajudar ele a ficar lá, quietinho, até o 14º dia (afinal, são R$ 240 grudado no seu braço, você não vai querer que ele solte). Porém, os adesivos extras que uso são os que sobram dos adesivos que vêm na caixa do sensor Enlite. Mas sei de muita gente que usa a fita transparente para curativo Nexcare Tegaderm da 3M e parece funcionar bem.

Então, #ficaadica galera da Abbott.




A melhor consulta com a endócrino

No último dia do mês (31 de março) fiz a primeira consulta do ano com a minha endócrino, para levar os resultados da bateria de exames anuais que faço - são 18 tipos de exames diferentes.

Os resultados estão 100% positivos, inclusive o da hemoglobina glicada que, como contei no post anterior, baixou para 6,9%. Isso contribuiu para que esta se tornasse a melhor consulta do meu controle como diabética em 10 anos de diagnóstico.

E realmente estou com a glicemia muito controlada e os grandes responsáveis por isso são dois dispositivos: o sensor Enlite da Medtronic e o FreeStyle Libre. Não uso os dois concomitantes, lógico. Uso o Libre na falta do Enlite.

Como eu havia recebido o Enlite em fevereiro, fiquei o mês todo com ele e em março eu voltei a não recebê-lo. Mas eu já tinha acostumado tanto à sensação de segurança que ele me traz que eu não queria abrir mão disso, então comprei 1 sensor do FreeStyle Libre, que dura apenas 14 dias. Assim, fiquei um mês e meio com a glicemia totalmente controlada e minha médica pôde constatar isso avaliando os gráficos gerados pelo software do FreeStyle Libre instalado em seu computador.


Tive poucas hiperglicemias e pouquíssimas hipoglicemias, ou seja, isso me deixou completamente dentro da faixa de controle da glicemia (80 - 150). E o Libre ainda deu a projeção de uma hemoglobina glicada de 6,7%, caso eu mantenha o controle assim pelo próximo mês.

Fiquei tão feliz com esses relatórios! E a consulta continuou só com notícias boas e no fim, ela me disse que esse era o meu melhor momento, meu melhor controle desde o meu diagnóstico. Inclusive, eu estou tão bem que, segundo ela, agora eu faço parte do grupo de pacientes que a visitam apenas 2 vezes no ano. Assim, ela me deu “férias” e minha próxima consulta é somente daqui a 6 meses (e olha que eu costumo consultar a cada 2 ou 3 meses).

E no fim, ainda ganhei dela mais um sensor do Libre, ou seja, tenho mais 14 dias de monitoramento contínuo da glicemia. Uau, que dia maravilhoso!


Sobre as promessas de 2016

Em janeiro de 2016 tracei algumas metas de ano novo, as tais “resoluções de ano novo”. Clique aqui se quiser ler na íntegra. A meta que considerava mais importante, que era abaixar a hemoglobina glicada, foi alcançada. Já as demais…. Vejamos:

Metas de 2016

1. Alcançar uma Hemoglobina Glicada de 7% (se ficar abaixo de 7 é lucro): estava 7,3%
2. Voltar para os meus 54 kg (se ficar abaixo de 54 é lucro): pesava 58,8 kg
3. Voltar a correr e correr pelo menos 5 km: não corria há 6 meses e fazia no máximo 3 km
4. Entrar para a aula de zumba: nunca havia feito aula de zumba

Tive o ano inteiro de 2016 para alcançar essas metas e agora vamos aos resultados de 2017:

1. Hemoglobina glicada em março de 2017: 6,9%
2. Peso: 58,2 kg
3. Voltei a correr no início do ano, mas no final eu já tinha parado de novo. Porém, estava correndo 4 km e não foi por falta de fôlego que não cheguei aos 5 km, foi apenas uma questão de ajuste de dose de insulina e horário de correr. Nas últimas vezes, eu parei de correr aos 4 km porque a glicemia estava caindo rápido demais e logo viria uma crise de hipoglicemia. Mas eu aguentava correr bem mais.
4. Estou completamente apaixonada pelas aulas de zumba. Nunca havia feito, mas agora tenho até uma playlist no meu celular com as músicas que tocam nas aulas e sei todas as coreografias de cor. Não falto às aulas e olha que nesse mês fez 1 ano que estou lá e não me canso de jeito nenhum. Inclusive, gosto mais da aula de zumba do que da aula de treinamento funcional. A zumba relaxa e desestressa a cabeça.

O resumo da obra até que não foi tão ruim, mas podia sempre ser melhor. Faltou fechar a boca e controlar melhor a glicemia. Mas isso estou fazendo e tenho certeza que meu próximo exame de hemoglobina glicada estará ainda melhor.


O que não recebi em Março


Como alegria de pobre dura pouco, esse mês não recebi o sensor Enlite, estou utilizando o último sensor da caixa que recebi o mês passado. Fiquei triste, como sempre, principalmente porque o sensor é um dispositivo que me ajuda muito no controle da glicemia, principalmente à noite, quando estou dormindo. Esse mês evitei vááárias hipoglicemias noturnas por causa do sensor: ele detectava que a glicemia estava caindo rápido, eu suspendia a administração de insulina na bomba e a glicemia estabilizava. Resultado: adeus hipo e eu voltava a dormir tranquilamente.

Mas vida que segue, porque nem tudo são flores:

O QUE NÃO RECEBI EM MARÇO

- Fitas de glicemia capilar
Enlite Sensor de glicose MMT 7008A - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês


A maior besteira

Não importa se você tem diabetes há 1 ano, 10 anos ou 30 anos, sempre existe algo novo a se aprender. Aprender sem precisar errar, na minha opinião, é a melhor forma de se aprender. Mas às vezes, a gente aprende é só pela dor mesmo.

Há pouquíssimo tempo, no carnaval, tomei uma decisão que mais tarde descobriria que foi uma péssima decisão, mas serviu como aprendizado.

Eu iria viajar por 3 dias nesse carnaval: saí no sábado de manhã e na segunda à noite já estaria em casa. Decidi que não iria fazer a troca do refil e cateter da bomba durante a viagem e sim antes de viajar. Assim, a viagem seria mais tranquila. Eu prefiro fazer dessa forma, trocar em casa sempre que possível, ainda que eu leve todos os insumos reservas por precaução dentro da mala.

No sábado de manhã então eu coloquei um novo refil de insulina na bomba, troquei o cateter e o coloquei na parte do glúteo (é onde eu gosto de colocar quando eu vou usar biquíni). Antes de fazer essa troca, o cateter estava na minha perna esquerda.

Quando eu voltei para casa na segunda-feira à noite, percebi que o local onde estava o antigo cateter não estava cicatrizando da forma normal. Sério, a pele ficou parecendo queimada, na verdade, ficou parecendo uma queimadura de cigarro, como se alguém tivesse apagado o cigarro bem forte na minha perna. Ficou a marca da cânula do cateter bem escura, demarcada e cheia de pequenas bolhas.



Já se passaram duas semanas desde o carnaval, já fiz várias outras trocas da bomba e ainda carrego na perna essa marca, que agora está descascando.

Mas como eu disse no início do texto; que decisão mais besta essa minha! Eu sabia que estava indo para um lugar onde eu tomaria sol, só com essa informação eu já poderia ter evitado esse tipo de decisão, mas às vezes a gente precisa de fato sentir o erro na pele para aprender.

Põe mais essa na minha conta aí!

Linha do tempo - Retrospectiva de insumos em 2016

2016 foi um ano muito difícil sob a perspectiva de recebimento dos insumos pela secretaria de saúde de MG. Em um ano - 12 meses - apenas em 1 mês eu recebi todos os insumos que eu deveria receber TODOS os meses. Resumo da obra: fora o mês de abril, nos outros 11 meses sempre faltou algum insumo para receber.

Eu poderia generalizar e falar que 2016 foi um ano péssimo, mas ainda me esforço para ver o lado positivo da vida. Sim, o ano inteiro faltou insumos e eu precisei pagar por eles do meu próprio bolso. Mas, ao menos eu tenho um emprego e recebo um salário em que, mês ou outro eu consigo comprar alguns insumos. Não todos, claro, como se sabe este é um tratamento de alto custo e se eu precisasse comprar todos os insumos mensalmente, a realidade é que eu não conseguiria pagar pelo tratamento e precisaria abandoná-lo, voltando às múltiplas injeções de insulina.

Para além do meu emprego, tenho em minha vida pessoas amadas que me ajudam sempre. Meu pai, minha irmã e meu noivo diversas vezes compraram alguns insumos para me ajudar, porque faltava tanto insumo na secretaria de saúde que a conta no fim do mês apertava demais e não tinha outro jeito: se a secretaria de saúde não me entregou, eu preciso comprar.

Continuo com a certeza de que é um absurdo que o Governo descumpra a ordem de um juiz e não forneça os insumos aos quais eu, legalmente, tenho direito em receber para me tratar.

Abaixo, fiz uma linha do tempo de 2016 e início de 2017 sobre a retrospectiva dos insumos que recebi do Governo, mês a mês. Como eu disse, vejam que apenas no mês de abril/2016 eu recebi todos os insumos, que são 5 no total:

1. Reservatório de insulina Paradigm Reservoir MMT332A - caixa com 10 unidades/ mês
2. Conjunto de infusão Paradigm Quick Set MMT 399 - 6mm, tubo de 60 cm, caixa com dez unidades - 1 caixa/mês
3. Insulina Humalog - 2 frascos/mês
4. Fitas de glicemia capilar - 240 fitas/mês (tiras reagentes)
5. Enlite Sensor de glicose MMT 7008A - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês

Lembrando ainda que existe um 6º item que deve ser entregue anualmente, no meu caso no mês de dezembro, e que eu não recebi este item em 2016:

6. Transmissor minilink MMT 7707NA - 1 unidade por ano




Boa sorte para todos nós diabéticos nesse ano de 2017!

Meu carnaval com diabetes

Ter diabetes e viajar no carnaval, qual o problema??? NENHUM.

Afinal, o diabetes me impede de quê? Que eu me lembre, o diabetes não me impede de fazer NADA do que eu quero fazer. Por isso mesmo, eu vou lá e faço!

O destino desse Carnaval era Lagoa da Prata, a 190 km de BH. Não planejei dirigir, mas o destino assim quis e eu bati cerca de 2h30 de volante. Sem hipoglicemia. Sem hiperglicemia. E sem parar para comer.


Ok, eu confesso: quase chegando na cidade eu comi dois cookies, mas dá um desconto porque eu já estava com fome né?!

Nos 3 dias que estive em Lagoa da Prata, controlei minha glicemia sem maiores problemas. Tive 2 crises de hipoglicemia e outros 2 casos de hiperglicemia, nenhum deles acima de 200 mg/dL. Me deem desconto de novo, porque no carnaval a dieta passou longe. Teve sorvete, ice, macarrão na chapa, pizza e claro, batata frita.

No sábado, fiz um bate-e-volta para a cidade natal de minha mãe: Luz, que fica a 65 km de Lagoa da Prata. Em Luz, minha glicemia ficou perfeita, completamente dentro da faixa de controle.


Em Lagoa da Prata, o look do dia era sempre o biquíni combinado com dois acessórios essenciais: a bomba de insulina e o sensor. E que ninguém diga que eu tentei esconder eles, porque não fiz esforço algum.



Passou o sábado, o domingo e na segunda-feira era hora de voltar para casa. Mais 190 km seguindo o carro do meu noivo 

Ninguém me disse o que podia e o que não podia fazer, sendo eu diabética. Eu simplesmente fui lá e fiz, porque o diabetes não me controla, EU controlo o diabetes!






... e o sensor Enlite me ajuda a controlar minha glicemia :)


O que não recebi em Fevereiro


Como eu disse no meu último post sobre a falta dos insumos, eu comecei o ano de 2017 com pensamentos bem positivos. Claro, nem tudo na vida são flores, mas posso afirmar que comecei meu ano com o pé direito e muito feliz.

O QUE NÃO RECEBI EM FEVEREIRO

- Fitas de glicemia capilar

Sim! Recebi todo o resto, inclusive o sensor Enlite, o qual não recebia desde abril/2015.


Continuo orando a Deus para que eu continue recebendo os insumos o resto do ano, porque só quem está nessa luta sabe o quanto é caro manter esse tratamento.

O sensor Enlite voltou

Sim! Depois de quase 1 ano sem receber o sensor Enlite, o mês de fevereiro me trouxe essa agradabilíssima surpresa!


Ainda farei o post sobre o que “não recebi no mês de fevereiro”, mas já adianto que este foi um mês abençoado e recebi quase tudo, inclusive o sensor Enlite, que não recebia desde abril/2015.

Fiquei tanto tempo sem usar o sensor que, sério, eu esqueci o passo-a-passo. Mas como eu não podia me dar ao luxo de aplicar da forma errada e perder um sensor, peguei o manual para ler e relembrar. Mas depois, percebi que tinha uma maneira mais prática: abri o youtube e procurei o vídeo da Medtronic que ensina como aplicar o sensor da forma correta.

Depois de 3 minutos eu já lembrava de tudo, inclusive que precisava da ajuda da minha irmã para fazer a aplicação na parte posterior do braço. E deu tudo certo.


Voltando um pouco a história (estou muito emocionada e estou escrevendo tudo de uma vez, sem respeitar a ordem cronológica dos fatos hahaha), assim que saí da secretaria de saúde com quase tudo, surgiu de novo aquele misto de sentimento bom e ruim, tudo ao mesmo tempo. Fiquei feliz por ter recebido a maioria dos insumos, porque infelizmente são insumos muito caros e que eu mesma estava custeando todo mês, mesmo comprovando ao Governo que eu não tenho renda suficiente para tal. E, ao mesmo tempo, fiquei com muita raiva por eu estar me sentindo tão feliz naquele mês, porque isso é uma obrigação do Governo, uma vez que o Juiz deferiu meu pedido por este tratamento. É um absurdo que eu fique feliz por receber quase tudo que eu tenho direito de receber. É um absurdo que eu fique feliz porque naquele mês, pelo menos, eu recebi a maioria dos insumos, sendo que eu tenho direito em receber todos os insumos durante todos os meses do ano, durante todos os anos da minha vida em que minha saúde, comprovadamente, se beneficia com este tratamento.

Enfim… Sentimento de revolta define.

Havia tanto tempo que eu não recebia o sensor que, ao chegar em meu trabalho eu coloquei a insulina na geladeira e esqueci que precisava guardar o sensor no mesmo lugar (pouco depois eu lembrei). E à noite, quando eu fui colocar o sensor, eu também havia esquecido que eu precisava tirar ele da geladeira, para ficar na temperatura ambiente.

Coloquei ele à noite e a aplicação correu tudo bem. Mas naquela noite, eu não dormi nadica de nada. Eu estava tão ansiosa para voltar a usar o sensor que eu não queria esperar o dia seguinte para instalar, queria colocar no mesmo dia que recebi. Pois bem, instalei era umas dez horas e depois demora cerca de 2 horas para a bomba reconhecer o sensor e pedir para calibrar. Só que, não pode calibrar o sensor com medidas ruins, como hiperglicemia ou hipo. E minha glicemia estava o quê? O quê? Acima de 200! Então, tive que corrigir e esperar a glicemia abaixar para calibrar o sensor.

Só sei que fui dormir já era umas 2 da madruga e o sensor não calibrou direito. Ficou a noite inteira apitando hipoglicemia. Às 4h eu acordei com a apitação e medi a glicemia no glicosímetro e realmente eu estava com hipo. Comi meu bolinho e voltei a dormir. Mas o sensor insistiu que eu ainda estava com hipo, suspendeu a bomba automaticamente e, só por garantia, eu comi umas balinhas que ficam na cabeceira da cama. Por volta de umas 6h, eu já tava de saco cheio (porque desde às 2h da madruga o sensor tava disparando o alarme) e resolvi medir a glicemia de novo, porque além da bomba estar suspensa, o sensor continuou insistindo na hipo. Mas estava 215. Eu religuei a bomba, corrigi a glicemia e voltei a dormir. Às 8h eu acordei de novo para medir a glicemia e ver se já estava ok, então eu calibrei o sensor de novo, pra ver se ele pegava no tranco. Depois dessa noite mal dormida, finalmente o sensor calibrou. Ufa!

E agora eu estou aqui, tudo boba e feliz em ter voltado a usar o Enlite. Já estava com uma saudade enorme dele!


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