Tampinhas por todos os lados

A coisa mais comum que vejo os diabéticos comentarem nas redes sociais é que, vira e mexe, eles encontram fitas de teste de glicemia espalhadas por toda a casa, pela bolsa, mochila, enfim, por todo canto.

Claro que essas fitas são as fitas usadas, depois que a gente faz o teste ao invés de ir para o lixo elas se perdem no “limbo”.

No meu caso, esse problema não existe. No começo sim, eu deixava as fitas usadas em qualquer lugar (tipo em cima da mesa, dentro da bolsa, etc). Mas depois, eu comecei a pensar que é bem anti-higiênico: o que tem na fitinha é sangue e ninguém é obrigado (além de nós mesmos) a manusear as fitas usadas para jogar no lixo algo que nós deixamos jogado em qualquer lugar.

Além disso, quando eu fiz o treinamento com a enfermeira da Medtronic, ela me sugeriu que eu separasse um recipiente vazio (um galão de amaciante, por exemplo) e descartasse nesse recipiente os materiais perfurocortantes que utilizo, ao invés de descartá-los no lixo comum. E, ao encher esse recipiente, ela indicou que eu o levasse ao posto de saúde mais próximo para que eles fizessem o descarte da forma correta. A ideia é simples, mas achei genial. Daquele tipo de ideia que a gente pensa: “como eu não pensei nisso antes?”

Recapitulando o que eu estava dizendo: no meu caso, eu não tenho esse problema de fitas espalhadas pela casa, mas tenho outra questão: tampinhas do conjunto de infusão espalhadas por todo e qualquer lugar que eu passo!

E eu não considero isso um problema. Primeiro, porque aqui não tem o fator de ser anti-higiênico, pois a tampinha não contém sangue e nenhum outro fluido, é só uma tampinha de plástico. Segundo: ela é muito útil.

Para quem não está muito familiarizado, essa tampinha faz parte do conjunto de infusão da bomba de insulina. Como a bomba não pode molhar é preciso retirá-la para tomar banho ou nadar e colocar a tampinha para proteger o local.

Tenho tampinhas espalhadas por todo canto: no banheiro, nos quartos, dentro de todas as minhas bolsas, na necessaire de maquiagem, na bolsinha do glicosímetro, na bolsa da academia, na casa do meu namorado, na gaveta da minha mesa no trabalho… Everywhere!

E às vezes minha mãe as encontra em lugares mais inusitados como na cozinha, no chão, na área, embaixo do sofá, embaixo da mesa… Acontece nas melhores famílias hahaha. Antes sobrar do que faltar.

Usando a bomba no braço

Como contei aqui no blog antes, eu não recebi o sensor para usar no mês de maio. E como sempre uso o sensor no braço (faço rodízio entre o esquerdo e direito a cada troca), esse mês a área do braço é uma área livre.

Por isso, eu aproveitei que não estou usando sensor para fazer um teste e usar a bomba no braço pela primeira vez.



Algumas impressões:

© Num primeiro momento, parece que o fio do cateter vai atrapalhar o movimento do braço. Mas é só ajeitar direitinho o fio ao vestir a roupa e tudo se encaixa;

© Achei muito confortável a aplicação, além de não sentir nada quando a bomba injeta insulina no corpo;

© Fácil de aplicar: eu apliquei sozinha, sem nenhuma ajuda;


© Fica visível dependendo do tipo de roupa que usar. Com uma camiseta, por exemplo, ele fica exposto. Mas isso não é problema, já que com o sensor acontece a mesma coisa.

E depois de 3 dias, quando eu tirei... É, não tem jeito, ainda dói e deixa marca 


Acessórios para a bomba

Essa semana chegou a compra que eu fiz na Medtronic, mas não foi de insumos, foi de acessórios. Um foi necessidade. O outro foi paixão.


O necessário: comprei o clipe transparente que já vem dentro da caixa da bomba, mas infelizmente o meu rachou. Devo ter batido em algum lugar e não percebi que quebrei o clipe. Além dessa trinca, o parafuso já estava meio bambo, mas eu estava "empurrando com a barriga". Quase todo dia eu precisava encaixá-lo de volta empurrando com uma moeda. Enfim, a compra do clipe foi uma necessidade porque o meu estragou, e não dá pra viver com a bomba sem o clipe para prender nas roupas.

Clipe trincado em cima e o novo clipe na bomba

A paixão: comprei uma capinha cor de rosa para a bomba. Agora ela tem uma roupinha nova! Achei tão linda, mas sou suspeita para falar porque tudo que é rosa eu tenho tendência para achar bonito. 

No início fiquei receosa, com medo de ficar feio porque a parte preta dos botões continuaria preta, e também fiquei com medo de ficar muito “grossa”, difícil de colocar no bolso ou na braçadeira.

E sim, ela ficou mais grossa, claro, a capa de silicone dá um volume extra e ficou um pouco difícil de encaixar a bomba na braçadeira de malha que uso para ir à academia. Mas de resto, eu tô amando o novo look rosa dela.

O clipe e a capinha custaram R$ 39,00 cada um.

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O que não recebi em MAIO


Como em abril recebi todos os insumos, da forma que sempre deveria acontecer, estava pressentindo que em maio algo iria faltar. E faltou:

© Enlite Sensor de Glicose MMT 7008 - caixa com 5 unidades e 10 adesivos externos - 1 caixa/mês (de novo)

Isso me deixa com muita raiva, porque a própria secretaria de saúde marca o dia em que temos que comparecer ao local para pegar os insumos, mas ao chegarmos no dia agendado faltam vários itens. É muito frustrante quando finalmente minha senha é chamada, o atendente informa que estão faltando dois itens, sem dar nenhuma explicação ou somente com a frase padrão: “Nós fizemos o pedido, está em processo de compra, mas está em falta”.

Pois é, vou ficar mais um mês inteiro sem usar o sensor. Se pelo menos o FreeStyle Libre já estivesse disponível para comprar ele seria uma ótima opção em substituição ao sensor. Mas infelizmente continuo aguardando.

FreeStyle Libre

Na última consulta que tive com minha endócrino, ela me apresentou o FreeStyle Libre, que é um sistema flash de monitoramento de glicose, com uma nova tecnologia que captura as informações do sensor em um rápido scan e as apresenta em gráficos e relatórios.

É um substituto aos glicosímetros que precisam de fitas e lancetas (para furar o dedo) para medir a glicemia.


Na prática, eu vivo uma experiência parecida com o sensor Enlite da Medtronic e a bomba de insulina. Os dois “conversam” entre si e eu consigo ver o gráfico de minha glicemia sem necessariamente fazer a ponta de dedo.

Minha endócrino me apresentou ao FreeStyle Libre porque eu relatei a ela que o insumo que mais falta na secretaria de saúde são os sensores. Esse ano, por exemplo, eu fiquei 3 meses sem receber o sensor, e isso quer dizer que eu fiquei 3 meses sem utilizar o sensor, porque é um item muito caro (R$1.679,00 cada caixa com 5 unidades) e eu não compro quando falta. Eu opto por utilizar o glicosímetro e as fitas com uma frequência maior (em torno de 8 medições por dia).

Por isso, o FreeStyle Libre torna-se para mim uma ótima opção em substituição ao sensor da Medtronic (quando eu não o recebo), com um preço muuuuito menor.

Entrei no site e me cadastrei, para conseguir um desconto no kit (aparelho+sensor) quando ele for lançado por aqui. Essa semana já recebi um e-mail com os valores de lançamento:

E o mais interessante é que o sensor tem duração de 14 dias (o da Medtronic dura 6 dias). Assim, para um mês serão necessários 2 sensores. No final das contas, o preço é muito menor do que a caixa com os 5 sensores da Medtronic.

Além do preço, outro fator legal é que pode ser usado por qualquer diabético, e não apenas pelos usuários de bomba de insulina (como é o caso do sensor Enlite da Medtronic). No caso do Enlite, a bomba é necessária, pois é através dela que os resultados de glicemia e os gráficos são visualizados.

É importante deixar claro que, como usuária de bomba de insulina, o sensor Enlite é para mim uma melhor forma de controle, uma vez que ele se integra totalmente com as funções da bomba. Além de informar a glicemia, ele avisa com um sinal sonoro quando a glicemia está caindo ou aumentando e qual a velocidade isso está acontecendo (se está caindo ou se elevando muito rápido), e além disso, quando a glicemia cai de forma brusca, a bomba identifica essa queda (por meio dos números de glicemia enviados pelo sensor) e suspende a infusão de insulina da bomba, ou seja, a bomba não vai enviar insulina para o corpo (nem basal), uma vez que naquele determinado momento um quadro de hipoglicemia está ocorrendo.


Mas como eu disse, na falta do sensor Enlite, o FreeStyle Libre será uma ótima opção.

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