Resultados de exames e consulta


Dessa vez eu tive que preparar muito bem meu psicológico para enfrentar uma das consultas mais importantes para mim nos últimos meses. O preparo começou já no dia de fazer o exame no laboratório. Fiz o jejum, que era de no mínimo 9 horas. Me programei para que às 9h da manhã de sábado fizesse às 9 horas de jejum, por isso, às 8h da manhã eu acordei e medi a glicemia. Estava 85 mg/dL. Isso significava que muito em breve eu teria uma crise de hipoglicemia se demorasse muito para comer. Ainda assim, decidi ir às pressas ao laboratório. Chegando lá, expliquei à atendente minha situação e ela prontamente me deu uma senha preferencial, e logo fui atendida.

Uma semana depois, os resultados dos exames ficaram prontos, mas não fiquei muito animada ao ver os valores de alguns deles que estavam bem altos como frutosamina, por exemplo. A hemoglobina glicada reduziu 0,4 mas ainda não era um resultado satisfatório. E assim, fui para a consulta com uma pesada tristeza.

Quando disse no início que tive que preparar meu psicológico era porque esta consulta iria nortear o rumo de meu tratamento, isto é, se eu continuaria o tratamento com as injeções de insulina ou partiria para a bomba de insulina. Já contei aqui no blog que não era de minha vontade utilizar a bomba de insulina, por isso era tão importante que os resultados dos exames fossem bons.

Porém, neste meio tempo em que me preparei para os exames (cerca de 1 mês), tive algumas infecções (como amigdalite) e uma crise de sinusite que foram difíceis de curar. Tomei antibióticos fortíssimos. Então minha médica constatou que essas infecções interferiram nos resultados finais de alguns exames, e que isso explicava contradições, como por exemplo: o resultado da frutosamina não correspondia aos valores das glicemias anotados ao longo do mês.

Recebi esta notícia com certo alívio, já que é um pouco desmotivador quando fazemos a dieta e a contagem de CHO da forma correta e o resultado é diferente do esperado. Por isso, vou esperar mais um tempo para refazer alguns exames e ver se desta vez consigo um resultado real e satisfatório!


Matéria sobre diabetes na revista Veja


Ao chegar em casa do trabalho em uma comum segunda-feira, vi minha irmã sentada, lendo uma revista Veja, ela olhou para mim, virou a revista para eu ver a reportagem que ela estava lendo e disse: “Olha, pra você!”. O título da matéria era “Esperança para o diabetes”.


A reportagem conta que pesquisadores da universidade de Harvard, nos Estado Unidos, descobriram um hormônio - chamado betatrofina - capaz de multiplicar as células beta, que são as células produtoras de insulina.
O que chamou minha atenção foi a primeira frase do texto: “É a notícia mais animadora no combate ao diabetes desde o isolamento da insulina, em 1921”. O fato de esta descoberta estar sendo comparada ao isolamento da insulina, que para nós diabéticos é algo imprescindível, foi o que me fez ler a reportagem até o final. Isso porque já li várias matérias e notícias sobre a “cura do diabetes”, incluindo desde ervas milagrosas até procedimentos cirúrgicos.

Desde que descobri que tenho diabetes já me deixei animar por várias “inovações” em relação ao tratamento, como por exemplo, a insulina inalável e o protótipo das modernas seringas capazes de penetrar na pele sem causar dor baseadas no modo pelo qual o mosquito fêmea suga o sangue humano sem provocar dor. Porém, confesso que acendeu em mim uma pontinha de esperança ao ler esta matéria, apesar de ainda ser incrédula em relação à cura.

Revista Veja - 12 de junho de 2013

Matéria sobre o glicosímetro Cepa GC no jornal Estado de Minas


Eu já havia comentado em uma postagem anterior sobre o glicosímetro CEPA GC, que foi a marca do glicosímetro que ganhou a licitação no estado de MG para ser distribuído aos diabéticos pela Secretaria de Saúde.

O assunto ganhou um enfoque maior com direito a matéria em um jornal de grande circulação no estado: o jornal Estado de Minas.

O título da matéria é: Alerta aos diabéticos: Falha em equipamento ameaça a vida de diabéticos em Minas.

Vergonha alheia. Foi o que senti mais uma vez ao ler a matéria que deixa mais do que claro o risco que este aparelho representa na vida de cada diabético que o utiliza.

Quem tem condições, continua comprando as fitas para glicosímetros confiáveis. Quando digo “quem tem condições”, me refiro ao preço salgado do produto Fitas reagentes para o aparelho Accu-check Active com 50 unidades custam em torno de R$ 100,00. Agora, quem não tem condições de comprar, no mínimo duas caixinhas de fitas, que é a quantidade cedida de fitas pela Secretaria de Saúde, continua usando o aparelho Cepa. Só que, diante de várias reclamações de usuários, já está mais do que comprovado que o dito cujo não é confiável. Então, como proceder? Acho que esta é uma daquelas perguntas que fica sem resposta, pelo menos por enquanto.

Ainda não recebi o Cepa - e olha que estou aguardando desde dezembro de 2012. Mas agora não faz diferença se eu recebê-lo ou não, pelo bem de minha saúde enquanto diabética, não vou usá-lo mesmo.

Quem quiser ler a matéria publicada no jornal no dia 15/06/2013, é só clicar aqui.


Matéria online no site do Estado de Minas

Preparando-se para a consulta... com o endocrinologista

Página inicial do site Espaço Diabetes

Estava navegando na net e resolvi acessar o site Espaço Diabetes da equipe do ambulatório de diabetes tipo 1 da Santa Casa BH, isso porque a médica com quem faço controle é a coordenadora deste ambulatório. Deparei-me com o link “Preparando-se para a consulta”, daí tinham as seguintes escolhas para clicar:
  • Com o endocrinologista
  • Com o nutricionista
  • Com o educador físico

E logo lembrei... de mim! É que quando eu vou às consultas eu meio que nunca sei o que esperar: às vezes me preparo para enfrentar uma consulta mais rígida, pois os valores das glicemias nem sempre estão satisfatórios, e a consulta é ótima. Outras, acho que está tudo correndo bem e de repente não está. Várias foram as vezes em que chorei no consultório, sentada de frente para minha médica. Da última vez, ela disse: “Para de chorar, essa mudança vai ser boa pra você”.

Sei lá, acho que é isso mesmo que me acomete: o medo do desconhecido, do que é novo. O medo da mudança, o medo de ter que mudar. O fato de ter que estar preparada para o que você não sabe bem como é ou como vai ser.

Esse foi o meu caso. Ela me ofereceu o tratamento com bomba de insulina. Apontou vários pontos positivos, pediu para que eu pesquisasse a respeito, lesse depoimentos de quem usa a bomba. Mas ainda estou resistente a esse tratamento. Ainda tenho opções e escolhas. Ainda dá tempo de mudar. E foi o que eu fiz. Não estava fazendo um controle muito rígido, mas agora estou andando na linha, justamente para continuar com a opção de escolha. E no momento eu escolho as canetas de insulina.

Eu mesma peço sempre à minha médica que não me dê uma folga tão grande, de 3 meses. Porque quando meu controle está muito bom, ela me diz que vai me dar férias de 3 meses rsrs. Só que eu sempre “relaxo” no finalzinho, então, para meu próprio controle, eu realmente prefiro fazer as consultas de forma mais frequente.

Toda vez que me preparo para as consultas, além das anotações sobre os valores de minhas glicemias, sempre procuro anotar alguma dúvida que tive durante o tempo em que fiquei sem consultar, que é cerca de um mês e meio, ou no máximo dois meses. Anoto em forma de tópicos. Nas duas últimas consultas anotei no aplicativo de notas do iPhone mesmo, anoto uma palavra que me ajude a lembrar da dúvida, só para eu não me esquecer do que eu quero perguntar.



Glicosímetros



Um dia desses, li um post da Carol Freitas em seu blog Doces contos de uma vida doce, sobre o glicosímetro CEPA CG, que está sendo distribuído (a passo de tartaruga) em MG. Poxa, que decepção!

Deparei-me com este post, pois desde dezembro de 2012, assim como muitos outros diabéticos, estou sem receber as tiras de teste do glicosímetro Accu-chek. Tudo isso por causa de uma licitação, no mínimo porca, em que um aparelho desconhecido ganhou a concorrência. Por isso, tentei fazer uma busca para obter informações do tal aparelho e se ele já estava sendo distribuído em minha cidade, já que NINGUÉM do posto de saúde (local que envia a renovação do pedido de minha insulina), farmácia popular (local em que busco mensalmente meus insumos) ou a própria secretaria de saúde não sabiam me informar absolutamente nada a respeito do aparelho ou a respeito da distribuição do mesmo.

A última notícia mais ou menos decente que tive da enfermeira que acompanha meu processo no posto de saúde, data de 14/05, em que ela afirmou que aqui em Contagem chegaram alguns glicosímetros para alguns pacientes, e meu nome não estava na lista. Disse também que entraria em contato comigo assim que meu nome viesse na lista. A questão é que estou até hoje esperando, e francamente, o preço dos insumos necessários para manter o controle do diabetes é exorbitante. 

Segundo a Lei 11.347 de 27 de setembro de 2006, Art. 1º  “Os portadores de diabetes receberão, gratuitamente, do Sistema Único de Saúde - SUS, os medicamentos necessários para o tratamento de sua condição e os materiais necessários à sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar”. Pois é, cadê essa Lei funcionando? Porque eu estou arcando com os custos dos “materiais necessários à minha monitoração da glicemia capilar” desde dezembro de 2012, e não é por escolha própria não. Isso é um direito meu. E aí, como fica?

Não fica, né?! Mesmo porque tenho lido que o tal glicosímetro CEPA é de uma qualidade indiscutivelmente inferior. Devo arriscar a minha saúde confiando em uma monitoração imprecisa? Acho que não.

O mais interessante é que o Parágrafo único do art. 3º foi vetado. E do que se tratava este parágrafo?

Parágrafo único: “O gestor municipal do SUS é obrigado a ressarcir os gastos que o diabético comprovadamente houver efetuado com a aquisição dos medicamentos e materiais referidos, no caso de ausência de resposta e atendimento.”

Pergunto-me o porquê deste veto.

Brasil. Um país de todos. [sic] 

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