Meu Libre e minha nova tattoo


Há um tempo, eu já estava com a ideia de fazer uma nova tatuagem. Já tinha escolhido o desenho e já tinha escolhido o lugar: a parte posterior do braço. Porém, não conseguia ter certeza do lugar por causa do sensor Libre, que deve ser instalado justamente nesse local. Passei vários meses considerando outras partes do corpo para tatuar, mas toda vez que eu pensava em mudar de lugar, minha cabeça pensava: não é aí que eu quero minha tattoo, é no braço.

Pois bem, entendi de uma vez por todas que não iria abrir mão do local e então, no dia de tatuar, calculei direitinho o espaço que a tattoo iria ocupar, de forma que sobrasse um espaço para o Libre no meu braço esquerdo.

Você pode questionar: é fácil resolver, é só colocar o sensor do Libre no outro braço ou em outro lugar do corpo específico para o rodízio.

Só que a resposta não é tão simples assim como parece. Em primeiro lugar, sim, logo após fazer a tattoo, eu estava usando o sensor do Libre apenas no braço direito, fiz isso por dois meses seguidos, mas é preciso deixar ele descansar também. Não é só o furo, desgasta muito a pele ao redor do sensor, com as várias trocas de adesivo que faço. Em segundo lugar, a própria Abbott, fabricante do FreeStyle Libre NÃO RECOMENDA que o sensor seja instalado em outro local do corpo. Já vi algumas blogueiras colocando o Libre no glúteo, no abdômen. Resolvi enviar um e-mail para a Abbott e obtive a resposta de forma bem clara: “... não recomendamos que seja utilizado em outras partes do corpo, pois não temos estudos nem testes realizados com o sensor em outras partes”.


Então, meus caros, o Libre fica na parte posterior do braço sim e não inventem moda!

No início era impossível usar o Libre no mesmo braço que eu havia feito a tattoo, por motivos de cicatrização.

Hoje, depois que minha tattoo completa 2 meses, resolvi instalar o Libre no espacinho destinado a ele, e ficou perfeito! É muito amor envolvido: muito amor pela minha nova tattoo e muito amor pelo meu Libre.

It’s rainig love


O que não recebi em Abril


Sem textão dessa vez!

O QUE NÃO RECEBI EM ABRIL

Fitas de glicemia capilar
Enlite Sensor de glicose MMT 7008A - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês

Quanto tempo dura o adesivo do FreeStyle Libre?

Não sei se todo mundo que usa o Libre tem a mesma sensação que eu, mas um sensor que deve ficar grudado na sua pele por 14 dias tem que ter um adesivo bem resistente, o que não é o caso do Libre, pelo menos na minha opinião.

4 dias: é o tempo que o adesivo do Libre dura no meu braço antes de começar a descolar.
Tenho a impressão que isso é provocado pelo suor, por causa da prática de atividade física. Mesmo enfrentando suor e água todos os dias, 4 dias é muito pouco tempo para um adesivo que tem que ficar colado por 14 dias.

Em uma recente experiência, que na verdade foram acontecimentos não premeditados, eu fiquei uma semana sem praticar nenhum exercício físico. Percebi então, que o adesivo do Libre durou 1 semana, apesar de que no 7º dia descolou. É por isso que tenho essa teoria de que o suor acaba com a cola do adesivo mais rápido. Ainda assim, a cola do adesivo dura metade do tempo que ele deve ficar no braço.

Acho isso péssimo, pois diferente do sensor Enlite da Medtronic, o Libre não vem com adesivos extras para ajudar na fixação, após alguns dias de uso. Já recebi várias mensagens perguntando onde eu compro os adesivos que colo no Libre para ajudar ele a ficar lá, quietinho, até o 14º dia (afinal, são R$ 240 grudado no seu braço, você não vai querer que ele solte). Porém, os adesivos extras que uso são os que sobram dos adesivos que vêm na caixa do sensor Enlite. Mas sei de muita gente que usa a fita transparente para curativo Nexcare Tegaderm da 3M e parece funcionar bem.

Então, #ficaadica galera da Abbott.




A melhor consulta com a endócrino

No último dia do mês (31 de março) fiz a primeira consulta do ano com a minha endócrino, para levar os resultados da bateria de exames anuais que faço - são 18 tipos de exames diferentes.

Os resultados estão 100% positivos, inclusive o da hemoglobina glicada que, como contei no post anterior, baixou para 6,9%. Isso contribuiu para que esta se tornasse a melhor consulta do meu controle como diabética em 10 anos de diagnóstico.

E realmente estou com a glicemia muito controlada e os grandes responsáveis por isso são dois dispositivos: o sensor Enlite da Medtronic e o FreeStyle Libre. Não uso os dois concomitantes, lógico. Uso o Libre na falta do Enlite.

Como eu havia recebido o Enlite em fevereiro, fiquei o mês todo com ele e em março eu voltei a não recebê-lo. Mas eu já tinha acostumado tanto à sensação de segurança que ele me traz que eu não queria abrir mão disso, então comprei 1 sensor do FreeStyle Libre, que dura apenas 14 dias. Assim, fiquei um mês e meio com a glicemia totalmente controlada e minha médica pôde constatar isso avaliando os gráficos gerados pelo software do FreeStyle Libre instalado em seu computador.


Tive poucas hiperglicemias e pouquíssimas hipoglicemias, ou seja, isso me deixou completamente dentro da faixa de controle da glicemia (80 - 150). E o Libre ainda deu a projeção de uma hemoglobina glicada de 6,7%, caso eu mantenha o controle assim pelo próximo mês.

Fiquei tão feliz com esses relatórios! E a consulta continuou só com notícias boas e no fim, ela me disse que esse era o meu melhor momento, meu melhor controle desde o meu diagnóstico. Inclusive, eu estou tão bem que, segundo ela, agora eu faço parte do grupo de pacientes que a visitam apenas 2 vezes no ano. Assim, ela me deu “férias” e minha próxima consulta é somente daqui a 6 meses (e olha que eu costumo consultar a cada 2 ou 3 meses).

E no fim, ainda ganhei dela mais um sensor do Libre, ou seja, tenho mais 14 dias de monitoramento contínuo da glicemia. Uau, que dia maravilhoso!


Receber via email

Digite seu endereço de email:

Delivered by FeedBurner

Voltar ao topo