O casamento do ano - O casamento civil [parte 5]


Para falar a verdade, esse texto deveria ter sido o primeiro a ser postado, pois o meu casamento civil foi o primeiro de todos os eventos. Mas a ansiosa aqui, quis postar sobre a cerimônia primeiro hahaha


Eu sou uma pessoa muito ligada a datas: aniversário de namoro, data em que fiquei diabética, e por aí vai, quem acompanha sabe um pouquinho sobre isso. Confessada a paranoia, já escrevi em posts anteriores aqui no blog que todo dia 28 de abril, eu e (agora) meu marido comemoramos nosso aniversário de namoro, afinal são apenas 12 anos juntos.
2018 já era o ano programado para nosso casamento. Pelo menos em nossas cabeças.

*Nota para explicar a maluquice: optamos por 2018 por vários motivos pessoais do casal. Primeiro, por 28 de abril cair num sábado em 2018. Depois, porque em 2018 já teríamos mais de 30 anos e isso era meta de vida. E também, porque sabiamente decidimos que só nos casaríamos depois de termos comprado nossa casa própria, pois já dizia o ditado “quem casa quer casa”, e a ideia de casar e continuar morando com os pais ou pagando aluguel não era algo aceitável para nós.

Voltando ao assunto, quando batemos o martelo sobre a cerimônia e festa, acordamos que faríamos ambas no mesmo local, por questões religiosas eu optei por não casar na igreja. Assim, o objetivo era encontrar um espaço com cara de sítio. Quem mora em BH sabe que a orla da Lagoa da Pampulha é o lugar ideal para alugar esses espaços para festas.


Enfim, quando começamos a procurar, todos os espaços já não tinham disponibilidade para o dia 28/04/18. Abrimos mão da data, pois colocaríamos o plano B em ação: casar no civil no dia 28/04/18.

Em janeiro, demos entrada na papelada e aguardamos a resposta do cartório. E, quando eu recebi a resposta, chorei igual criança. E o retorno foi: “O dia 28/04 não está disponível, será o sábado que não funcionaremos, pois o cartório irá mudar de endereço”.

Fiquei visivelmente abatida e, a contragosto, marquei para 25/04, uma vez que o cartório realizava casamentos às quartas e sábados.

No momento de raiva, a gente se chateia com certos obstáculos que surgem em nossa caminhada, mas é preciso perceber que Deus não faz nada ao acaso.

Pois bem, o casamento no cartório estava marcado para 25/04/18, às 16h30. Assim como aconteceu um dia antes do meu casamento no religioso, eu dormi muito mal e tive mais uma hipoglicemia. Acordei coberta de suor e o coração batendo muito rápido. Comi 20g de carboidrato, esperei 15 minutos, tudo ok, voltei a dormir.



A solenidade atrasou muito e por volta das 18h nos casamos. Fora a família, 3 padrinhos foram ao cartório ver a “mini cerimônia”. Trocamos as alianças na sala de casamento do cartório e aquele momento já estava sendo importante demais na minha vida. Eu ficava pensando: “imagina quando for o casamento religioso?! Vou chorar de alegria de tão lindo!”. E chorei.


Agora temos 3 datas importantes para comemorar:

25/04 casamento no civil
28/04 aniversário de namoro
05/05 casamento no religioso

E olha que eu acho que 28/04 vai ser a data que permanecerá forte em nossos corações hahaha. E pra não passar em branco, no nosso dia 28/04/18, sábado, fomos jantar em um restaurante chinês em BH, o Macau.


E esse foi o look que usei pro casamento no civil, eu não queria usar branco, então usei um vestido floral com estampa bem clara. A bomba ficou em uma bolsinha que usei na cintura, por baixo do vestido. Como a saia do vestido era bem soltinha, não marcou nadinha. Neste dia eu estava sem o sensor Libre, estava medindo pelo glicosímetro da Accu-chek, através de sangue nas tiras reagentes.


Ficar sem o Libre foi uma escolha para organizar os dias em que eu o colocaria para o casamento religioso. Fiquei 4 dias sem o Libre, senão ele acabaria exatamente no sábado à noite. Imagina no meio da festa eu tendo que trocar o Libre e ainda esperar 1h para ele calibrar? Não era esse o objetivo, por isso atrasei o dia da troca.

E para não perder o costume, mais fotinhas desse momento lindo em minha vida:









O casamento do ano - As fotos externas [parte 4]


Nosso casamento aconteceu no primeiro sábado do mês de maio, fomos passar a lua de mel em um hotel fazenda em Vespasiano e já na segunda-feira estava marcada a sessão de fotos externas, em Nova Lima.

A grande questão era: como eu queria que as fotos tivessem a luz da manhã, marcamos de encontrar a equipe de fotógrafos na portaria do condomínio, em Nova Lima, às 8h. E como eu sairia de Contagem e enfrentaria o trânsito no horário de pico do anel rodoviário, eu gastaria cerca de 1h para chegar lá. Isso quer dizer que eu deveria sair de casa no mínimo às 7h. Como a maquiadora e cabeleireira precisariam de 3h para me arrumar, e eu precisaria estar com o cabelo molhado, eu teria que acordar às 3h30 da madrugada, lavar o cabelo, trocar de roupa, pegar a bolsa e sair de casa às 3h50, para chegar à casa da maquiadora às 4h. Ainda bem que ela mora apenas a 2 quarteirões da casa dos meus pais =)

Enfim, a treta estava em eu ter que madrugar hahaha. Mas eu madruguei sem reclamar.


Acordei, glicemia ótima, porém não comi nada, porque pelamordedeus, quem tem fome às 3h30 da madrugada?

Minha mãe, meu anjo na Terra, foi comigo acompanhar as fotos e levou lanche para eu comer dentro do carro.

Chegamos com 30 minutos de atraso, mas foi um dia lindo, cheio de energia positiva, paisagens maravilhosas e encantadores e pessoas magníficas.

O local das fotos é o Condomínio Morro do Chapéu Golfe Clube, em Nova Lima, local onde meu pai trabalha. Seu patrão nos presenteou, cedendo o espaço para realizarmos essa sessão de fotos. Fomos muito bem tratados, desde o momento que chegamos até irmos embora, às 17h kkkkk (e olha que eram apenas 4 horas de sessão de fotos!)


Meu pai ficou muito preocupado comigo, por eu ter acordado muito cedo e insistiu para que parássemos a sessão para comer algo.

Ao todo, de 8h30 às 17h, paramos duas vezes para comer: a pausa do café da manhã, por volta das 10h e o almoço, por volta das 14h. Nesse dia, a glicemia ficou bem controlada, porque não fiquei beliscando o dia todo.


Acima temos uma foto da minha mãe modelete na mesa de almoço que foi preparada para nós. Ela ficou tão fofinha que eu tive que postar.

Às 17h, quando encerramos, todos estavam bem cansados, e eu, parecia ligada no 220v.
Fomos embora, eu tinha nova missão: arrumar as malas, pois partiríamos no dia seguinte, uma terça-feira, para nossa viagem de lua de mel.

Antes de mostrar algumas fotos aqui, tem um detalhe muito importante que divido agora com todas as noivinhas que passarem por este blog: guardem o buquê na geladeira. Eu sabia que era preciso fazer isso, mas não cabia na gaveta da geladeira e como os lírios estavam cheirando muito forte, eu não quis arriscar deixar ele dentro da geladeira, mas fora da gaveta. E ele murchou, soltou um pólen que a fotógrafa limpou mas me alertou que se encostasse no vestido poderia manchar. Nesse momento, o Marcos, anfitrião da casa, se dispôs a colher flores do jardim e fazer um buquê maravilhoso para mim! Super vintage, parecendo coisa de editoria de revistas de noivas. Todos ficamos maravilhados. Aí, eu tinha 2 buquês para a sessão hahaha. Viu, como  eu disse, foi tudo perfeito!


Compartilho aqui algumas fotos do dia com vocês. Fiquei encantada com as fotos, os lugares, as poses dirigidas pelo fotógrafo… E olha que essas fotos são as extraoficiais, ou seja, foram tiradas do celular por meu pai e minha mãe que acompanharam a sessão. Imagina quando o fotógrafo entregar as fotos profissionais?! Vou ter um ataque hahahaha


E ainda tem muitas outras fotos lindas. É só clicar aqui.







O casamento do ano - A lua de mel [parte 3]


Eu e Darlan já compramos nossa casa. Não havíamos mobiliado nada ainda, pois estávamos ganhando várias coisas da família, padrinhos e amigos. A cama, por exemplo, foi presente do meu pai. Depois de muito pesquisar, adquirimos a cama diretamente da fábrica da Orthocrim. Acontece que ela ainda não havia chegado no dia de nosso casamento. Portanto, era oficial que não tínhamos onde dormir na "noite de núpcias" kkkk

Sendo assim, decidimos passar nossa lua de mel em um hotel fazenda em Vespasiano, de sábado para domingo, e já na segunda-feira estava marcada a sessão de fotos externas, em Nova Lima.

A festa começou às 19h e terminou por volta de 00h30. Sei que às 1h30 eu estava saindo do espaço, com meu marido, rumo à Vespasiano. O hotel fazenda chama-se Dom Otto. Chegamos de madrugada, porém eu já havia avisado ao hotel que chegaríamos por volta de 2h da manhã.

Chegando ao quarto, medi a glicemia e ela estava ótima, por volta de 120mg/dL. Não precisei corrigir. Demorei mais ou menos 1 ano para retirar todos os meus grampos do cabelo hahaha, e Darlan teve muita paciência para desabotoar todos os botões do vestido.

De madrugada, acordei com sintomas de hipo, marcando 56mg/dL no Libre. Como eu já havia arrumado a mala um dia antes do casamento, sabia que tinha um saco de jujubas ao meu lado. Isso espantou a hipo da madrugada.

Acordamos no dia seguinte, tomamos um delicioso café da manhã. Como tinha muita variedade, não sabia fazer a contagem de forma exata: peguei um pedacinho disso, metade daquilo, um pouquinho daquilo outro… Dessa forma, a contagem de carboidratos foi aproximada e foi preciso fazer a correção 2h depois.

Trocamos o almoço por porções, passei longos períodos dentro da piscina, a glicemia pós-almoço e pós-piscina girou em torno de 190mg/dL. Mais uma vez: bolus de correção.


Às 16h fomos embora, pois no dia seguinte seria nossa sessão de fotos externas e eu precisaria acordar beeeem cedinho.

Já estou ansiosa para mostrar a vocês minhas fotos externas. E olha que são as fotos extraoficiais, pois o fotógrafo ainda não selecionou e tratou as melhores fotos da sessão realizada.


O casamento do ano - A festa [parte 2]


No dia do casamento, todas as horas que antecedem o início da cerimônia, inclusive o momento da cerimônia, são permeados por uma ansiedade extrema e até estresse.

E esses sentimentos afetam diretamente o controle da glicemia. Mas nada afeta mais a glicemia do que a festa do casamento!

Quer dizer, não a festa em si, porque inclusive esse é o momento em que toda a tensão pré-casamento já passou, é a hora de relaxar e curtir. Então, o que afeta na verdade a glicemia, são os salgadinhos e as bebidas da festa.



E olha, vou contar pra vocês, eu bebi viu. Nuuu. Bebi muito, era só virar para trás e falar com a cerimonialista: uma capi de morango! Uma piña colada! Um sunshine! Um sex on the beach! Uma coca zero! Ops, mentira. Só tomei coca zero no quarto dos noivos, quando fizemos um lanche após a cerimônia.

Além disso, dentro de todos os drinks tinha um picolé. Quer mais? Tinha um ski de shot, com 4 copinhos de shots de tequila pra virar com os amigos, e que eu perdi a conta de quantos eu virei. Quer mais ainda? Tinha um drinkão de 2L de mojito, com vários canudinhos, que sai rodopiando o salão e parando em várias mesas pra beber com um mutirão de gente, todos no mesmo copo. Ufa!


E não foi só de álcool que eu vivi não, vira e mexe eu pegava um salgadinho da bandeja de um garçom que estivesse passando aleatoriamente por onde eu estava. Sério, tem até foto minha na boate segurando um salgadinho =9


Como eu estava com a bomba e com o Libre, ficou fácil e prático controlar. O monitor do Libre ficou no bolso da calça do Darlan. Então quando eu o encontrava em meio aos convidados, eu media a glicemia. E ela ficou ótima na maior parte do tempo.

Eu esqueci completamente que estava com a bomba. Coloquei em um lugar que ficou super confortável. Dancei, pulei, rodopiei e ela estava lá, intacta. Em outro post eu mostro pra vocês onde a bomba e o Libre estavam.

Prova disso foi o tanto que eu pulei quando o Raposão do Cruzeiro chegou na festa. Ele me abraçou, pôs a pata na minha cabeça, bagunçou meu penteado todo e começamos a pular, pulei e cantei igual uma maluca, foi super divertido.



E na hora de jogar o buquê?! Eu já estava sem forças kkkkk todas as meninas ficaram tumultuadas lá no fundo e eu joguei ele bem na frente, a primeira que conseguiu correr, pegou. Na verdade, fiquei com medo de jogar alto e bater no teto. E também, eu já tinha tomados vários drinks, estava sem forças mesmo hahaha. Ainda vou dividir a culpa com o buquê, que era de flores naturais e estava pesadinho (não tanto quanto meu buquê de cerimônia, que parecia pesar 2kg, mas que eu amei).


Fora a valsa, que eu e Darlan ensaiamos os passos da coreografia na quinta-feira antes do casamento, ficamos uns 40 minutos ensaiando e eu ainda errei um passou lá na hora. Mas como ninguém sabia a coreografia, ninguém sabe que eu errei também =D


E todo mundo me pergunta sobre os doces. Vou contar a verdade sobre os doces de casamento: eles são ruins! Todos! Eu sou do povão, gosto mesmo é de brigadeiro de bolinha que foi enrolado a mão, gosto de cajuzinho cheio de açúcar, de moranguinho com açúcar vermelho que mancha os dedos, de docinho de leite ninho…

Os doces de casamentos são doces estéticos na minha opinião, são bonitos, mas não são gostosos. Eu, inclusive, não comi nenhum doce na festa, nem mesmo o bolo. A glicemia agradeceu.

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