A maior besteira

Não importa se você tem diabetes há 1 ano, 10 anos ou 30 anos, sempre existe algo novo a se aprender. Aprender sem precisar errar, na minha opinião, é a melhor forma de se aprender. Mas às vezes, a gente aprende é só pela dor mesmo.

Há pouquíssimo tempo, no carnaval, tomei uma decisão que mais tarde descobriria que foi uma péssima decisão, mas serviu como aprendizado.

Eu iria viajar por 3 dias nesse carnaval: saí no sábado de manhã e na segunda à noite já estaria em casa. Decidi que não iria fazer a troca do refil e cateter da bomba durante a viagem e sim antes de viajar. Assim, a viagem seria mais tranquila. Eu prefiro fazer dessa forma, trocar em casa sempre que possível, ainda que eu leve todos os insumos reservas por precaução dentro da mala.

No sábado de manhã então eu coloquei um novo refil de insulina na bomba, troquei o cateter e o coloquei na parte do glúteo (é onde eu gosto de colocar quando eu vou usar biquíni). Antes de fazer essa troca, o cateter estava na minha perna esquerda.

Quando eu voltei para casa na segunda-feira à noite, percebi que o local onde estava o antigo cateter não estava cicatrizando da forma normal. Sério, a pele ficou parecendo queimada, na verdade, ficou parecendo uma queimadura de cigarro, como se alguém tivesse apagado o cigarro bem forte na minha perna. Ficou a marca da cânula do cateter bem escura, demarcada e cheia de pequenas bolhas.



Já se passaram duas semanas desde o carnaval, já fiz várias outras trocas da bomba e ainda carrego na perna essa marca, que agora está descascando.

Mas como eu disse no início do texto; que decisão mais besta essa minha! Eu sabia que estava indo para um lugar onde eu tomaria sol, só com essa informação eu já poderia ter evitado esse tipo de decisão, mas às vezes a gente precisa de fato sentir o erro na pele para aprender.

Põe mais essa na minha conta aí!

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