O que não recebi em Dezembro e Janeiro


O que não recebi em DEZEMBRO e JANEIRO

Eu comecei 2017 com pensamentos positivos, crendo que esse ano tomarei decisões importantes em minha vida.

Nesse espírito de positividade, no primeiro mês do ano fui buscar meus insumos na secretaria de saúde e saí um pouco menos triste que nos meses anteriores. Além do reservatório, recebi o conjunto de infusão! Isso me deixa um pouco mais aliviada, pois este é um dos insumos mais caros (custa quase R$ 600).

O QUE NÃO RECEBI EM JANEIRO/2017

- Enlite Sensor de glicose MMT 7008A - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês
- Fitas de glicemia capilar
- Insulina Humalog - 2 frascos/mês

Como no mês passado eu não fiz o post sobre o que eu não recebi, e também não recebi os mesmo insumos que estão em falta há vários meses, então deixo registrado também:

O QUE NÃO RECEBI EM DEZEMBRO/2016

- Conjunto de infusão Paradigm Quick Set MMT 399 - 6mm, tubo de 60 cm, caixa com 10 unidades - 1 caixa/mês
- Enlite Sensor de glicose MMT 7008A - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês
- Fitas de glicemia capilar
- Insulina Humalog - 2 frascos/mês

Pensamento positivo que em 2017 as coisas vão melhorar sim!

Pavor de agulha? Nunca tive.

Sabe aquele medo que as pessoas têm de tomar injeção? Aquela súplica feita ao médico: “Por favor, não me dê injeção, troca por remédio em comprimido!”. Aquele nervosismo no laboratório para coletar sangue, precisa inclusive ficar deitado para não desmaiar. Aquele cartão de vacina totalmente incompleto, porque tomar vacina de injeção nem pensar, quando era de gotinha até ia.

Sabe esse pavor de agulha que a maioria das pessoas parece ter? Então, nunca tive.


A minha vida inteira eu me lembro de meu relacionamento com as agulhas. Quando eu tinha 4 anos, os médicos disseram à minha mãe que eu precisaria tomar o famoso antibiótico Benzetacil todo dia 22 de cada mês. Benzetacil é administrado somente através de injeção e a fama está na dor que essa injeção causa. Dói. Dói muito. Então, todo dia 22, minha mãe me levava até o hospital para que eu “tomasse” Benzetacil e, claro, julho era o mês mais doloroso, porque meu aniversário é dia 23 e eu ficava morrendo de dor dias depois dessa injeção. Foi assim durante 5 anos. Aos 9 anos, um outro médico descobriu que eu não precisava ter enfrentado todos esses anos de Benzetacil.

Ok, eu sempre penso que depois dessa história eu deveria ter ficado traumatizada com agulha pro resto da vida. Imagine: uma injeção que dói horrores, que era aplicada todo mês, durante 5 anos e por fim, descobrir que foi à toa. Mas não me causou pavor de agulha, no máximo uma revolta em saber que usei por anos um remédio que nunca precisei.

Eu fui uma criança que sempre estava no laboratório fazendo exames de sangue, então agulha nesse caso era muito comum. E eu não chorava ou achava ruim, eu gostava mesmo era do lanche ao final da coleta, para quebrar o jejum hahaha

Depois disso, o primeiro anticoncepcional que optei por usar foi justamente o injetável. Eu achava muito mais prático: uma picadinha uma vez no mês e eu ficava livre de ter que tomar um comprimido por dia, durante 21 dias. Que coisa mais chata hahaha

Depois de poucos meses, a médica constatou que a dose do anticoncepcional injetável estava atrapalhando o controle que eu fazia na época para ovários policísticos, então parei com a injeção e iniciei com o comprimido. Lamentei profundamente, porque eu a-do-ra-va o anticoncepcional de injeção, me deixava livre o resto do mês. Agora eu preciso de um alarme eterno no meu celular, porque se ele não despertar, eu esqueço do remédio.

Alguns anos depois, eu seria diagnosticada diabética. Erroneamente diagnosticada como tipo 2, então fiquei 6 meses fazendo tratamento somente com a medicação oral Metformina. Depois desses 6 meses, eu troquei de médico e a médica que até hoje me acompanha, de cara, me receitou insulina. Saí do consultório e caí de paraquedas na loja para comprar canetas e insulina.

Eu aprendi rápido e sem reclamar. Nunca tive pavor, nunca tive “gastura”, nunca tive aversão.

Fico pensando como é a vida de pessoas que têm diabetes e tem medo de agulhas.... Deve ser muito mais difícil. Graças à Deus, eu tenho um fardo que eu consigo carregar :)




Trocando a pilha da bomba

Uma coisa eu afirmo: eu nunca gastei tanta pilha nessa minha vida como eu gasto agora com a bomba de insulina!

Desde que eu uso a bomba, pilhas AAA também fazem parte da minha “lista de insumos”. É claro que as pilhas sou eu quem compro, mas ela se torna parte dos insumos porque sem a pilha a bomba não funciona.

E a moedinha de 5 centavos é minha aliada na hora de trocar a pilha. Para abrir a tampinha, é preciso uma moedinha de 5 centavos que encaixa direitinho na tampa para rosquear.


É super fácil trocar a pilha e, ainda assim, uma vez eu consegui fechar a tampa com tanta força, que da próxima vez que precisei trocar a pilha eu não conseguia abrir a tampa. Forcei tanto com a moedinha que estragou um pouquinho. Depois disso eu aprendi que não é preciso fechar com força.


Duração

Usando a bomba sem o sensor Enlite, a pilha dura 1 mês. Já com o sensor, dura metade desse tempo.

No Instagram, alguns seguidores me indicaram usar pilhas recarregáveis na bomba, porém a Medtronic não indica. Por isso, é melhor seguir a indicação da fabricante, ok?!

Antes da “energia” acabar de vez, a bomba emite um alarme sonoro juntamente com uma mensagem na tela do visor avisando que a pilha está fraca e que deve ser trocada. Após receber essa mensagem, não é mais possível acender a luz do visor da bomba, porque ela meio que entra em modo de “economia”. Assim que essa mensagem aparece, o ideal é trocar a pilha o quanto antes, pois a bomba pode simplesmente se desligar e não vai dar nem para perceber que ela não está funcionando.




Insulina NovoRapid: essa deu trabalho

Desde o início do meu tratamento com insulina, eu uso a Humalog, da Lilly. Já usei as combinações Humalog + NPH, Humalog + Lantus e desde que comecei a usar a bomba, a única insulina que uso continua sendo a Humalog.

Em minha última consulta com a endócrino, ela me deu dois frascos da insulina NovoRapid e disse que eu poderia usar sem problema. Então, eu pulei de alegria (por dentro), afinal, eu não estou recebendo os insumos do Governo há um bom tempo e esses dois frascos dariam para todo o mês de dezembro.


A primeira vez que iria usar a NovoRapid na troca da bomba, senti uma dificuldade em inserir a insulina do frasco para o reservatório, não sei porquê, mas o êmbolo estava duro, travado e não “puxava” a insulina do frasco. Persisti e finalmente consegui, não sei como, mas no fim deu certo e eu fiz a troca da bomba numa boa.

Usei o primeiro frasco todo e iniciei o segundo. Foi a mesma coisa esquisita: quando encaixei o reservatório no frasco, o êmbolo travou. Não queria puxar insulina de jeito nenhum, puxava somente ar para dentro do reservatório e a pressão era tão grande que eu puxava o êmbolo para baixo e ele voltava lá para cima, e o reservatório vazio. Aquilo estava me irritando tanto, que eu puxei o êmbolo com tanta força que ele saiu do reservatório e depois eu não consegui encaixar ele de volta de jeito nenhum. Resultado: perdi um reservatório.

Determinada a não desperdiçar mais nenhum insumo, dei uma de Sherlock Holmes e comecei a fazer o passo a passo da troca da bomba bem devagar, para ver onde estava o erro no processo. Foi então que descobri que a agulha do reservatório que é conectada ao frasco para puxar a insulina (do frasco para dentro do reservatório) não estava conseguindo perfurar a membrana de proteção da ampola da NovoRapid.


Fiquei boba! Nunca tinha acontecido isso antes. Acho que nunca vou viver o bastante para conhecer todas as tretas sobre ter diabetes hahaha

Precisei “rosquear” o reservatório, como se fosse um parafuso, até a agulha furar a membrana do frasco, e aí sim, conseguir puxar insulina para dentro do reservatório.

Ufa, que sufoco!


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