Coca Zero


Hummm... Não posso ouvir aquele barulhinho chiado de gás saindo de uma garrafa pet que minha garganta fica até seca imaginando um gole de uma bem gelada Coca-Cola Zero.

É minha gente, devo confessar que meu vício por Coca-Cola é incurável. E não só pela bebida, mas como publicitária, curto muito a comunicação, principalmente visual, da gigante Coca-Cola. Tanto é que a marca lidera a categoria e é dona de quatro das cinco marcas mais consumidas de refrigerante no planeta (Coca-Cola, Coca-Cola light, Fanta e Sprite). Bom, o intuito não é fazer publicidade para a Coca-Cola, até porque isso a empresa já tira de letra.

Há 6 anos, quando fiquei diabética, procurava por refrigerantes sem açúcar para comprar, e sempre me deparava com apenas um: o Guaraná Diet. A nomenclatura não era nem “zero” ainda, era diet mesmo, daí surgiu todo um “preconceito” contra esse refrigerante, pois para muita gente tudo o que é diet é ruim - aff! E era muito chato beber só Guaraná, quando na verdade o refri que mais gosto é Coca-Cola!

Um ano depois, meu namorado me liga e fala: “Como eu sei que você gosta muito de Coca-Cola, fui lá na fábrica e mandei fazer uma Coca-Cola Zero só pra você! Vou levar hoje a noite”. Não acreditei, claro. Porém, eis que às 19h daquele mesmo dia, Darlan - o meu namorado - chega em minha casa com uma Coca-Cola Zero de 2 litros! Foi como um sonho rsrsrs

Bem, que fique muito claro aqui que não estou aconselhando ninguém a consumir refrigerantes, mesmo porque isto não é um hábito saudável e deve ser evitado. Estou apenas expondo minhas preferências aqui.

Depois deste episódio, chega a bendita Coca-Cola Zero com sua mais nova campanha de reposicionamento de marca: “Descubra sua Coca-Cola Zero”, com os NOMES nas latinhas. Ah, mas eu queria porque queria que meu nome estivesse escrito na latinha de Coca-Cola Zero. Afinal de contas, eu sou um super consumidora!

Só que eu sou bem realista e sabia que o nome NAYAMA nunca estaria estampado em uma latinha, é muito incomum. Mas eu via um monte de gente abrindo o freezer da padaria e procurando - e encontrando - seu nome e eu, como uma criança mimada, também queria encontrar o meu. Mas ok, me conformei que eu não encontraria mesmo e ponto final.

Para minha surpresa (mais uma vez) a Coca-Cola Zero chegou com uma ação espetacular: durante um final de semana, o BH Shopping recebeu um quiosque especial da Coca-Cola Zero onde era possível customizar garrafinhas de 600 ml com seu nome. Com essa iniciativa, os consumidores que não encontraram seus nomes nas latinhas teriam a chance de personalizar suas próprias garrafinhas, que ficavam prontas na mesma hora. Sensacional!

E eu, claro, não poderia perder essa ação por nada! Fiz garrafinhas de Coca-Cola Zero para mim, para toda a minha família (que também tem nomes não muito comuns) e para meu namorado. A única “falha” é que o sistema de impressão no rótulo não aceitava acentuação nos nomes, então que tem acento no nome não ficou assim tão satisfeito como eu, como é o caso da minha irmã, por exemplo, que se chama Sâmara e saiu de lá com uma garrafinha Samara, que não é o seu nome, então o intuito da ação não funcionou muito bem para ela. 

No entanto, a foto da minha garrafinha com meu nome estampa a área de trabalho do meu computador em meu serviço, e faz o maior sucesso!


Stand Coca-Cola Zero

Balança


Na minha época de rebeldia e negação, eu fazia a contagem de carboidratos de uma forma bem “largada”, errada mesmo. Eu usava o adivinhômetro para saber o quanto de determinado alimento eu comia, como por exemplo, quando eu comia batata. Eu olhava para a quantidade no meu prato e pensava: “Ah, devem ter mais ou menos umas 2 batatas médias aí.”. Aham, puro achismo. Fazia a conta utilizando como base as “2 batatas médias”, e duas horas depois, quando eu media a glicemia pós-prandial, lá estava a surpresa: glicemia sempre acima de 200 mg/dL. E o pior é que eu ainda pensava: “Saco! Calculei errado”. Óbvio né! Adivinhômetro e achismo não são balanças!

Por isso, minha mãe comprou para mim uma balança digital que, cá entre nós, é uma super aliada e todos deveriam ter. Ela é extremamente precisa nos valores, não tem como errar. E utilizando como base de cálculo o manual de contagem de carboidratos, é só fazer uma regra de três (conta básica de matemática) para saber quantas gramas de carboidrato vai comer. Ou então pesar na balança a medida da porção indicada na tabela nutricional de determinado alimento.

Um exemplo de facilidade do uso da balança no meu dia a dia é quando vou comer meu café da manhã. Sou super fã de cereais matinais, como Sucrilhos, por exemplo, mas o meu preferido é Nescau Cereal. Para fazer a contagem sigo a tabela nutricional indicada na embalagem do produto, onde uma porção equivalente a 30g contém 24g de carboidratos. E pra ajudar ainda mais, também calculo a medida do leite (100 ml) utilizando aqueles copos medidores que possuem a marcação de várias medidas.

E mais uma vez afirmo: não tem como errar! É claro que não dá pra sair carregando a balança para todo lugar que for, mas na maior parte do tempo eu a utilizo sim, e muito bem ;)


Exercitar é preciso!

Minha esteira Evolution 3000 + AB Stretch

Lembro-me que no dia em que recebi o diagnóstico do diabetes o médico me disse: “Três coisas que a partir de agora devem te acompanhar para o resto da vida: insulina, adoçante e exercício físico”. Juro que na hora o que mais me doeu foi ouvir exercício físico. Isso porque eu sempre fui sedentária de carteirinha. Nunca gostei de ir à academia, ou caminhar na rua, nem sequer de ir até a padaria! E também não me engano ou me iludo: continuo não gostando de nada disso.

Porém a prática de exercícios físicos realmente deve fazer parte da vida de qualquer um, não somente de diabéticos. O fato é que exercitar-se ajuda - e muito - no controle dos níveis da glicemia. E há 6 anos isso faz parte de minha rotina. 

E aí muita gente me pergunta: “Mas Nayama, foi preciso ficar diabética para parar com o sedentarismo e praticar algum exercício físico?”. E a resposta é bem direta: Sim. Por mais benefícios que a atividade física traga à mente e ao corpo, a preguiça me dominava por completo.

Pois bem, a única vez durante todo esse tempo em que dei uma pausa na atividade física foi quando, concomitantemente, estava na rotina: casa - trabalho - faculdade, na qual acordava às 6h e chegava em casa às 23h30.

Hoje minha rotina é só casa - trabalho, ainda acordo às 6h, mas chego em casa às 20h30, e mais uma vez, a disposição de chegar em casa cansada e ter que ir pra academia estava cada vez menor. Por isso tomei uma decisão: comprei uma esteira ergométrica!!! Me custou uma pequena fortuna - R$ 4.000,00, para ser mais exata, só que dividi em suaves prestações rsrs - mas não me arrependo um dia sequer. Agora corro todos os dias, sem ter aquela preguiça de ter que me deslocar até à academia (ou qualquer outro lugar), quando termino a “maratona” de exercícios - claro que tem também uma série de abdominais rsrs - tomo aquele banho e logo vem a sensação do “dever cumprido”. E o melhor: glicemia perfeita pós-exercício, sem hipoglicemia nem nada ;)

Demorei a decidir qual esteira comprar, fiz várias pesquisas de marcas, modelos, especificações técnicas, preço, fui às lojas fazer um “test drive” e acabei optando pela esteira Evolution 3000, que alcança uma velocidade de 16 km/h, inclinação de 12%, 8 amortecedores e claro, som estéreo MP3. Enquanto corro escuto minhas músicas preferidas, é tudo de bom, super recomendo!

E pra completar o meu projeto de “mini academia residencial”, ganhei uma cadeira de abdominal AB Stretch. Sucesso total! Agora a preguiça não tem mais desculpa, né?!

Leia um pouco mais sobre o assunto: http://goo.gl/jyLhfj



Hey! It's me...


Eis que aqui estou, utilizando esta plataforma para contar um pouco sobre minha vida diária como diabética. E nada mais justo do que uma pequena introdução sobre como iniciei meu convívio com o diabetes :)

Fevereiro de 2007, em pleno carnaval, comecei a sentir alguns sintomas que até então eram completamente desconhecidos para mim. E apesar de ter tido uma avó diabética tipo 2 (in memorian), nunca procurei conhecer mais sobre a doença.

E assim, aos 19 anos, fui diagnosticada com diabetes tipo 2. Sim! Erroneamente diagnosticada como diabética tipo 2, pois meu pâncreas ainda não tinha surtado completamente, estava passando pela fase de lua de mel, que é um período em que o pâncreas ainda produz uma pequena quantidade de insulina. Então, eu apenas seguia a dieta a risca e tomava medicação oral. Algum tempo depois, troquei de médico e aí sim a confusão foi desfeita e iniciei o tratamento com insulina e aprendi a fazer contagem de carboidratos.

Pulei a fase da negação e fui direto pra aceitação. Mas depois veio a fobia de agulhas (eu pulava aplicações porque não queria me furar), a fase da negação finalmente chegou (parei de fazer dieta, mal fazia a contagem de carboidratos) e meu controle foi por água abaixo.

A médica que me acompanha, recentemente, sugeriu que eu utilizasse a bomba de insulina. Mas ainda não me convenci de que esta será a melhor opção para mim neste momento. Ainda estou resistente...

Foi então que a “ficha caiu” e voltei a seguir a dieta e fazer corretamente a contagem de carboidratos. E a minha glicemia tem estado melhor que nunca!

Bom, já falei muito pro primeiro post, mas é que nós diabéticos temos muitas histórias, dúvidas, situações pra contar [rs]. 'Till the next!


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