Réveillon na praia

Olha ela aí de novo: a água! Neste caso: o mar!

Eu sempre acho mais complicado controlar direitinho a glicemia na praia. Além da água, tem as comidas gordurosas, o álcool, eu pulo refeições e não tenho horário pra comer.
Fica difícil, mas geralmente nessa situação eu estou de férias, por isso eu me permito sair um pouquinho da rotina. Claro, não tem jeito de esquecer que tenho diabetes, então tem que controlar de uma forma ou de outra, não dá para simplesmente chutar o balde e enfiar o pé na jaca.

Pois bem, viajei com uma galerinha para a praia, ficamos 1 semana e o Réveillon seria lá no meio da areia.


Como já tem uma década que tô nessa labuta, ainda que seja difícil contar os carboidratos direitinho, me saí muito bem na minha missão. Algumas glicemias altas, claro, porque a pessoa aqui comeu churros, picolé, pizza, 3 cachorros quentes em um único dia, tomei uma Skol Beats, mas minha inseparável coca-cola zero me acompanhou durante toda viagem.

Outro companheiro inseparável foi o Libre. Não canso de falar o quanto o Libre me ajuda em meu controle glicêmico.


Algumas atividades que, para qualquer pessoa é considerado algo normal, para nós diabéticos é um ponto de atenção. Exemplo:

Fizemos uma caminhada longa pela orla da praia. Caminhar descalço na areia é mais puxado, o passo fica pesado. No fim da caminhada, peguei o Libre e vi que o gráfico mostrou a tendência de glicemia caindo rapidamente. Antes de sofrer uma hipo, já comi os 15g de CHO.

No dia seguinte, fui brincar de banana boat. Medi antes de subir e 77. Ops! Comi os 15g de CHO e desliguei a bomba, porque ia entrar na água. Fiquei mais de 30 min com a bomba desligada, ou seja, a glicemia deveria ter subido. Mas antes do fim do passeio, pulei no mar e voltei para a orla nadando. Mais uma atividade que foi intensa e abaixou minha glicemia. Quando cheguei na orla, a glicemia estava 80. Permaneci mais um pouco com a bomba desligada e depois religuei. Resultado: glicemia estável.

Tá vendo?! A gente não precisa deixar de se divertir, mas é preciso estar atento ao que pode mudar e interferir em nossa glicemia de forma considerável.

Fiz duas trocas de cateter na bomba enquanto estava na praia. Percebi que a entrada no cateter fica difícil de encaixar/desencaixar, parece que por causa de fatores constantes com areia, sal, água, protetor solar, o acesso entope... não sei. Mas fica parecendo que está “emperrado” e fica difícil desconectar a bomba e colocar a tampinha. Eu já tinha percebido isso quando viajei para Punta Cana em 2016.

Também fiz uma troca de Libre. Cheguei na praia faltavam 12 horas para ele acabar, então iniciei um novo sensor bem no início da viagem. A primeira coisa que pensei é que o adesivo não iria durar 14 dias, porque ia ficar muitos dias tomando sol e mergulhando na água do mar. Mas na verdade, a primeira coisa que percebi é que o adesivo começou a ficar amarelado, por causa do protetor solar. Mas durou sim os 14 dias, firme e forte.



Saldo positivo no início de 2018!




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